TonY PachecO
É lamentável que a mídia baiana seja tão bairrista que “esqueça” a realidade estatística e comemore uma pesquisa de opinião. Destinos turísticos não se definem por pesquisas entre 2.500 entrevistados pelo Instituto Vox Populi e, sim, por estatísticas e as estatísticas do próprio Ministério do Turismo, que teria encomendado a pesquisa, não mentem: o primeiro destino turístico do Brasil é o estado de São Paulo, com 7.500.000 turistas que gastam, em média, R$505 por dia e conta com 1.409 hoteis e 74.224 quartos de hospedagem.
O segundo lugar é o Rio de Janeiro, com 7.150.000 turistas, R$430 de gastos diários pelo turista, 825 hoteis e 28.849 quartos.
O terceiro é que é a nossa querida Bahia, que não é por ser amada que deve levar-nos a esconder ou torcer a realidade: foram 5.635.000 turistas, os gastos diarios dos turistas apenas R$63, temos 724 hoteis registrados e 23.285 quartos.
Minas Gerais (que eu nem entendo como atrai tanta gente, pois embora tenha nascido lá, tenho isenção para dizer que aquelas montanhas não são atrações suficientes para atrair tanta gente, a não ser que se goste – como eu – de muita cachaça, docinhos e comidas à base de porco) é o incrível quarto lugar, com 4.200.000 de visitantes, só R$55 diários de gastos, 862 hoteis e 27.355 quartos.
Finalmente, o quinto destino, que no meu entender deveria ser o terceiro (Rio, Bahia, Paraná, seria a ordem para meu gosto, mas, como outros 192.997.500 brasileiros, não fomos ouvidos pelo Vox Populi), o Paraná, com 3.900.000 visitantes, R$128 diários, 344 hoteis e 18.908 quartos.
CIDADES MAIS VISITADAS
E se deixarmos as estatísticas sobre os estados mais visitados pelos turistas e formos para as cidades, a situação fica um pouco pior para a Bahia e Salvador.
Pela ordem, as cidades principais destinos turísticos DE NEGÓCIOS do Brasil são, 1º - São Paulo; 2º - Rio de Janeiro; 3º - Porto Alegre; 4º - Curitiba; 5° - Salvador.
Pela ordem, as cidades mais visitadas A LAZER, são: 1º - Rio de Janeiro; 2º - Foz do Iguaçu; 3º - São Paulo; 4º - Florianópolis; 5º - Salvador.
E, ao contrário da lenda, o Nordeste brasileiro (no qual se incluem Bahia e Salvador) não é o campeão em receber turistas A LAZER.
O Sudeste bate o Nordeste em 52,7% contra 29%. Uma lavada.
E o Sudeste dá uma surra no Nordeste quando se trata de NEGÓCIOS, 82,8% contra 5,8%.
Esta é a realidade do turismo brasileiro, ficar dando manchete e tecendo comentários em cima de uma pesquisa de preferência que ouviu 2.500 cidadãos num universo de 192 milhões de brasileiros, é, realmente, ser mídia amestrada, aquela que só vê e só comenta “release”, nem se dá ao trabalho de ir à Internet.
POBRES TURISTAS FRANCESES
A França é o oitavo país maior emissor de turistas para o Brasil. Foram 275.915 franceses aportando por aqui em 2006, diminuindo para 254.367 em 2007 e caindo mais, para 214.440 em 2008.
A Bahia tem contribuido luxuosamente para a fuga dos franceses. No final de 2008, na Ilha de Itaparica, um casal de idosos franceses foi atacado a pauladas por três ladrões. E, nesta semana, a Pousada Privilége (simples, mas elegante e com uma cozinha excelente), que pertence a um francês radicado na mesma Itaparica, só que, desta vez, em Cacha-Pregos, foi invadida por um bando de ladrões e um dos hóspedes franceses, um senhor de 64 anos, teve a orelha decepada a faca por um dos bandidos.
A Bahia recebeu, em 2005, 5.358 turistas franceses, mas em 2008 este número caiu para 5.050.
Pelo visto, vai cair muito mais, com ou sem este bairrismo pueril da mídia baiana, que em vez de soltar fogos para uma pesquisa, deveria se perguntar por que não há segurança para o turista na Bahia? Por que o turista aqui gasta infinitamente menos que no Rio e em São Paulo? Por que sendo o terceiro maior destino turístico do Brasil, a Bahia tem menos hoteis e quartos que Minas, que não é um destino turístico por excelência?
Mas, como não querem melhorar a realidade e só querem aplaudir, aplaudam!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Assassinatos no país do desconforto

Não vacile o inferno é aqui
Ricardo Líper
Jorge Pedra foi assassinado brutalmente em um hotel do centro da cidade do Salvador, Estado da Bahia, Brasil. Turistas franceses foram assaltados brutalmente, um com a orelha decepada, na Ilha de Itaparica, Estado da Bahia, Brasil. O espaço de tempo para essas duas desgraças foi de poucos dias. Vivemos, portanto, em um país degraçado. No primeiro caso, pode dar em nada. Até hoje esperamos a solução de casos semelhantes. Um homem leva outro para casa ou hotel e é assassinado para ser roubado. Culpam a vítima de ter levado um estranho para casa. Mas o estranho não pode, ao ir a casa ou quarto de hotel com alguém, matar para roubar e ficar por isso mesmo. Ou homicidio, roubo, latrocínio, não são mais crimes no inferno chamado Brasil?
Portanto, vamos fazer algumas considerações. Esse fatos ocorrem como consequencia de alguns fatores combinados. O primeiro é a absoluta miséria de quase todos devido a anos de opressão e exploração, levando os brasileiros à condição de animais com a falência da economia e a ausência de empregos decentes, escolaridade e abundância da alienação generalizada. E, se isso foi resultado de anos de opressão de governos oligárquicos e capitalistas, a elite atual, até agora, nada fez para resolver o problema. Como tudo é degradado, a impunidade é a regra. Matar em Salvador ou roubar tem muitas chances de não dar em nada para o assassino e para o ladrão. O professor Lamarck, da UFBA, assassinado a poucos metros do local de assassinato de Jorge Pedra, já foi esquecido. O assassino nunca foi encontrado.
A impunidade gera o crime.
Sobre os turistas, cabe se perguntar o que alguém vem fazer aqui? Eles não estão sabendo a quantidade imensa de turistas mortos e assaltados aqui? Será que não sabem ler? Neste caso, a prisão dos responsáveis vai contribuir para diminuir os assaltos sistemáticos na ilha. Quer dizer, não sei. O crime aqui é endêmico. Não acredito que tenha mais jeito. Se você quiser ir à meia-noite a uma lanchonete, será assaltado. Se for andar a pé à noite na Barra ou Barbalho ou Nazaré ou no Centro é quase certo ser assassinado ou assaltado. Ou você está errado de querer fazer um lanche às 24 horas? Aqui em Salvador isso não pode ser mais feito. Você acha isso natural? Acha que é uma boa qualidade de vida? Que é o melhor governo que já existiu? E a solução, uma vez que não acredito que vá melhorar: se defenda. Você está no inferno. Tome consciência disso. Ande em grupo de pessoas conscientes disso tudo e dispostas a se defenderem como feras. Não saia altas horas horário. A Av. Joana Angélica, no centro da cidade, é intransitável depois da 23 horas. Se, de carro, vá com velocidade. Precisamos de uma campanha para permitir o uso indiscriminado de armas pelo cidadão comum. Faça essa campanha. Não acredite em ninguém. Toda cara de anjo pode esconder seu carrasco. Se gosta de sexo anônimo, contrate um segurança pessoal e deixe na porta do quarto, atento. Se não pode gastar, leve o estranho, que é sempre em potencial seu carrasco, para as saunas.
Quem mora no inferno só sobreviverá se for mais diabólico e feroz do que o diabo. Reveja o filme Turistas, para mim um cult...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A favor da legalidade
Alex Ferraz
Quando eu era adolescente e militante do PCdoB, nossa luta era, lembro-me muito bem, pela legalidade. Os ditadores militares de plantão eram contraventores de toda a lei consticucional, editando atos após atos para adpatar a lei a si próprios.
Quando me tornei adulto, lembro-me, iniciante que era no jornalismo, da luta dos ditos de esquerda, entre eles o líder maior, Lula, o Metalúrgico, a favor da legalidade. Brilhante. Lula ascendeu ao parlamento e, lá, brigou perla Constituição de 1988. Bilhantíssimo!
Hoje, ele mudou. Mas eu, não. Sou a favor da legalidade. Sou a favor da Constituição, que TEM QUE SER RESPEITADA, que determina o máximo de uma reeleição consecutiva para o presidente da República.
Mais do que isso: estou do lado do Tribunal de Contas da União (TCU), na sua investigação das verbas públicas aplicadas em obras do PAC. Estou totalmente do lado do Ibama, festejado pela dita esquerda que hoje está no poder quaNDO CRIADO, E QUE FISCALIZA O MEIO AMBIENTE NO PAÍS. ENFIM, ESTOU DO LADO DA LEGALIDADE. LEGALIDADE ESTA QUE O SR. lULA, JOGANDO SEU GLORIOSO PASSADO NO LIXO E VISANDO ÚNICA E EXCLUYSIVAMENTE TER O PODER ETERNO, refuta.
O presidente, que lá fora discursa a favor da ecologia e do combate ao efeito estufa, aqui dentro reclama da fiscalização sobre os atos que contribuem para a devastação do meio ambiente, alegando que é "excesso de fiscalização." Na verdade, Lula quer mesmo é desmoralizar, perante o seu erudito público do Bolsa Família, todas as instituições que poderiam travar seu caminho fanático pelo poder eterno, transigindo a lei.
Não existe excesso de fiscalização, não existe existe excesso de liberdade, senhor Lula!
Só se for para o senhor e sua trupe de ditadores disfarçados, como Hugo Chávez, por exemplo.
E mais nada tenho a dizer.
Quando eu era adolescente e militante do PCdoB, nossa luta era, lembro-me muito bem, pela legalidade. Os ditadores militares de plantão eram contraventores de toda a lei consticucional, editando atos após atos para adpatar a lei a si próprios.
Quando me tornei adulto, lembro-me, iniciante que era no jornalismo, da luta dos ditos de esquerda, entre eles o líder maior, Lula, o Metalúrgico, a favor da legalidade. Brilhante. Lula ascendeu ao parlamento e, lá, brigou perla Constituição de 1988. Bilhantíssimo!
Hoje, ele mudou. Mas eu, não. Sou a favor da legalidade. Sou a favor da Constituição, que TEM QUE SER RESPEITADA, que determina o máximo de uma reeleição consecutiva para o presidente da República.
Mais do que isso: estou do lado do Tribunal de Contas da União (TCU), na sua investigação das verbas públicas aplicadas em obras do PAC. Estou totalmente do lado do Ibama, festejado pela dita esquerda que hoje está no poder quaNDO CRIADO, E QUE FISCALIZA O MEIO AMBIENTE NO PAÍS. ENFIM, ESTOU DO LADO DA LEGALIDADE. LEGALIDADE ESTA QUE O SR. lULA, JOGANDO SEU GLORIOSO PASSADO NO LIXO E VISANDO ÚNICA E EXCLUYSIVAMENTE TER O PODER ETERNO, refuta.
O presidente, que lá fora discursa a favor da ecologia e do combate ao efeito estufa, aqui dentro reclama da fiscalização sobre os atos que contribuem para a devastação do meio ambiente, alegando que é "excesso de fiscalização." Na verdade, Lula quer mesmo é desmoralizar, perante o seu erudito público do Bolsa Família, todas as instituições que poderiam travar seu caminho fanático pelo poder eterno, transigindo a lei.
Não existe excesso de fiscalização, não existe existe excesso de liberdade, senhor Lula!
Só se for para o senhor e sua trupe de ditadores disfarçados, como Hugo Chávez, por exemplo.
E mais nada tenho a dizer.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Nordeste? Nunca mais! 2, A Missão
tony pachecO
Uma semana depois de postar aqui conclamando ao boicote do Nordeste como destino turístico pelos gays, lésbicas e simpatizantes do Sul e Sudeste do Brasil, por conta do "homocausto" nordestino, eis que o apresentador Jorge Pedra é morto a facadas no Hotel Democrata, no Largo 2 de Julho, local já frequentado por 10 entre 10 homens que amam homens na Bahia.
O tragicômico em toda esta situação em que nos deixam o Governo do Estado da Bahia e sua Secretaria de Segurança Pública é que o próprio Grupo Gay da Bahia recomenda numa cartilha que se use os hoteis para encontros, pois sendo espaços públicos, a homofobia homicida não se manifestaria por causa da possibilidade imediata de prisão.
Que nada, acabamos de ver que o maior e mais movimentado de todos os hoteis para este tipo de encontro, e, também, para encontros de homens com mulheres e outras variações, também não é um lugar seguro.
Na verdade, enquanto o Governo do Estado e sua SSP não implementarem na Bahia o programa lançado pelo PRESIDENTE LULA chamado "Brasil Sem Homofobia", ficaremos nesta selva de homicidas homofóbicos. Grifo o nome de Lula para que o governador saiba que quem lançou o programa é o Presidente da República, que é do PT, mesmo partido do nosso governante local.
Cadê o assassino de professor Lamarck, da UFBA, por exemplo?
Não se prendem os assassinos homofóbicos. E, quando prendem, não são julgados. E quando são julgados, as penas são pífias.
Volto a dizer: quem mora de Salvador até São Luís e puder se mudar para o Sul, que mude já.
E gays, lésbicas e simpatizantes que morarem no Sul, não visitem os estados da Bahia até o Maranhão. É suicídio!
Uma semana depois de postar aqui conclamando ao boicote do Nordeste como destino turístico pelos gays, lésbicas e simpatizantes do Sul e Sudeste do Brasil, por conta do "homocausto" nordestino, eis que o apresentador Jorge Pedra é morto a facadas no Hotel Democrata, no Largo 2 de Julho, local já frequentado por 10 entre 10 homens que amam homens na Bahia.
O tragicômico em toda esta situação em que nos deixam o Governo do Estado da Bahia e sua Secretaria de Segurança Pública é que o próprio Grupo Gay da Bahia recomenda numa cartilha que se use os hoteis para encontros, pois sendo espaços públicos, a homofobia homicida não se manifestaria por causa da possibilidade imediata de prisão.
Que nada, acabamos de ver que o maior e mais movimentado de todos os hoteis para este tipo de encontro, e, também, para encontros de homens com mulheres e outras variações, também não é um lugar seguro.
Na verdade, enquanto o Governo do Estado e sua SSP não implementarem na Bahia o programa lançado pelo PRESIDENTE LULA chamado "Brasil Sem Homofobia", ficaremos nesta selva de homicidas homofóbicos. Grifo o nome de Lula para que o governador saiba que quem lançou o programa é o Presidente da República, que é do PT, mesmo partido do nosso governante local.
Cadê o assassino de professor Lamarck, da UFBA, por exemplo?
Não se prendem os assassinos homofóbicos. E, quando prendem, não são julgados. E quando são julgados, as penas são pífias.
Volto a dizer: quem mora de Salvador até São Luís e puder se mudar para o Sul, que mude já.
E gays, lésbicas e simpatizantes que morarem no Sul, não visitem os estados da Bahia até o Maranhão. É suicídio!
O Caim de Saramago

Saramago é uma das consciências do século
Ricardo Líper
Saramago é um sal amargo para a mitologia católica. Depois de ter mostrado as contradições dos evangelhos em "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", volta agora com "Caim". A questão é simples. Ele percebe os absurdos das crenças religiosas e denuncia. Isso cria imensas polêmicas, principalmente no país beato em que ele vive. Passando o verão em Lanzarote, afastado de pessoas e lugares infectos, mas perfumados, ele reabilita, nesse romance, Caim.
Caim é aquela figura terrível da mitologia judaica e depois cristã. Saramago declarou, em entrevista na sede da sua editora, sobre o livro "Caim": “O Deus da Bíblia não é de fiar. O trabalho do intelectual, do escritor, se quisermos, é olhar o que há por trás ou debaixo do edifício que se apresenta como perfeito."
“Deus é uma invenção do homem: primeiro inventa-o e logo é escravizado por ele: isto é realmente digno de reflexão."
“As religiões são e têm sido fontes de conflitos: aos confrontos clássicos, por fronteiras, culturas, políticas diversas, há que acrescentar o fator religião. Hoje mesmo a religião está presente em alguns dos grandes conflitos que a humanidade vive. O fundamentalismo religioso existe e não se pode ignorar alegando que na sua origem existem motivos econômicos. A religião é a origem de alguns dos focos de tensão mais graves do momento”.
Sem comentários.
domingo, 1 de novembro de 2009
E.C. Bahia - Decadência de um campeão - I

Paulo Maracajá Pereira: nos seus 22 anos, o Bahia foi campeão 17 vezes e trouxe o título nacional de 1988. Já tem muita gente com saudade!
Marinaldo Mira
O tema nas rodas esportivas é a decadência do Esporte Clube Bahia, o “Bahêa”, como gritam os torcedores. A situação é crítica, preocupante mesmo. Quando conheci a estrutura do Bahia, foi no início dos anos 90, escalado pelo saudoso Genésio Ramos, então editor de Esportes de A Tarde, para fazer a cobertura do clube. O Bahia era um clube vencedor. Quem o enfrentava na Fonte Nova, vinha pensando em pelo menos levar o empate, e, era um bom negócio! Hoje é diferente. O mundo mudou, e no futebol as mudanças são rápidas também. Não adianta ser campeão e não ter competência para jogar contra “pequenos” ou médios, e vencer.
Primeiro clube brasileiro a ganhar um torneio nacional, a Taça Brasil em 1959, ano em que venceu, na final, o Santos de Pelé, o Bahia é o primeiro clube brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América , em 1960. É o primeiro clube nordestino a possuir maior média de público no Campeonato Brasileiro, aliás, foram três vezes: 1985, 1986, e em 1988, quando foi campeão nacional. O Bahia é o primeiro clube nordestino a estabelecer recorde de público em todas as divisões do Brasileiro: em 2007, o clube estava na Série C, quando colocou em média 40.700 torcedores na antiga Fonte Nova, ano do desabamento de parte da arquibancada.
Porém, nada disso adianta agora, pois pela segunda vez em sua história, o clube mais tradicional do Nordeste encontra-se à beira da Série C, a famigerada Terceirona, ou o “fundo do poço” do futebol brasileiro. As redes de TV ignoram a Série C. As partidas simplesmente não são transmitidas. Os gols nem passam nos programas de esportes nacionais, aparecem apenas os resultados, no rodapé da telinha. É dureza mesmo!!! Pagamento de cotas de TV, nem pensar. Se rolar pagamento, são somente migalhas.
Como explicar essa situação do clube mais querido dos baianos? A rigor, a decadência do Bahia completa 12 anos em 2009. Em 1997, o Tricolor “caiu” para a Segunda Divisão, mas por meio de uma “virada de mesa”, em 2000, dirigentes rasgaram o regulamento e recolocaram o Bahia e o Fluminense, também rebaixado, de volta à “elite” (Primeira Divisão ou Série A) para disputar o Brasileiro, a chamada Copa Havelange, na época. Em 2001, o time chegou a se classificar para as finais do Brasileiro. No ano seguinte, nova queda de produtividade e, em 2003, acabou rebaixado, novamente. Um golpe duro para a fiel e apaixonada torcida.
Em 2005, o Bahia e o rival Vitória foram mais para baixo ainda, rebaixados para a Terceira Divisão. Em 2006, sem sucesso, permanece na Terceirona. Em 2007, o Bahia foi vice da Terceirona, após boa campanha, perdendo o título na última rodada, já classificado, e retornou à divisão intermediária (Série B). Os torcedores sofreram literalmente outro duro golpe, em 2007. Infelizmente, o clube perde a Fonte Nova com o desabamento de parte do anel superior que resultou na morte de sete pessoas. Em 2008, permanece em 10º lugar na Série B. Sem a Fonte Nova, teve que jogar em Feira de Santana, sem apoio da torcida.
A decadência de um campeão – II (ou De volta para o futuro no Fazendão)
Para a torcida tricolor, a responsabilidade pela situação do Bahia seria a incompetência administrativa dos dirigentes. Alguns atribuem a situação ao ex-presidente Paulo Maracajá, que – segundo argumentam - depois de ele ter deixado o clube, continuou “mandando” nos sete presidentes que foram eleitos na sucessão. Ora, ora, teria Maracajá tanta influência e poder para mandar na cabeça de sete presidentes, indicar contratações de jogadores, treinadores e nos destinos do clube? Para o torcedor sensato isso é discutível, muito discutível.
Amado por muitos e odiado por tantos outros, o ex-presidente Paulo Virgílio Maracajá Pereira, ou simplesmente Maracajá, volta a ser lembrado pela torcida, que atualmente sofre, com novo risco de ver o clube rebaixado para a Terceira Divisão. Acostumada a conquistas, a apaixonada torcida não aceita a situação atual do clube, que há mais de seis anos não ganha títulos, e ainda ‘passeia’ pela parte de baixo das tabelas de classificação das competições. “O Bahia era feliz com Maracajá e não sabia”, cita um torcedor.
Qual a razão da lembrança de Maracajá? Simples, mesmo com seu modelo de gestão, apontado por opositores como superado, e desgastado com o passar dos anos, o ex-dirigente, no período que presidiu o clube, não permitiu queda do time para divisões abaixo da chamada “elite”. Na era de Maracajá na presidência, o Bahia não amargou rebaixamento, embora chegasse até a ser ameaçado, mas reagiu e escapou. O dirigente da época romântica dos chamados ‘cartolas’ teve uma trajetória de conquistas, enfrentou crises administrativas, contudo em sua gestão de 1973 a 1994, ganhou o Brasileiro de 1988. Nos 22 anos, o Bahia foi campeão baiano 17 vezes, na categoria profissional, 17 vezes campeão no Junior. E, a marca do “cartola”, conseguiu, com “jogo de cintura” que o Tricolor entrasse no chamado “Clube dos 13”, entidade criada pelos ‘grandes’ clubes, e que não queriam admitir equipes consideradas de porte médio. Eram 12 clubes, do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, que venderam a alma para as redes de televisão, que agora mandam e desmandam, até nos horários dos jogos.
Defensores de Maracajá recordam que ele, com um golpe de mestre, encaixou o Bahia, como o 13º clube. Para os opositores, o dirigente fez sucessores ao deixar a presidência “teoricamente” e continuou mandando. Outros, no entanto, acreditam que Maracajá de fato ajudava com sua experiência, mas, a rigor, quando era ele o presidente, os resultados eram outros.
O clube revelava jogadores, como a equipe de 1988, que tinha 90% do grupo formado no Fazendão. Como consequência, pela primeira vez, o tricolor teve três jogadores convocados de vez para a Seleção Brasileira, Charles, Bobô e Zé Carlos. Na era Maracajá, o Bahia revelou ainda Luiz Henrique, que surgiu na Catuense, e chegou à Seleção Brasileira. Nos últimos dez anos, o clube revela pouquíssimos jogadores, sendo Daniel Alves (atualmente no Barcelona), uma das exceções.
Mas existe uma “luz no fim do túnel” (que jargão!!!) para o Bahia de hoje? Existe sim, aplicar a velha fórmula de Maracajá, em 1988: recorrer à divisão de base, fazer investimentos na garotada, e buscar no Fazendão os seus craques e formar equipes fortes. “Vâmo salvar o Bahêea”.
P.S.: Marinaldo escreveu este artigo a convite de Tony Pacheco.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
O nome da desgraça é COELBA

A posição que os postes da Coelba mais gostam de ficar: em cima de carros ou pessoas. Também, poste de ferro velho em cidade marítima é oligofrenia pura.
tonY Pacheco
Participei deste pequeno inferno sofrido por Líper e descrito abaixo. Perdi o estoque de alimentos que estava na geladeira e fui um dos idiotas que ligou para a espanholíssima Coelba.
Ao ligar para a Coelba, às 13:30, para comunicar que dois postes estavam podres (um partiu ao meio e o outro ainda vai partir, com certeza) em nossa rua, uma atendente de call center, sem nenhum comprometimento com os interesses dos palhaços que pagam contas astronômicas de luz, exigiu uma série de informações, como se eu tivesse querendo algum favor e não estivesse denunciando que um poste da Coelba podia matar uma criança ou um idoso ao desabar.
É patético, é ridículo ter uma multinacional com sede em Madrid cuidando dos postes de nossas ruas aqui no Fim do Mundo.
Na maioria dos estados dos EUA fornecimento de energia, água e infraestrutura em geral são campos vedados a empresas estrangeiras. E isso na sede do capitalismo mundial. Aqui, no Fim do Mundo, Fernando Henrique entregou toda a infraestrutura a estrangeiros sem nenhum compromisso com os brasileiros e Lula manteve a bandalheira do mesmo jeito.
Mas voltemos. A Coelba apareceu através de uma terceirizada, o que é proibido por lei, pois se a ATIVIDADE FIM da Coelba é distribuir energia, ela não podia entregar, de acordo com as leis do Brasil, a manutenção de seus postes e fiação a terceirizados. Mas aqui é o faroeste do Fim do Mundo. Tudo pode.
E a terceirizada não substituiu o poste de ferro todo enferrujado e partido ao meio e nem tampouco o outro poste prestes a cair. Colocou um talude no poste, como se fosse uma perna quebrada tratada na ortopedia e deixou lá, até a próxima chuva.
Se fosse na Espanha e uma empresa brasileira fizesse isso, os espanhóis, que são homens de verdade, botavam a sede de nossa empresa para explodir nos ares, pois eles explodem a si mesmos por minuto, quanto mais a estrangeiros que os sacaneiam...
Mas, como somos um bando de putas (eu, inclusive), vou aguardar até o poste cair em cima da minha cabeça ou de algum vizinho.
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