terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um país desmoralizado

Alex Ferraz

A "Justiça", em sua instância superior, não só inocentou o banqueiro Daniel Dantas, como extinguiu seu precesso e anulou totalmente a tal Operação Satyagraha (será que escrevi certo?) e ainda pretende expulsar o juiz que condenou o banqueiro!!!!!

Dilma Rousseff perdoou os mensaleiros.

Sarney é protegido do PT.

Como é que se pode viver numa merda desta, Lula, FHC, Itamar, Médici, Geisel, Castelo Branco?

Não se deprima. Natal é marketing. MESMO!

Assim nasceu, nos anos 1930, o Papai Noel. Boas festas, boa gordura mórbida, bom colesterol hehehehehehehhe


TONY Pacheco

Os prelados cristãos foram revestindo o Natal de várias simbologias que causam grandes alegrias em alguns, mas profundo desconforto na maioria: Jesus e sua família perfeita podem ser fonte de neuroses terríveis e dezembro, em todo o Ocidente, é um mês de muitos suicídios.
E por que isso? Porque a ignorância dos fatos que estão por trás do Natal é alimentada pela sociedade ocidental. Se você souber que Jesus não nasceu em 25 de dezembro não for suficiente (vide texto abaixo sobre origens da comemoração), pense ainda que, mesmo que fosse verdade que Cristo tivesse nascido nesta data, só 1,9 bilhão de pessoas acreditam nisso. O mundo tem 6,8 bilhões de habitantes e 1,7 bilhão são muçulmanos; 900 milhões são hinduístas; 870 milhões não têm religião alguma; 400 milhões são adeptos de deuses familiares chineses; 300 milhões são animistas (tipo os orixás) e mais de 170 milhões são ateus militantes. A maioria esmagadora (4,9 bilhões de pessoas) não acredita em Cristo e dia 25 estará fazendo tudo, menos ceia de Natal.
Portanto, você não está sozinho. E família perfeita como a de Jesus, nem se preocupe, só existe em comercial de margarina. Aquele papai-e-mamãe com filhinhos em volta da mesa? Assista ao filme "Parente é serpente" (tem em qualquer locadora) e veja a arte imitando a vida real: família é guerra, principalmente nestas festas... Se ligue nisso antes de se entregar à nostalgia...
Agora, que você sabe que Jesus não nasceu em dezembro, que não há uma linha sequer na Bíblia que fale em Natal e que “Natalis Invicti” é uma festa pagã para o deus Mitra, pode pedir comida chinesa delivery, assistir um bom filme, beber um bom vinho e... adeus depressão!

O PAPAI COCA

Já o Papai Noel que você conhece, até 1931, não era exatamente assim. Existiu um bispo cristão na antiga Turquia de nome Nicolau (280 d.C.). Ele era famoso por arrecadar coisas entre os ricos e distribuir para os pobres. Uma espécie de Teresa de Calcutá... Daí criou-se o mito do bom velhinho que distribui brinquedos no Natal. Só que ele era simbolizado como um velhinho vestido com roupas de frio... marrons.
Aí, em 1931, segundo texto da insuspeita revista “Pais&Filhos”, os marqueteiros da Coca-Cola resolveram embarcar no espírito natalino. Só que marrom só tem a ver com a cor do líquido, mas não com as cores-símbolo da empresa de refrigerantes: vermelho e branco. O que fizeram os marketeiros? Na campanha publicitária do Natal de 1931 a Coca-Cola inventou o novo Papai Noel: vestido de vermelho com detalhes brancos, a marca da... Coca-Cola.
Sim, é isso aí: o que nós reverenciávamos, quando éramos pivetes, e você ensina aos pimpolhos até hoje, é uma jogada de marketing de 1931. Da Coca-Cola.
Por isso que todo Natal todo mundo engorda pra diabo hehehehhehehee.

“Festa estranha com gente esquisita”

Este é o deus Mithra, cujo nascimento era comemorado em 25 de dezembro. O Cristianismo "chupou" a data mais de 300 anos depois de Cristo.




Tony Pacheco *

Falar que Natal é uma data somente comercial já virou clichê. O que poucos sabem é que o 25 de dezembro não tem nada a ver com o nascimento de Jesus Cristo. O sucesso do livro “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, despertou uma mania: descobrir o que está por trás das nossas tradições religiosas cristãs. Natal é época de festa familiar e, por isso mesmo, gera alegria, mas muito mal-estar psicológico também. Mas, de onde surgiu mesmo esta comemoração? As informações abaixo não estão no livro, mas a leitura dele nos instigou a pesquisar mais sobre a vida de Jesus.


1. QUEM NASCEU, MESMO? O Natal – 25 de dezembro é, na verdade, o dia da festa do deus Sol Invicto (“Natalis Invicti”), também chamado Mitra, divindade oriental que chegou ao Ocidente através de Alexandre, O Grande, quando de sua vitória sobre o Império Persa, três séculos antes do nascimento de Cristo.
A festa do “Natalis Invicti” coincidia, no calendário juliano (anterior ao nosso atual, o gregoriano), com o solstício de inverno. Em todo o mundo civilizado, 25 de dezembro era data de festas para comemorar o nascimento de deuses: Mitra, o Sol Invicto, em Roma, na Grécia ou na Pérsia. Adônis, no Império Romano. Dioniso, na Grécia. Ou Osíris, no Egito.

2. O VELHO DEUS-MENINO. Mitra, o Sol Invicto, nasceu do deus-supremo Aúra-Masda, que despejou a sua luz sobre uma virgem, Anahira. O seu nascimento era celebrado como “o deus menino Mitra, que traz luz ao mundo” (você já ouviu isso em algum templo cristão, não é mesmo?). E mais: a representação de Anahira com o menino-deus Mitra é totalmente igual à de Maria com Jesus. Aliás, este é um mito recorrente: também Hórus, deus-menino no Egito, filho de Ísis e Osíris, é representado com a mãe de maneira igual às madonas que os pintores cristãos difundiram.
Os cristãos sempre estiveram divididos sobre se Jesus é um deus ou um homem-santo, mas mais divididos ainda ficam até hoje com a virgindade de Maria. Basta dizer que somente em 1854 (há pouco mais de 150 anos, portanto) a Igreja teve coragem de “oficializar” esta virgindade.

3. A MÃE VIRGEM. Buda, “O Iluminado”, também nasceu de um deus elefante que engravidou uma virgem. E até Alexandre, O Grande, para justificar a sua adoração como deus pelas tropas, era tido como nascido de uma cobra sagrada (sic) que teria visitado sua mãe, Olímpia. O povo, definitivamente, acredita em tudo. Já existem milhões de seguidores de um Deus Espaguete na Internet...

4. MORTOS E RESSUSCITADOS. Mitra, o Sol Invicto, também foi assassinado, como Cristo, e como Cristo, colocado num sepulcro de pedra e ressuscitou no terceiro dia. Tudo isso, séculos antes de Cristo. Mais “coincidência” do que isso, impossível: os bispos católicos do início do Cristianismo "chuparam" as histórias de outras religiões, de outros deuses, e atribuiram ao filho do seu Deus.

5. NATAL ERA EM JANEIRO. Na verdade, nos primeiros séculos do Cristianismo, o nascimento de Jesus era comemorado no mesmo dia da festa dos Reis Magos, em 6 de janeiro, porque não há um registro histórico sequer da data exata do nascimento de Jesus. Nem mesmo a Bíblia tem este registro. E a Igreja Ortodoxa (que é cristã e representa 300 milhões de pessoas na Europa e Ásia) continua comemorando em janeiro. Pegaram o 25 de dezembro porque era o nascimento de outros deuses reverenciados no Império Romano e, assim, podiam "roubar" crentes de outras religiões.

6. É CRISTO OU KRISHNA? Os presentes que Cristo teria recebido dos Reis Magos (ouro, incenso e mirra) são absolutamente os mesmos que o deus Krishna recebeu em seu nascimento nas escrituras hinduistas. Só que Krishna, deus na Índia até hoje, “nasceu” muitas centenas de anos antes de Cristo... Outra "chupada".

7. PROFETA OU DEUS? A divindade de Jesus Cristo só foi “oficializada” em 19 de junho de 325, no Concílio de Nicéia, convocado pelo imperador Constantino, do Império Romano. Este imperador era também o Sumo Pontífice do culto ao deus Mitra, o Sol Invicto, e só foi batizado depois de morto ou poucos minutos antes de morrer. Até 325, Cristo era tido pelos cristãos como apenas um profeta, como, até hoje, ele é reverenciado pelos muçulmanos e judeus. Só um profeta.

8. MANOBRA DA MÃE POSSESSIVA. O Natal só foi oficializado como nascimento de Jesus pelo imperador Constantino porque sua mãe, Helena (depois chamada de Santa Helena pela Igreja Católica), era cristã e guiava os passos do filho para a transformação da “Religião do Carpinteiro”, como era conhecido o Cristianismo, em religião oficial e única do Estado Romano. Como Mitra, o Sol Invicto, era o culto majoritário, era mais fácil impor o Cristianismo se as datas e liturgias mitraístas fossem absorvidas pela nova religião. E assim foi. Mas a oficialização do Natal se deu mesmo com o papa Libério, em 354. Isto é, 354 anos depois que Jesus teria nascido. Não é mole não!

9. UM SÍMBOLO CRUEL. A cruz, tão reverenciada pelos cristãos até hoje, não era o símbolo que os apóstolos usavam. Claro, Cristo foi crucificado pelo Império Romano. Como usar o símbolo do martírio do próprio líder? Mas Constantino, precursor de nossos marqueteiros modernos, necessitava de um símbolo simples para a nova religião (o cristianismo, com datas, símbolos e liturgias mitraístas). O peixinho (que agora você vê no fundo dos carros como adesivo...), que era o símbolo oficial dos cristãos, não tinha força e era difícil de ser desenhado e reconhecido. Então Constantino oficializou a cruz como símbolo da nova religião e fez colocar o símbolo no escudo de suas tropas. Uma maldade. E sob este símbolo Constantino matou seu filho, o cunhado, uma das várias mulheres, o sobrinho e milhares de “infiéis”, igualzinho os muçulmanos fazem hoje em dia.
E sabe aquela auréola dourada na cabeça dos santos católicos? É o disco solar dos deuses egípcios e de Mitra, o Sol Invicto. Não confiem em mim. Vão ao Google. É só ir lá e conferir. Em publicidade chama-se a isso “chupada”.

10. ROUBARAM A ÁRVORE. O Natal era uma festa também para os seguidores de Saturno, deus da agricultura em Roma, séculos antes de Cristo. E nas “Saturnálias”, no 25 de dezembro, o povo dançava e adornava árvores com máscaras de Baco, deus do prazer e das bebedeiras. Já os druidas (sacerdotes dos povos celtas), adornavam carvalhos com maçãs pintadas de dourado. Os egípcios colocavam folhas de palmeira dentro de casa em dezembro reverenciando seus deuses. Na Babilônia, Ninrode casou com a própria mãe e renegou Deus. Semíramis, a mãe, depois da morte prematura do filho Ninrode (chamado por ela “o Messias”, filho do Deus-sol, Baal), garantiu que ele ressurgiu dos mortos quando um pedaço de pinheiro renasceu do nada. Ressurreição e pinheiro. Por aí você já vê de onde o padre Martinho Lutero (1483-1546) tirou a idéia de enfeitar um pinheiro com velas na época do Natal... Lutero, posteriormente, renegou o Catolicismo e deu uma de Constantino e fundou a sua própria religião, o Protestantismo, que hoje você conhece como “evangélicos” ou “crentes”.

Em resumo, é triste informar que o Natal que os cristãos comemoram é uma festa pagã, do nascimento de deuses pagãos, com enfeites e simbologias pagãs. O Natal não tem sequer uma referência na Bíblia. Justo a Bíblia que os cristãos adotam. Mas, é óbvio, Natal é nascimento de outros deuses, anteriores à Bíblia...

* Texto publicado na “Tribuna da Bahia” em 21.12.2006.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal

Alex Ferraz

Quero deixar aqui a minha mensagem de Natal para aqueles a quem irritamos - quando não foi nossa intenção - ao fazer, principalmente eu (aliás, só falo por mim) comentários absolutamente injustos, infundados, sectários, tendenciosos, malucos, infames. Perdoem-me. Que a paz do Senhor esteja convosco, neste limiar de um novo ano, o glorioso 2010, quando, depois do filho, provavelmente a mãe do Brasil assumirá o Planalto para nos trazer a glória, o êxtase.

Aproveito a oportunidade para pedir, de público, desculpas ao senador José Sarney, mui digníssimo ex-presidente da República, ainda que "eleito" pelo voto (indireto) de Tancredo. Faço um mea culpa. Não podemos acusar Sarney de nada. Homem íntegro, que tem comandado o Maranhão de forma absolutamente democrática desde os tempos em que, por força das cincunstâncias e para manter a GOVERNABILIDADE (gozado, ouvi essa expressão recentemente, no Planalto), viu-se compelido a estar de beijos e abraços com os generais da ditadura, sempre ligado a partidos governistas (tão injustamente criticados à época pelos esquerdistas que, hoje, sabiamente, abraçam Sarney). Aproveito também para parabenizar o STF pela censura imposta ao Estadão. Afinal, como acusar o filho do ilustre e íntegro Sarney de crimes de corrupção, só por causa de meia dúzia de empresas fantasmas e gravações telefônicas que, tenho certeza, foram tão forjadas com foram as recentes que acusam outro santo, Arruda, de mensalão.

Quero aproveitar o espírito natalino para pedir, de joelhos, perdão ao ilustre ex-presidente Fernando Collor, posto para fora do poder injustamente por uma cambada de anarquistas e comunistas irresponsáveis. Aliás, os comunistas se anteciparam a mim e de há muito já perdoram Collor, tanto que estão "assim" com ele, via presidente Lula. Perdoe-me, Collor, as injustiças que disse aqui sobre Vossa Excelência ao longo deste ano da graça que ora se finda.

Perdoem-me também os companheiros da UNE e da CUT, a quem, injusta e criminosamente (mereço censura, modaça mesmo, do STF), caluniei aqui. Na verdade, as centenas de milhões de reais que essas entidades, juntamente com o MST, têm recebido estão sendo redistribuídas pela população que vive na merda, como disse Lula. É por isso que não vemos mais ninguém pedindo esmola em sinaleira, nem catando resto de comida no lixo dos restaurantes, nem se matando no crack, nem, nem, nem.

Na verdade, e agora sei disso e por isso me penitencio, a fortuna que vem sendo repassada para UNE, CUT, MST etc. é a transferência de renda de que tanto fala Lula.

Bem, quanto ao presidente, a emoção me embarga a voz (e os dedos, pois quase não consigo digitar). Mil perdões. Faço coro agora com os seus companheiros: o senhor deve ficar no cargo até morrer, e tomara que morra bem velhinho. Depois, deixe o Planalto pro seu filho, ou o filho de Sarney, ou outro filho do Brasil qualquer.

Que a paz esteja em todos os lares neste final de ano. Inclusive nos lares da invasão das Malvinas, do Péla Porco, da Baixa do Tubo, do Nordeste de Amaralina, do Complexo do Alemão e das cidades satélites de Brasília.

Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

Amém!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Erro de Cálculo

Seu futuro já chegou. É esse.


Ricardo Líper


As pessoas me perguntam o que acho sobre a reunião de celebridades sobre a ecologia do planeta na Dinamarca. Não acho nada. Boca livre, talvez. Não me preocupo com isso. Não vou viver tanto para ver o planeta sucumbir daqui a cem anos. A não ser que os espíritas estejam certos e eu vou reencarnar em um planeta devastado. Curioso como as pessoas se preocupam com o que vai ocorrer daqui a um milhão de anos. Sei, você está me achando um monstro egoísta. Não sou. Apenas estou colocando um paradoxo e ninguém gosta de enfrentar paradoxos. Mas, tem outra coisa. Não está tão provado que as coisas vão ocorrer exatamente como cientistas dizem que ocorrerá. Agora, uma coisa que gosto é pirraçar os países ricos por terem destruído o planeta. Isso é ótimo. O capitalismo, além de destruir as pessoas, destruiu a natureza e o próprio planeta para uma elite de ladrões espertos criar suas babilônias particulares. Então vamos a fundo. Nós somos uma sociedade de automóveis. Poucos falam disso. Todo mundo quer ter um carrão. Eu adoro sentar em um e ligar o ar. Para a irritação de muitos, tenho até chofer. Ééééééé. Sem ser árabe e viver contando os tostões para botar gasolina, viu Dilma. G A S O L I N A. Dilmá. Só que vou ficar engarrafado, às vezes mais de uma hora. Vou ficar estressado e, ao sair do carro, posso, ao atravessar uma rua, ser atropelado por outro. Não vivemos em cidades, vivemos em ruas e mais ruas, viadutos e vias para automóveis. Nossas cidades são grandes estacionamentos. Por que? Óbvio, meu caro Watson. Desrespeitamos um princípio ecológico primário que ninguém lembra. A cidade deve terminar quando não se ouve mais a voz do orador na praça central. O tolerado, no máximo, é a bicicleta e alguns transportes coletivos. Sem gasolina e o resto. Árabes fundamentalistas, por exemplo. Mas isso ninguém quer discutir. Então, não me interessa nem o assunto. É farsa. Se o modelo da sua utopia são automóveis para todos e prédios e prédios de apartamentos, ficando todos nós nos nossos carros, com ar condicionado, sentados horas, entupindo as artérias com o último hambúrguer comido em um shopping, obrigado, esse estilo de vida não é o que desejo para mim. Embora, claro, vivo assim porque os outros, o inferno, lembra?, querem. O sonho de consumo de todos é um carrão, um apartamentão e se queixar dos engarrafamentos, dos assaltos, dos... não seja hipócrita. Ora, não dá nem para continuar. Que sejam felizes, se preocupem com o fim do planeta, com Super Man, a fada madrinha, o coelho da páscoa e o que estiver na mídia no momento. Qualquer travesti nas esquinas das grandes cidades lhe dirá que não passa de fe-cha-ção, viu Dilmá? A gasolina, Dilmá. A gasolina, Dilmá. Hoje, todo mundo mama, a essência do capitalismo são os automóveis e a gasolina. Cidades grandes para grandes consumos. E você, do alto de sua moto, depois do churrasco de calabresa, dez cervejas no mínimo, preocupado com o urso polar. Se compreenda, rapaz! Por isso que só gosto de gente cantando Ópera em um teatro espetacular. Repare, não quero jamais conhecer de perto os cantores. A humanidade só presta como conceito. Isto é, de longe, e referência para protestos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Uma juventude acanalhada

TONY pacheco

Vendo, ontem, o "Jornal Nacional" da Globo, notei o ódio incontido dos jovens que estão pedindo o imediato "impeachment" do governo José Arruda, do DEM do Distrito Federal, por corrupção (Mensalão do DEM).
Acho justíssimo o movimento. Contudo, já estou de saco cheio deste tipo de militante político que só protesta contra a corrupção quando é conveniente protestar.
Não vi, nos últimos anos, nenhum estudante fazer manifestação contra Lula porque o irmão dele fazia lobby na antessala do presidente no Planalto. Não vi, também, nenhum protesto de jovens quando o PT comprou votos no Congresso Nacional (Mensalão do PT), com Valerioduto e todo tipo de trambique (até dinheiro na cueca o irmão de Genoino carregou). Não vi também nenhum movimento estudantil contra Lula quando ele resolveu fazer coalizão política com Collor de Mello, Renan Calheiros e José Sarney, nomes que só por serem citados, já causam arrepios em qualquer pessoa medianamente honesta. O filho do presidente Lula ter negócios com a oligopolista telefônica Telemar, hoje, Oi, também não despertou nenhuma indignação nos jovens.
Então, estes jovens, na verdade, têm dois pesos e duas medidas quando veem corrupção. Então, estes jovens são uns canalhas.

A GLOBO SE RETANDO

Notem que os noticiários da Globo começam a se retar com o pessoal do governo federal, depois de sete anos de casamento cheio de amor.
Tudo porque o PT está dando apoio incondicional à Conferência de Comunicação, que ocorre em Brasília, e que teve até a presença de Lula.
O que Lula e o PT querem é que TVs, rádios, jornais, revistas e Internet fiquem sob o controle de comitês populares nos quais, é óbvio, o PT e seus correligionários tenham o controle absoluto do que vai ou não ser levado ao público. Eles chamam a isso "democratização da informação" e nós sabemos que isso é chavismo puro ou, para usar a linguagem de Lula, aquela merda que Hugo Chavez fez com as redes de TV na Venezuela.
Finalmente a Globo entendeu que não adianta bajular o PT. Este partido tem matriz leninista e o foco é o mais extenso controle social possível, o que passa, necessariamente, pelo controle dos meios de comunicação.
Se segura, família Marinho!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Perguntas que não sei responder

Repare bem: a posição do torcedor é de quem não come "régui". As torcidas estariam chocando o ovo da serpente?

TonY PachecO

1. Aquela reação da torcida paranense porque o Coritiba desceu para a segunda divisão do futebol brasileiro, com um enfrentamento com a Polícia Militar típico de um processo revolucionário, é apenas a manifestação de uma torcida descontente ou é, mesmo, um movimento político? Pergunto isso porque na casa dos torcedores indiciados foi encontrado farto material neonazista, com os indefectíveis retratos de Hitler e suásticas em profusão.
Isso é uma torcida organizada ou um movimento político?
Nestes momentos é que eu entendo porquê o povo alemão aderiu em massa ao nazismo, com entusiasmo sem par, merecendo, mesmo, todas as humilhações que os soviéticos lhes impuseram na extinta Alemanha Oriental.
É sempre o povo, imbecilizado, reacionário, seduzido por ideologias ou religiões idiotas que permitem aos ditadores implantarem seus governos discricionários. Penso que perdoar o povo por ter sido "manipulado" é de um reducionismo elementar demais. Ou estou enganado demais também?

2. O que este moço que governa o Brasil pretende com uma proposta de lei que torna a corrupção no País um crime "hediondo"? Nos convencer que ele e seu partido estão acima da corrupção? Que nada pega neles? E o Escândalo Waldobicho? E Marcos Valério, o outro rapaz da LandRover, o irmão do Genoínio com dinheiro na cueca? E a compra de mandatos eletivos através do "mensalão"? E o loteamento do governo e a criação de milhares de cargos para transformar o Estado Brasileiro num aparelho partidário? Tudo isso não é corrupção?
E alguém acredita que nossos senadores e deputados federais, as pessoas mais honestas do planeta Terra, segundo a organização Transparência Internacional, vão aprovar uma lei que um dia, lá no futuro longínquo, pode pegar seus bisnetos?
Parece que o governo do Sr. Lula é todo planejado na sala de um marqueteiro, de um novo Goebbels, que vive repetindo mentiras, factóides, como a insistir na máxima que uma mentira repetida mil vezes ganha foro de verdade.
Ou estou delirando? Ou estou mesmo é enfastiado?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Suprema estupidez

Alex Ferraz

Acabo de ver nos sites de notícias que o Supremo Tribunal Federal manteve a censura imposta por Sarney e um juiz amigo ao jornal O Estado de São Paulo, mesmo jornal que foi vítima, como muitos outros, da tenebrosa censura dos militares, durante a ditadura, e publicava receitas de bolo na primeira página para deixar claro que os artigos haviam censurados.

Então, Sarney está agindo de forma idêntica à ditadura militar, o Supremo Tribunal Federal também, e Sarney é aliado de fé de Lula. E UNE, vem CUT, nem sindicato nenhum faz protesto contra Sarney.

Então, então. E aí, lulistas, vão apoiar a censura??

E os coleguinhas jornalistas, do nosso sindicato aqui na Bahia, da ABI e outros sindicatos, continuaraão irresponsavelmente mudos?

Então, se não podem publicar as escutas da bandidagem de Sarney & Filhos, que protejam também o corrupto do Arruda!

Vocês se preeparame, que vem coisa pior aí. E tô dizendo!

O DNA do DEM nos lembra a velha Arena


toNy paCheco

Aconteceu o que se esperava: os manifestantes saíram à rua em Brasília e a Polícia Militar do Distrito Federal, que é comandada pelo governador Arruda, do DEM, acusado de corrupção ativa e passiva, desceu a madeira nos estudantes, todos desarmados, só com faixas nas mãos.
Entre as imagens, vi uma faixa negra com o A circulado do anarquismo e este pessoal foi especialmente agraciado com cassetetadas, balas de borracha, spray de pimenta e, patético, um coronel da PM agrediu um jovem estudante porque tinha uma mensagem contra Arruda na camisa. O coronel rasgou a camisa do menino. Os cinegrafistas da Rede Record receberam uma bala de borracha pelos peitos, porque imprensa, pra essa galera, deveria ser só para "coisas positivas".
Igualzinho nos tempos da ditadura militar, sem tirar nem por.
Os anarquistas denunciam desde o séc. XIX que a democracia burguesa não passa de uma estratégia para manter as massas no comodismo, permitindo manifestações públicas aqui e ali, mas mantendo o mesmo aparato de repressão das massas de qualquer tirania.
No caso específico do DEM, é claro que a Polícia Militar de Brasília é muito mais violenta do que qualquer outra do País. E por que? Como dizia minha avó Verônica, uma alemã retada, "o vício do cachimbo faz a boca torta". Quem é o DEM, o partido dos "Democratas"? É a mesma galera que era do PFL. E quem era o PFL? Era o PDS, partido de Sarney, ACM e outros próceres da República, gente honesta cuja história está escrita com letras de ouro em nossas memórias. E quem era o PDS? Ora, a velha e submissa Arena. A Aliança Renovadora Nacional, partido criado pelos ditadores militares para lhes dar suporte no arremedo de Congresso Nacional que eles permitiam funcionar durante o período de terror que foi de 1964 a 1985.
Portanto, é uma questão de DNA. O DEM é a mesma falecida Arena. Mudou de nome, mas o gene autoritário é o mesmo. Não suportam contestação popular, mesmo quando são pegados com a boca na botija, como é o caso do governador Arruda.
E é assim, mas nem sempre será. Tem sempre uma hora que as pessoas enchem o saco, não aguentam mais tanta manipulação (via futebol, música, religião, família, TV, rádio, jornais...) e saem mesmo à rua e com PM ou sem PM, metem a porra nos ditadores, disfarçados ou não de democratas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Do Começo ao Fim

Achamos natural, certo, que homens não se gostem e se agridam...

... mas ficamos cismados, com medo e até raiva quando vemos dois homens se amando.



Ricardo Líper

Sim, eles são irmãos. Sim, eles são homens. Sim, eles se amam. O filme mostra eles se acariciando e dizendo que se amam. O que é importante e faz dessa pequena sinfonia cinematográfica um prazer e uma obra de arte é que a habilidade dos realizadores mostra que o amor supera fronteiras. E, com frequência, a própria anatomia dos amantes. À medida que o filme avança, mostrando, com cenas muito cuidadosas sem serem covardes, a realidade do amor também físico dos dois, o que sobressai é o sentimento. A paixão. E o amor de um ser humano por outro é tão belo e raro que deixa a plateia muda diante de possíveis irreverências. A maioria não percebeu ainda que, embora mesmo sem ser judeus ou católicos, todos seguem a moral sexual católica que foi imposta na nossa cultura. Por isso aceitamos, mais habitualmente, que homens se esmurrem e se matem, e ficamos confortáveis com isso, do que se acariciem. E que todos nós tenhamos limites, colocados pelo Torá dos judeus e depois pelo "santo" Tomás de Aquino em relação a quem devemos amar. Dai os casamentos catastróficos, as sublimações de paixões proibidas transformadas em nervosas amizades. Sofrimentos, medo, muito medo e nada mais. Não deixem de ver esse lindo filme de amor. Sim, apenas um suave filme de amor.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sonho de uma noite de quase verão

Alex Ferraz

Paulo Krugman, Nobel de Economia, disse que o Brasil tem imenso potencial para se tornar uma economia fortíssima, mas ressalvou que sem infraestrutura e, principalmente, sem educação, nenhuma nação consegue ser superpotência.

Bem, quanto à infraestrutura, basta ver as filas de até 40 quilômetros de caminhões no Porto de Paranaguá, aguardando dias para embarcar mercadorias que acabam apodrecendo nas carrocerias; basta ver o sucateamento absoluto de nossas vias férreas e o péssimo aproveitamento do transporte hidroviário. Basta olhar estradas assassinas, que desde 30 anos ou mais atrás já deveriam ser pistas duplas. E basta ver que, em vez de tentar de VERDADE começar a resolver problemas exacerbados por sucessivos governos omissos (e há algum que não seja?), o atual investiu apenas 5% em infraestrutura.

Quanto à educação, o modelo brasileiro é claro: vamos encher o país de escolas profissionalizantes, o que, em outras, palavras, significa formar operários para alimentar as fábricas da zelite (como diz o messias). E a educação de alto nível fica para a meia dúzia da elite intelectual - no mais das vezes tão cruel e déspota quanto qualquer governo tirano e que se diverte fazendo teses sobre a miséria.
Enfim, é preciso MANTER a ignorância e a pobreza para que os abutres continuem devorando o dinheiro público e sendo louvados, ao mesmo tempo. E isso com a contribuição de intelectuais. Vixe!

Mudar radicalmente - SIM, RADICAL E IMEDIATAMENTE; NADA DESSE PAPO DE QUE É PRECISO DÉCADAS, PARA FICAR MAIS TEMPO MAMANDO NOS COFRES PÚBLICOS (o que garante a continuidade de políticas básicas é o respeito e cumprimento estritos da Constituição, das leis, coisa que passa longe dos homens públicos deste país, em todos os tempos). Diziam eu: mudar radicalmente o perfil do ensino, elevar de pronto, como numa verdadeira revolução cultural (esqueçam o massacre de Mao, não é do que falo!), a qualidade dos professores, seus salários; incentivar a presença de alunos nas escolas para, lá, serem incentivados à discussão, à informação mais completa e profunda, ao conhecimento, à cultura, ao exercício da crítica. Ah, isso ninguém quer fazer! "Não podemos, porque faltam verbas". Zorra nenhuma! Um governo responsável, se é que existe algum, diria: "Companheiros, pegamos o Brasil com uma herança maldita. Nossos antecessores destruíram a educação e a infraestrutura do País. Desde o golpe militar de 1964 temos visto o banimento da cultura, do espírito crítico das escolas, substituído por uma profissionalização apenas para abastecer fábricas. Sim, é necessário especializar-se. Mas achamos que é preciso ter consciência da realidade, de forma crítica; que é preciso ter cultura e muita informação, para que, então, sejamos um povo que saiba decidir seu próprio destino, individualmente e de forma coletiva, inclusive na hora de escolher seus representantes nas casas legislativas e executivas. Precisamos banir de vez da nossa política os corruptos, as bestas feras enganadoras, e não fazer aliança com eles. Portanto, companheiros, para isso temos que gastar muito dinheiro. Então, peço a compreensão de todos e conclamo a que deixemos Copa do Mundo e Olimpíadas, que nos custariam quase duas centenas de bilhões de reais (se levarmos em conta a possibilidade de corrupção) para países que podem gastar isso em espetáculos, já que conseguiram resolver seus problemas básicos de educação e infraestrutura. Tenho certeza de que o povo brasileiro irá me entender. Até porque sou humilde, passei fome no sertão, e sei que nós, o povo, não termos acesso a estádios para esse tipo de espetáculo. Só azelite é que entra. E se vamos ver mesmo pela TV, que diferença faz? Também evitaremos gastos com excesso de funcionalismo público e propaganda. Contrataremos e anunciaremos o estritamente necessário.
A partir deste momento, abriremos um portal na INTERNET PARA INFORMAR, CENTAVO A CENTAVO, COMO ESTAREMOS APLICANDO ESSES BILHÕES NA INFRAESTRUTURA E NA EDUCAÇÃO. Estaremos de portas abertas à imprensa para que, mensalmente, nos questione sobre como estamos avançando na recuperação social deste país.
Com isso, prometo que dentro de dois anos teremos um quadro inteiramente diferente na educação, por exemplo, porque nossos ministros da área não ficarão encastelados em Brasília, mas irão a cada ponto deste país, comandando imenso mutirão para que o quadro se reverta de pronto. Queremos uma nação de pessoas pensantes, de pessoas que trabalhem e ganhem seu próprio sustento, com direito a lazer, roupas, remédios, por sua própria conta. Se for neessário, companheiros, deem-me mais quatro anos para que eu conclua isso. Mas só o façam se realmente estiverem vendo resultados, não pela propaganda oficial, mas concretos. Veja se o seu vizinho está estudando, veja se a violência na sua porta cessou, veja se os hospitais públicos lhe atendem bem, veja se ainda há alguém catando lixo para comer. Aí, então, decidam em quem votar."
E aí, eu acordei...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O que é a liberdade




Ricardo Líper

Libertário é aquele que admite que todos têm o direito de fazer o que quiserem. Seja o que for. Incondicionalmente. Entretanto, ninguém vive sozinho em uma ilha no meio do oceano. Existem os outros, que Sartre, em um grande momento de inspiração, chamou de inferno. Eu, para simplificar, chamo de os chatos. É impossível dizer o que não é chato, ruim ou reprovável. É relativo. Eu sou chato para você e você pode ser chato para mim ou outra pessoa. O critério é não chatear o próximo nem atormentá-lo. Logo, para exercer nossa liberdade não podemos atormentar o semelhante. Daí a máxima liberal: sua liberdade termina onde começa a liberdade do outro. Está certo. Só que a primeira liberdade, a sua, é defendida ardorosamente, mas o direito do outros de não o suportar não é respeitado. A prática disso é que é complicada e sempre saímos prejudicados. Daí eu ensaiar uma solução. Uma utopia que defendo ardorosamente.
Em primeiro lugar, nós precisamos, se necessário pela força da lei, respeitar e não agredir os que são diferentes de nós. Seja que diferença for. Mas não somos obrigados a amá-los e muito menos a conviver com eles. É o nosso direito de exercer nossa liberdade. A lei não manda amá-los, manda respeitá-los. Exemplos. O sujeito adora futebol. Vai fantasiado, aos berros, para o campo de futebol. Sai embriagado com colegas batucando ou esmurrando carros, pessoas ou o que encontrar pela frente. Você não suporta futebol. Qual a solução? Jamais encontrar um sujeito ou sujeitos desses. Embora reconheça que ele deve ser como é e fazer o que gosta e defender esse direito dele sem querer que ele mude o perfil de torcedor de futebol. Solução? Ter bairros em volta de estádios e só esse tipo de gente morar lá. Minha utopia é essa. Liberação da maconha e outras drogas, mas só em determinados locais nos quais todos chegados a isso morariam. Quem gosta de dirigir embriagado. Vias especiais e bairros, também, quem sabe? Quem tem crianças alucinadas que incomodam e levam ao desespero os demais seres humanos. Prédios e bairros para quem tem crianças. Adaptados a esses seres, seus pais, avós e tudo o mais. Indivíduos que têm um apetite sexual imenso e trazem para dentro de casa todos os homens possíveis que encontra pela frente. Edifícios próprios para eles para, em caso de roubo ou assassinato, não envolver os outros moradores. Quem gosta de criar animais desde cachorros até cobras e leões? Locais apropriados e enfim a paz e a liberdade garantida para todos.
A maior expressão da liberdade é o controle remoto da televisão. Apareceu o crente? Um clique e ele desaparece de nossas vistas. Apareceu o Papa? Um clique e ele vai embora. Apareceu ................ digite quem você não suporta, pode botar outros espaços se esse está pouco e clique. Repare, antes de me achar um monstro politicamente incorreto, nós amamos a liberdade incondicionalmente e o direito de todos de exercê-la, mas sem, em hipótese nenhuma, incomodar o próximo e exigir dele convivência, amizade e amor. Amar a liberdade é o suficiente, amar o próximo, sem hipocrisia, é amar a você mesmo encarnado no outro... Que todos sejam como querem ser, mas não nos obrigue a conviver com eles. Podem atirar as pedras, cristãos não assumidos, mas sei que quando chateados pelos filhos do vizinho concordarão intimamente, sem querer, comigo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Arruda, a UNE e os sindicatos

Alex Ferraz

"Podemos estar enfrentando uma crise de ideologias, mas nunca de ideais, de lutar por justiça social. Povos oprimidos, pessoas perseguidas, todos os gêneros de ditadura são terríveis, de direita ou de esquerda." (Ernesto Sabato)


Está aí mais um escândalo de corrupção. O governador de Brasília, José Roberto Arruda, envolvido até o pescoço na lama que caracteriza o Brasil e TODOS OS SEUS GOVERNOS. Não é preciso entrar em detalhes, pois tenho certeza que os leitores deste blog são muito bem informados pela mídia em geral.

Aí, vejam só, reapareceram os heróis da UNE para fazer quebra-quebra, junto com meia dúzia de sindicalistas.

Que o ato em si, foi justíssimo, não há dúvida. É para exigir mesmo a saída da quadrilha do governo do DF, já.

Mas por que a UNE e sindicalistas não fizeram o mesmo com os mensaleiros do PT? Teve dinheiro na cueca do cunhado de Genoíno, sim senhor!

Por que a UNE e os sindicalistas não exigem a expulsão de Collor (como o fizeram, e muito bem - participei, inclusive, nas ruas - em 1992) das hostes petistas? Por que não protestaram com veemência e quebra-quebra contra as escandalosas práticas de Sarney, presidente do Congresso, conhecido desde tempos idos como "o ACM do Maranhão"? Por que não protestaram contra o presidente do Irã, que inocentou os nazistas, reprime, tortura e mata homossexuais, humilha mulheres e censura a informação?

Porque, senhores, estão ganhando muito dinheiro, essas lideranças, para defender o PT e seu governo.

JÁ SEI!

Vão comentar dizendo que devo rodar a baiana na Rua Chile, que sou de direita, que escrevo mal pacas, que meu texto é doido, que não tenho coerência, que sou irado, e tudo mais. Só não vão responder as perguntas que fiz. Ponto final!

Em tempo: lembrando meu avô, mais uma gaitada para essa gente que pensa que engana todo mundo com coação moral: quá-quá-quá-quá...

Tcha e bênção!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cueca pra lá, cueca pra cá. O que falta ainda acontecer no Brasil?

TONY pacheco


Nosso primeiro presidente do regime democrático instaurado em 1985 foi José Sarney, que nem eleito para isso foi. Substituiu Tancredo Neves que morreu sem tomar posse.
Sarney, como se sabe, dá ao mundo exemplo de como construir uma fortuna pessoal e familiar no Maranhão e em muitos outros lugares deste vasto País, sempre com honestidade e sem colocar a mão em um centavo sequer de dinheiro público, a não ser, claro, seus baixíssimos vencimentos de senador.
Depois veio o primeiro presidente eleito pelo voto popular depois da Ditadura Militar, Fernando Collor de Mello, o queridinho da Rede Globo. Eleito para acabar com os privilégios de uma elite de funcionários dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), que ganhavam fortunas do Erário através de maracutaias. Ele era o "Caçador de Marajás". Combateu tanto a corrupção, o Sr. Collor, que sofreu um processo de impeachment por corrupção ativa e passiva e renunciou.
Veio Itamar Franco, vice de Collor, ficando um ano e pouco no cargo, o suficiente para lançar o Plano Real, que, verdade seja dita, estabilizou a economia. Mas, em compensação, ...udeu as classes menos favorecidas, pois tudo sobe de preço neste Plano Real, menos o meu e o seu salários. Que não tem inflação é uma balela. Veja quanto você pagava por um medicamento em 1994 e quanto você paga pelo mesmo medicamento hoje... Você vai tomar um susto como a inflação zero não é zero coisíssima alguma.
Elegeu-se, então, o ministro da Fazenda de Itamar, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Este logo mostrou a que veio, privatizando empresas estatais que nossos pais e avós lutaram décadas para erguer. Na telefonia, por exemplo, entregou todo o nosso patrimônio construído para ser explorado por espanhóis, portugueses, italianos etc. E o que temos hoje em dia é muito telefone celular e um serviço que vai do péssimo ao lamentável, com a telefonia sendo campeã em queixas dos consumidores. Na telefonia fixa, o maior escândalo. Foi feita a privatização para estabelecer a concorrência e acabou tudo nas mãos de uma única empresa. A CONCORRÊNCIA MONOPOLISTA, uma invenção de FHC e seu PSDB. Fernando Henrique também inventou a reeleição, promovendo uma até hoje não explicada maioria no Congresso que aprovou ele continuar nos governando mais quatro anos. Acabou ficando oito anos no Planalto para ...uder de vez com todos nós, inclusive, promovendo a mexida nas aposentadorias e ...udendo com os trabalhadores que estavam prestes a se aposentar.
Finalmente, veio Lula, do PT, prometendo um governo voltado para as classes trabalhadoras, esquecidas em 500 anos de Brasil. O que se viu foi uma sucessão de escândalos que não cessa. Primeiro, envolvendo o próprio governo Lula, com pagamento de mensalão para que os congressistas votassem com o governo, dólares na cueca do irmão de Genoínio, o tesoureiro do PT envolvido em "n" falcatruas e por aí vai. Depois o filho do presidente sendo acusado de ser sócio da Telemar.
E, no momento atual, o DEM, principal opositor do governo Lula, mostrando que não tem moral para criticar ninguém, pois o governador Arruda, no Distrito Federal, instaurou um regime de cueca cheia de dinheiro público igualzinho ao do irmão de Genoíno.
E eu, sem nenhum espanto, achando tudo previsível num País marcado pela ganância e descompromisso total dos grupos dominantes com a população, pergunto: que porra ainda falta acontecer no Brasil para que haja uma revolução popular neste país de bananas? Uma revolta que varra esta corja e não deixe pedra sobre pedra?

domingo, 29 de novembro de 2009

Papai Noel existe!

Alex Ferraz

E aí, vocês viram? O governador de Brasília, o DEMoníaco José Arruda, disse que a propina que a gravação de vídeo mostra ele recebendo era dinheiro para comprar panetone para os pobres!

Olha, sabem do que mais: viva os mensaleiros!

E que todos continuem roubando à vontdade.

Tchau e bênção!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Boas novas da Boa Terra

tony PACHECO


Na Bahia de Todos Nós, os problemas, realmente, são de todos nós.
Vejam estas duas pérolas:

1. O sujeito é funcionário da Coelba em Salvador, vai fazer um serviço na rede elétrica e toma vários tiros e morre, porque os vagabundos pensaram que ele era um policial disfarçado de funcionário da companhia de distribuição de eletricidade.

2. O reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb, pertencente ao Governo do Estado) suspendeu as aulas no Campus de Camaçari, Região Metropolitana do Salvador, onde está, entre outras, a fábrica da Ford, porque a violência está incontrolável.

Aviso aos turistas, urbi et orbi: venham a Salvador, conheçam toda a Bahia. Só aqui você poderá participar ou assistir a "Temporada de Caça ao Polícia", com um plus - a vagabundagem também atira em quem parece com Polícia. Você pode se fantasiar de Polícia, colocar um revólver de brinquedo na cintura e testar o seu... jogo-de-cintura, para escapar do tiroteio. E mais, você poderá ver, também, os módulos da Polícia abandonados porque a Polícia não está muito disposta a participar, como alvo, da "Temporada de Caça". Por exemplo, entre outros módulos evacuados, está o do Forte da Capoeira, no bairro histórico de Santo Antônio Além do Carmo. Você aproveita, vê o forte, corre daqui p´r´ali, para escapar das balas, e quando voltar à Europa, comunica à UNESCO que o Patrimônio Histórico da Humanidade hoje é palco da "Temporada de Caça ao Polícia".
Aproveite e comunique à UNESCO (que cuida de Educação e Cultura na ONU), que aqui na Bahia o Governo do Estado resolveu que em vez de dar segurança pública para que o processo educativo se faça, deu férias aos alunos para eles não participarem da "Temporada de Caça ao Estudante e ao Professor", que sucederá à "Temporada de Caça ao Polícia".

É por isso que eu digo: QUERO MORAR NA PROPAGANDA DO GOVERNO DO ESTADO. Lá tudo é perfeito.

Vá no YouTube e digite: "Quero morar na propaganda do Governo da Bahia". Você vai se surpreender.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Intelectuais e o Poder

Ricardo Líper
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Na minha humilde opinião, artistas, acadêmicos e pensadores ao entrar em contato e/ou praticar arte e lerem tantos filósofos, cientistas, deveriam ser pessoas sensatas, cordiais, justas e amigas de seus colegas. O que ocorre, entretanto com eles é serem o oposto. Em geral, arrogantes, maquiavélicos e se com poder, seja qualquer besteira, como chefe de departamento, uma banca de seleção para doutorado em uma universidade, perseguem, humilham os próprios colegas. O maior inimigo do professor universitário é o próprio colega que ocupa cargos em instituições acadêmicas e perseguem os seus pares. E, suprema falsidade, leram ou dizem que leram grandes pensadores, alguns deles libertários. Em geral, quando ocupam o poder massacram, como uma aristocracia absolutista, todos os demais. São bestas feras que posam de pessoas progressistas. Os artistas e, no Brasil, pegou um violão e cantou qualquer coisa, é gênio, filosofa, opina sobre tudo e todos e não assume nada, seguem esse mesmo padrão. Portanto, eu, pessoalmente, tenho muito cuidado com essa gente porque os acho extremamente autoritários, arrogantes e fingindo, com frases de efeito, serem o oposto. E tem mais, convivo com eles de perto. Os conheço desde pequenos. Alguns, precocemente, em fazer maldades com os semelhantes. As exceções são raríssimas. Mas muito raras mesmo. Milagre até, intelectuais não terem esse perfil. E quando ocupam o poder, em geral fazem misérias contra seus semelhantes. Digo todos, não só os colegas, mas o povo em geral. Alías, Hitler era pintor, homem culto, que adorava música. E, sim, vegetariano. Levantem o currículo acadêmico desses ditadores que a história já suportou e os compare com suas posturas alienantes e perversas. Falar nisso, por onde anda aquela que tomou a poupança de todo mundo?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tudo por dinheiro

Alex Ferraz

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que inocentou Hitler do holocausto; que reprime, espanca, apedreja e executa homossexuais; que "venceu" um eleição suspeitíssima e que gerou protestos reprimidos à bala, inclusive cerceando absolutamente a saída de informações do país, veio ao Brasil, posou sorridente ao lado do mais sorridente ainda Lula (que também já tem na sua galeria de fotos flagrantes de namoro com Sarney e Collor), e foi embora.

A UNE se manteve calada. Os sindicatos, idem. As entidades ditas representativas da imprensa e dos jornalistas, também.

Deduzo, para ser curto e grosso: a UNE, os sindicatos, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a ABI, os sindicatos dos jornalistas de todo o país e os políticos ditos de esquerda, petistas ou não, concordam com a perseguição, apedrejamento, chicoteamento e execução de homossexuais; concordam que Hitler não matou seis milhões de judeus e, portanto, é inocente; apoiam a repressão aos mais comezinhos direitos individuais.

Nada mais digo, nem me foi perguntado.

Arena Salvador e atualidade do Anarquismo

TonY PachecO

Muito se escreveu sobre a decadência do pensamento socialista depois da globalização. Mas, ao ver o andar da carruagem, sinto que nunca, como atualmente, o Anarquismo se mostra uma mundividência absolutamente atual.
Parto de uma coisa local para chegar ao universal. O anúncio de dois projetos de estádios para Salvador. O primeiro, a recuperação da Fonte Nova, dotando-a de equipamentos modernos. E outro, o projeto da Arena Salvador, obra a cinco mãos que envolveria os clubes Vitória e Bahia, o artista-empresário Durval Lélis, uma empresa portuguesa e a Prefeitura de Lauro de Freitas.
O que é isso? Uma capital com dois timecos fraquíssimos, terá quatro estádios de futebol (Barradão e Pituaçu já estão prontos)?
Aí entra a denúncia que o Anarquismo faz da manipulação das massas através da sociedade do espetáculo. Valia para a análise do Circus Maximus do Império Romano e vale agora para os dois estádios, o da Fonte Nova, em Salvador, e o Arena Salvador, em Lauro de Freitas. Não por acaso, ambos os estádios iniciativas de governos do PT, a Fonte Nova, do governo estadual, e a Arena Salvador, com a ajuda luxuosa da Prefeitura de Lauro de Freitas.
A crítica anarquista do Estado passa por aí: não importa que o Estado seja ocupado por partidos de direita ou de esquerda, o Estado tem sempre uma lógica própria que é servir aos interesses das classes dominantes e manter domesticadas as classes populares. Não se montam imensos parques esportivos para que as massas pratiquem esportes que aprimorem sua saúde, com quadras, piscinas, pistas de atletismo etc. Não. É tudo na base do circo: o povo tem que ir ver meia-dúzia de atletas milionários, representando interesses milionários, e aplaudir, aplaudir, aplaudir.
Para quê tanto estádio numa região só? Porque, justamente, diante da exploração capitalista cada vez mais cruel, é necessário manter as massas distraídas com espetáculos.
Não há dinheiro para investir em infraestrutura, não há dinheiro para investir em saúde, não há também para melhorar a educação no País. Mas sobra dinheiro para o circo. Neste governo circense, onde o espetáculo vale mais do que a vida real, já se realizaram Jogos Panamericanos e agora o presidente-torcedor nos promete Copa do Mundo e Olimpíadas. Nunca falta dinheiro para manter o povo distraído de seus verdadeiros problemas, alienado de sua vida miserável, sem emprego digno, sem segurança, humilhado por vagabundos e por prepostos do Estado.
E estamos falando de um governo autoproclamado de esquerda, onde até a defesa de atos terroristas é feita por ministros de Estado.
Pura manipulação das massas, que sempre será denunciada pelos anarquistas. Não importa o que digam nossos inimigos, sempre gritaremos do meio da multidão: o rei está nu!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mais notícias da Terra da Felicidade

Fazendo um pouco o papel de observatório de imprensa, algumas coisas me chamaram a atenção nos últimos dias.

Numa emissora local, um radialista auto-identificado como “integridade do rádio baiano”, defendeu ardentemente o direito de os dirigentes de futebol comprarem resultados de jogos se isso favorecer seus times. No caso, ele defendeu o dirigente do Esporte Clube Bahia por ter, supostamente, levado uma mala de dinheiro para um time do Rio Grande do Norte forçar um resultado favorável ao Bahia.
Explico para os neofitos. Antigamente, chamava-se “mala preta”. Posteriormente, por causa do politicamente correto, chamou-se “mala branca” à prática de oferecer dinheiro a dirigentes e jogadores de algum time para forçar um resultado que favoreça a equipe do dono do dinheiro.
Isso, além de ser absolutamente antietico, tão claramente quanto a luz do Sol, é também a antítese de qualquer esporte que vise a vitória do melhor, como é o caso do futebol. Lembra o caso da Seleção Brasileira quando Ronalducho deixou de entrar em campo por um "mal-estar súbito". A partir dali eu nunca mais acreditei em jogos de futebol, pois sei que o resultado final poucas vezes representa a vitória do melhor.
Aí eu me pergunto: como é que se pode criticar o “mensalão” num País onde os homens da mídia defendem a compra de resultados de jogos de futebol?
Como criticar juizes que vendem liminares e vereditos se defendemos que o resultado de jogos de futebol não se deem nos campos e, sim, nas agencias bancárias?
Ficam as perguntas no ar.

E VÃO CAINDO NO ESQUECIMENTO

Depois dos assassinatos do líder ambientalista Nativo de Itapoan e do funcionário da Secretaria de Saúde da Prefeitura do Salvador, no famoso “Caso Neylton”, passamos pelo assassinato do professor da UFBA, Lamarck, por homofobia.
Mais recentemente, o jornalista Jorge Pedra também foi morto por homofobia e, finalmente, a pobre menina de 11 anos, atleta de natação que morreu nas dependencias do Colégio da Policia Militar sem que se saiba em que circunstancias.
E a pergunta que fica no ar é: por que a Policia baiana nunca chega aos culpados de assassinatos?
E a outra pergunta, pior ainda: por que a midia baiana (com as honrosas exceções de Alex na coluna "Em Tempo" e do grupo de Mário Kértesz) tem a memoria tão curta que não cobra a solução dos crimes?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O inferno são os outros



Ricardo Líper

Foi Sartre quem disse na sua peça Entre Quatro Paredes (Huis Clos) que o inferno são os outros. A peça é muito conhecida e se você ainda não leu, procure ler. Já foi montada aqui, há algum tempo, por João Augusto, no antigo Vila Velha. A peça é passada no inferno e a tortura principal é você ser obrigado a conviver com as pessoas sem nenhuma interrupção. Não há como escapar delas para toda a eternidade... Você, se fica preocupado com solidão, pense sobre isso. Solidão, às vezes, pode ser sinônimo de paz e de uma paz profunda...
Sartre escreveu "Huis Clos" em 1943, quando o nazismo ocupava grande parte da Europa. Entretanto, ele se refere mesmo às pessoas comuns que têm, devido à sua maneira de existir, o prazer de torturar o próximo. A frase exagerou. Nem todas as pessoas são infernais. Umas poucas que cruzam nossos caminhos e nossas vidas não o são. Cinco por cento, talvez? Eu colocaria que em modestos 2,5 por cento são muito boas e nos dão uma grande alegria de conhecê-las. Pode ser até um anônimo transeunte, um parente adorável, uma mãe ou pai que jamais serão esquecidos. Ou também um amigo fiel que só nos dá prazer de o encontrar. Acho ser uma grande sabedoria compreender que pessoas demoníacas estressam a gente, envenenam nossas vidas. Saber se desvencilhar delas, não permitir que atravessem a linha de proteção que todos devem ter em torno de si é uma das regras de saber viver. Não, que o inferno são os outros, mas muitas pessoas são infernais. Elas, com habilidade, precisam, sim, ser afastadas, ignoradas, deixadas lá onde vivem. Em geral, todas os dias antes de sair, faço um pedido a todos os deuses, ao universo infinito que me livre de cruzar com elas. Que sejam muito felizes, que tenham tudo que desejem, mas não apareçam diante de mim em momento algum. Vale para o motorista alucinado, os confusos, os amalucados, oportunistas, desequilibrados emocionalmente, sem caráter, que existem aos milhões à nossa volta. Essas pessoas, na sua mesmice, antes de mais nada são chatas e nos cansam, se muito frequentes. Nos esgotam, nos agridem, nos levam a viver no inferno.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Notícias da Terra da Felicidade

tony Pacheco


A REPÚBLICA DO REGGAE VIROU TIROTEIO

Eu não li em lugar algum e se estiver enganado, por favor, me corrijam. O show República do Reggae, um dos mais pacíficos eventos de música que são realizados em Salvador, sucumbiu ao faroeste em que se transformou a Bahia.
Embora ninguém tenha noticiado, a República do Reggae do último sábado, no Wet´n Wild, teve brigas monumentais no espaço interno e tiroteio no lado de fora. Mas, se não teve tiro dentro, teve revólver sacado para ameaçar as pessoas em várias ocasiões, como testemunham amigos que foram ao show e ficaram me ligando apavorados para me avisar, ainda no sábado, que eu não me deslocasse para o Wet´n de jeito nenhum, pois o "bicho estava pegando".
Tinha planejado ir ao show e, graças a estes amigos, não pisei lá. Um casal amigo meu ficou tão assombrado que a esposa e o marido foram unânimes ao sair correndo do Wet´n: "Tony, a gente só vai a show aqui em Salvador de agora em diante se for no TCA."
É a Terra da Felicidade, do povo pacífico e cordial, da gente hospitaleira...


MENINA MORTA NO COLÉGIO DA PM: VIXE!
Realmente, a Polícia Militar da Bahia tá precisando mesmo é de uma mãe-de-santo poderosa que submeta todas as suas instalações a um banho de folhas, pois depois dos módulos da PM alvos de tiroteio da bandidagem, agora, o interior do Colégio da Polícia Militar vira palco da morte de uma menina de apenas 11 anos de idade.
E o desencontro das informações são de estarrecer.
O pai da menina Jéssica Silva Araújo, soldado PM Lourival Souza de Araújo, teria declarado que não sabia se a filha sabia ou não nadar.
Já os primeiros policiais ouvidos pela mídia na semana passada diziam que ela teria se "afogado".
Mas como uma menina INSCRITA NUMA PROVA DE NATAÇÃO das Olimpíadas Escolares do Colégio da PM pode morrer afogada numa piscina?
E, finalmente, funcionários do colégio disseram ter feito uma vistoria na piscina logo que a menina desapareceu, no dia 4 de novembro, mas não viram nada de extraordinário.
No dia seguinte o corpo da menina é encontrado na piscina. Quer dizer, é a maior piscina do mundo, quase um oceano. A piscina é inspecionada e... nada. Depois, é inspecionada de novo, aparece um corpo.
É a Terra da Felicidade, do povo cordial e hospitaleiro...
Pois sim!

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Este post sumiu. Não sei por que. Como eu tinha uma cópia, agora ele volta.

domingo, 15 de novembro de 2009

O apagão mental do Brasil

Alex Ferraz

Da série: Luís Inácio Lula da SELVA (a selva é o nosso paizote, gente fina!)

Os grandes coroneis deste país sempre mantiveram o povo na ignorância absoluta para que pudessem manipulá-lo ao seu bel prazer. E, é claro, eles (os coroneis) e seus cupinchas sempre rejeitaram a crítica e desdenharam da opinião pública, quando simplesmente não a baniram a bala, como se fez na ditadura militar e em outros episódios anteriores da história deste país.

FHC, o intelectual letrado, sorbonizado, sociólogo (imagina!), esculhambou com o povão, pôs tanques em refinarias contra grevistas da Petrobras e vendeu metade do país a preço de banana.

ACM dominou a Bahia com mão de ferro, criando até uma polícia especial, bem apelidada de Savak, e que perseguia a todos os que ousavam discordar publicamente dele. Enquanto Sarney, hoje unha e carne com Lula, fazia o mesmo no Maranhão (e ainda faz!)

Ai, veio o Messias, Luís Inácio Lula da Silva, sindicalista espertalhão que alcançou a presidência e não quer mais largar. Arrumou um esquema populista patético que é engolido pelos tolos (e pelos muitos espertos, que na verdade não engolem, mas fingem crer para continuarem mamando nas tetas do governo). O esquema é dar esmola oficial à multidão ignorante, meia dúzia de geladeiras, incentivar a natalidade (um crime, numa sociedade que só cometeu injustiças nos últimos 509 anos), desdenhar para as políticas de segurança pública, criar escolas profissionalizantes (fábricas de operários) e tentar eternizar-se no poder, montando uma milícia armada chamada MST e comprando meia dúzia de safados que dirigem a UNE e se vendem, por alguns milhões (uau!). E tachando os que o criticam de "direita", enquanto beijam os pés do ESQUERDISTA Sarney e recebem elogios públicos e afagos do GUERRILHEIRO de extrema esquerda Delfim Neto. Kkkkkkkkkkk...

Mas como é tudo gente incompetente (a política econômica que está funcionando é dirigida por um representante explícito da direitona, Henrique Meirelles. Quem quiser que pense que é o Manteiga Derretida, Lula ou Dilma. Kkkkkk!), na hora H ficam se borrando e dizem, claro, coisas desencontradas.

Foi o caso do último apagão. A situação, em si, convenhamos, pode ocorrer em qualquer país. Já aconteceu nos Estados Unidos, não faz muito tempo, e, embora atingindo áreaa bem menor, durou bem mais que poucas horas.

Não quero aqui usar o incidente como arma contra ninguém. Gostaria - se me permitem os cães de guarda do messias do Planalto - de registrar, isto sim, a forma irresponsável e desrespeitosa com que o próprio presidente e seu ministro Lobão Mau trataram o assunto. Em vez de terem a dignidade de respeitar a inteligência (eles não querem, mas ainda existe quem pense neste Brasil) que resta neste país, e virem a público dizer que estão aguardando laudos técnicos, vão apurar as causas etc, apressaram-se em afirmações peremptórias (!), minutos após o fato, a culpar Iansã, deusa dos raios e trovões, pelo apagão, no que foram e vêm sendo prontamente desmascarados pelos mais conceituados técnicos. O próprio Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), referência mundial em pesquisas sobre fenômenos atmosféricos, mostrou o mapeamento dos raios na região e provou que nenhuma descarga elétrica enviada pelo suposto Deus concorrente de Lula caiu a menos de 30 quilômetros da estação que o governo disse ter sido atingida por...Raios! Ou será que todos os técnicos, o Inpe etc. foram comprados pela oposição para denegrir a imagem de Lula???

Enfim, tem sido assim em todas as crises neste governo: ou não sabia, ou não viu, ou não vai acontecer mais. Tudo dito na tampa, de forma a impressionar os pobres coitados que, se já não pensavam antes, agora seguem cegamente o Messias - como fazem os evangélicos da Universal ou outras igrejas - em busca de trocados para morrer de fome no dia seguinte.

Se é este o País que Lula, Sarney, Collor UNE e MST (hoje todos no mesmíssimo barco!) querem, estamos no caminho certo. Se não, também não sei qual a alternativa, porque voltar à FHC e sua trupe é suicídio. Então, anarquicamente, para desespero dos raros leitores que se dão ao trabalho de ler o que escrevo, concluo que NÃO SEI O QUE QUERO. MAS, COM CERTEZA, sei exatamente o não gostaria mais de ver nesta droga de país.

AH, SIM, PARA QUE OS LEITORES NÃO SE QUEIXEM DE FALTA DE BOM HUMOR, REPRODUZO ALGO ENGRAÇADÍSSIMO, A SEGUIR, PUBLICADO PELA AGÊNCIA SENADO EM 21 DE JANEIRO DE 2008 (confiram via Google, antes de dizerem que é "invenção" minha):

"Ao dar posse ao novo ministro de Minas e Energia, o senador licenciado Edison Lobão, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu que só haverá um novo apagão elétrico no país 'se o mundo acabar' ou 'se não chover nunca mais'. De acordo com o presidente, se faltar água, o país estará preparado para utilizar todas as suas reservas de gás como fonte de energia.
- É uma decisão do governo. Queremos fornecer gás para ônibus, termelétrica, indústria. A prioridade é garantir a energia. Se for preciso, até o gás que a Petrobras usa para achar petróleo nós vamos usar - disse ele."

Quiá-quiá-quiá-quiá!! Meu saudoso avô chamava esse tipo de gargalhda, gostosa e galhofeira, de GAITADA. Só boas gaitadas mesmo para não ter um enfarte.



LEMBRANDO CAETANO VELOSO

"Eles

Em volta da mesa
Longe do quintal
A vida começa
No ponto final
Eles têm certeza
Do bem e do mal
Falam com franqueza do bem e do mal
Crêem na existência do bem e do mal
O porão da América
O bem e o mal
Só dizem o que dizem
O bem e o mal
Alegres ou tristes
São todos felizes durante o Natal
O bem e o mal
Têm medo da maçã
A sombra do arvoredo
O dia de amanhã
Eis que eles sabem o dia de amanhã
Eles sempre falam num dia de amanhã
Eles têm cuidado com o dia de amanhã
Eles cantam os hinos no dia de amanhã
Eles tomam bonde no dia de amanhã
Eles amam os filhos no dia de amanhã
Tomam táxi no dia de amanhã
É que eles têm medo do dia de amanhã
Eles aconselham o dia de amanhã
Eles desde já querem ter guardado
Todo o seu passado no dia de amanhã
Não preferem São Paulo, nem o Rio de Janeiro
Apenas tem medo de morrer sem dinheiro
Eles choram sábados pelo ano inteiro
E há só um galo em cada galinheiro
E mais vale aquele que acorda cedo
E farinha pouca, meu pirão primeiro
E na mesma boca senti o mesmo beijo
E não há amor como o primeiro amor
Como primeiro amor
Que é puro e verdadeiro
E não há segredo
E a vida é assim mesmo
E pior a emenda que o soneto
Está sempre à esquerda a porta do banheiro
E certa gente se conhece no cheiro
Em volta da mesa
Longe da maçã
Durante o natal
Eles guardam dinheiro
O bem e o mal

Pro dia de amanhã"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Línguas Sarcófagos


Faulkner com livro inédito em Portugal

Ricardo Líper


Não sei se já disseram que o português é o túmulo do pensamento, mas o que faz uma língua ser um sarcófago das idéias são os países que a falam e escrevem não terem influência econômica. Some-se a isso uma população pequena falando uma língua pouco conhecida. Mas, depois disso, tem um fator muito importante, que é não ser traduzido e publicado o que outros povos escrevem, condenando-se a população que a fala à ignorância ou ter de aprender as línguas que mais produzem e publicam para podermos nos educar.
William Faulkner não é um autor desconhecido ou exótico. William Faulkner levou dez anos para concluir A Fábula. Com esse livro ganhou um prêmio Pulitzer e o National Book Award; 55 anos depois de seu lançamento nos Estados Unidos, dia 5 de novembro deste ano, foi lançado em Portugal. Não foi esse o caso, mas muitas obras são publicadas com mais frequência depois que os direitos autorais do autor já estão em domínio público, o que ocorre, a depender do país, depois de 50 ou 70 anos a contar da morte do escritor. Por isso, nós encontramos tantos livros de Machado de Assis e outros, até em bancas de revista. Um dos critérios importantes para a grande parte das editoras é não precisar pagar ao autor pelo seu trabalho.
É assim, país pobre, mentalidade empresarial pobre, povo na pobreza cultural.
"A Fábula", que editores vampiros não permitiram aos portugueses lerem durante 55 anos, é uma ode ao pacifismo. Narra um motim liderado por um soldado francês na Primeira Guerra Mundial, que organiza, com 12 companheiros, uma revolta contra a guerra e os soldados inimigos, diante disso, desistem de lutar.
Cinquenta e cinco anos para entrar em contato com obra de tal magnitude...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O fim dos eventos em Salvador


Nós, os otários, dançando, e os vagabundos roubando e ameaçando todo mundo no Wet'n.



Iran Teixeira
igtvox@hotmail.com


Shows e eventos em Salvador são considerados por algumas pessoas locais propícios para a prática de roubos e brigas.
Eu fui ao evento República do Reggae, que foi realizado neste último final de semana no Wet'n, na Avenida Luiz Viana. Foi um fracasso, pois o local onde foi realizado não tem a mínima infraestrutura para a realização de um encontro como aquele.
Estacionamento desorganizado e sem segurança, bebidas quentes e com filas enormes, policiais disfarçados batendo com algemas nas pessoas (se essas pessoas estavam erradas, por que não levá-las presas ao invés de espancá-las?), briga generalizada com armas apontadas para o público, falta de seguranças como tínhamos nos shows de Baiano de Tênis, Espanhol. Havia pessoas usando drogas ao ar livre como crack e cocaína.
Pra quê as mensagens como amor e paz da República do Reggae nos fundos dos ônibus? Lá dentro e só pau puro: eventos como esse não podem mais ser realizados em Salvador.
Será que Salvador ainda pode ter aquelas festas que havia nos tempos antigos, onde havia paz e amor, onde se podia ir tomar uma cerveja, dançar com as namoradas e curtir um final de semana ao som de uma bela banda?
Não, Salvador virou uma cidade abandonada e com muita violência e desrespeito generalizado.
Depois as pessoas reclamam que as grandes festas são realizadas longe da capital, como em Praia do Forte, Sauípe e em outros locais de difícil acesso para a vagabundagem.
Que venha a Copa de 2014...


Iran Teixeira escreveu a convite de Tony Pacheco.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um dos melhores filmes deste ano


O duelo entre a canalhice e a honra

Ricardo Líper


Código de Conduta surpreende. Ficamos até sem saber ao certo se é uma brincadeira ou é a sério. É a sério. É uma das maiores denúncias contra a corrupção, o carreirismo, a safadeza generalizada daqueles que querem poder e dinheiro passando por cima dos que se julgam fracos e incapazes de se defenderem. É um filme de vingança. Um dos meus gêneros prediletos. Este filme não perdoa nada.
Pode-se ser de qualquer cor, mulher ou homem, gostar de homem ou de mulher, o importante é o caráter. Se se tem escrúpulos ou não. No meu entender, o último degrau da libertação de quem é oprimido é não fazer com os outros, quando se tem poder e dinheiro, o que fizeram com ele. Se isso não ocorrer, falhamos. Não valemos nada e pronto. O ser humano só pode ser avaliado pelo caráter, principalmente quando quer atingir o poder e adquirir dinheiro. Não que seja errado ter dinheiro. Mas o abominável é a falta de caráter e respeito ao próximo.
No filme, um indivíduo é assaltado e perde sua mulher e filha. Comum demais se fosse no Brasil. Ocorre quase todos os dias. No filme, os assassinos são presos. Promotores e juízes ambiciosos fazem acordo na condenação. Depois de dez anos a vingança começa. É espetacular. Exagerado até. O vingador parece um super-herói. Eu só não gostei do final. Nada denuncia mais um sistema jurídico do que esse filme. Quero comprar o DVD para assistir, em casa, de joelhos. Não percam em hipótese alguma. Repitam o filme. Estou pensando em decorar as frases ditas pelo personagem central e recitá-las, ocasionalmente, para me acalmar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Bahia é o destino turístico número 1: MENTIRA!

TonY PachecO

É lamentável que a mídia baiana seja tão bairrista que “esqueça” a realidade estatística e comemore uma pesquisa de opinião. Destinos turísticos não se definem por pesquisas entre 2.500 entrevistados pelo Instituto Vox Populi e, sim, por estatísticas e as estatísticas do próprio Ministério do Turismo, que teria encomendado a pesquisa, não mentem: o primeiro destino turístico do Brasil é o estado de São Paulo, com 7.500.000 turistas que gastam, em média, R$505 por dia e conta com 1.409 hoteis e 74.224 quartos de hospedagem.
O segundo lugar é o Rio de Janeiro, com 7.150.000 turistas, R$430 de gastos diários pelo turista, 825 hoteis e 28.849 quartos.
O terceiro é que é a nossa querida Bahia, que não é por ser amada que deve levar-nos a esconder ou torcer a realidade: foram 5.635.000 turistas, os gastos diarios dos turistas apenas R$63, temos 724 hoteis registrados e 23.285 quartos.
Minas Gerais (que eu nem entendo como atrai tanta gente, pois embora tenha nascido lá, tenho isenção para dizer que aquelas montanhas não são atrações suficientes para atrair tanta gente, a não ser que se goste – como eu – de muita cachaça, docinhos e comidas à base de porco) é o incrível quarto lugar, com 4.200.000 de visitantes, só R$55 diários de gastos, 862 hoteis e 27.355 quartos.
Finalmente, o quinto destino, que no meu entender deveria ser o terceiro (Rio, Bahia, Paraná, seria a ordem para meu gosto, mas, como outros 192.997.500 brasileiros, não fomos ouvidos pelo Vox Populi), o Paraná, com 3.900.000 visitantes, R$128 diários, 344 hoteis e 18.908 quartos.

CIDADES MAIS VISITADAS

E se deixarmos as estatísticas sobre os estados mais visitados pelos turistas e formos para as cidades, a situação fica um pouco pior para a Bahia e Salvador.
Pela ordem, as cidades principais destinos turísticos DE NEGÓCIOS do Brasil são, 1º - São Paulo; 2º - Rio de Janeiro; 3º - Porto Alegre; 4º - Curitiba; 5° - Salvador.
Pela ordem, as cidades mais visitadas A LAZER, são: 1º - Rio de Janeiro; 2º - Foz do Iguaçu; 3º - São Paulo; 4º - Florianópolis; 5º - Salvador.
E, ao contrário da lenda, o Nordeste brasileiro (no qual se incluem Bahia e Salvador) não é o campeão em receber turistas A LAZER.
O Sudeste bate o Nordeste em 52,7% contra 29%. Uma lavada.
E o Sudeste dá uma surra no Nordeste quando se trata de NEGÓCIOS, 82,8% contra 5,8%.
Esta é a realidade do turismo brasileiro, ficar dando manchete e tecendo comentários em cima de uma pesquisa de preferência que ouviu 2.500 cidadãos num universo de 192 milhões de brasileiros, é, realmente, ser mídia amestrada, aquela que só vê e só comenta “release”, nem se dá ao trabalho de ir à Internet.

POBRES TURISTAS FRANCESES

A França é o oitavo país maior emissor de turistas para o Brasil. Foram 275.915 franceses aportando por aqui em 2006, diminuindo para 254.367 em 2007 e caindo mais, para 214.440 em 2008.
A Bahia tem contribuido luxuosamente para a fuga dos franceses. No final de 2008, na Ilha de Itaparica, um casal de idosos franceses foi atacado a pauladas por três ladrões. E, nesta semana, a Pousada Privilége (simples, mas elegante e com uma cozinha excelente), que pertence a um francês radicado na mesma Itaparica, só que, desta vez, em Cacha-Pregos, foi invadida por um bando de ladrões e um dos hóspedes franceses, um senhor de 64 anos, teve a orelha decepada a faca por um dos bandidos.
A Bahia recebeu, em 2005, 5.358 turistas franceses, mas em 2008 este número caiu para 5.050.
Pelo visto, vai cair muito mais, com ou sem este bairrismo pueril da mídia baiana, que em vez de soltar fogos para uma pesquisa, deveria se perguntar por que não há segurança para o turista na Bahia? Por que o turista aqui gasta infinitamente menos que no Rio e em São Paulo? Por que sendo o terceiro maior destino turístico do Brasil, a Bahia tem menos hoteis e quartos que Minas, que não é um destino turístico por excelência?
Mas, como não querem melhorar a realidade e só querem aplaudir, aplaudam!

Assassinatos no país do desconforto


Não vacile o inferno é aqui

Ricardo Líper

Jorge Pedra foi assassinado brutalmente em um hotel do centro da cidade do Salvador, Estado da Bahia, Brasil. Turistas franceses foram assaltados brutalmente, um com a orelha decepada, na Ilha de Itaparica, Estado da Bahia, Brasil. O espaço de tempo para essas duas desgraças foi de poucos dias. Vivemos, portanto, em um país degraçado. No primeiro caso, pode dar em nada. Até hoje esperamos a solução de casos semelhantes. Um homem leva outro para casa ou hotel e é assassinado para ser roubado. Culpam a vítima de ter levado um estranho para casa. Mas o estranho não pode, ao ir a casa ou quarto de hotel com alguém, matar para roubar e ficar por isso mesmo. Ou homicidio, roubo, latrocínio, não são mais crimes no inferno chamado Brasil?
Portanto, vamos fazer algumas considerações. Esse fatos ocorrem como consequencia de alguns fatores combinados. O primeiro é a absoluta miséria de quase todos devido a anos de opressão e exploração, levando os brasileiros à condição de animais com a falência da economia e a ausência de empregos decentes, escolaridade e abundância da alienação generalizada. E, se isso foi resultado de anos de opressão de governos oligárquicos e capitalistas, a elite atual, até agora, nada fez para resolver o problema. Como tudo é degradado, a impunidade é a regra. Matar em Salvador ou roubar tem muitas chances de não dar em nada para o assassino e para o ladrão. O professor Lamarck, da UFBA, assassinado a poucos metros do local de assassinato de Jorge Pedra, já foi esquecido. O assassino nunca foi encontrado.
A impunidade gera o crime.
Sobre os turistas, cabe se perguntar o que alguém vem fazer aqui? Eles não estão sabendo a quantidade imensa de turistas mortos e assaltados aqui? Será que não sabem ler? Neste caso, a prisão dos responsáveis vai contribuir para diminuir os assaltos sistemáticos na ilha. Quer dizer, não sei. O crime aqui é endêmico. Não acredito que tenha mais jeito. Se você quiser ir à meia-noite a uma lanchonete, será assaltado. Se for andar a pé à noite na Barra ou Barbalho ou Nazaré ou no Centro é quase certo ser assassinado ou assaltado. Ou você está errado de querer fazer um lanche às 24 horas? Aqui em Salvador isso não pode ser mais feito. Você acha isso natural? Acha que é uma boa qualidade de vida? Que é o melhor governo que já existiu? E a solução, uma vez que não acredito que vá melhorar: se defenda. Você está no inferno. Tome consciência disso. Ande em grupo de pessoas conscientes disso tudo e dispostas a se defenderem como feras. Não saia altas horas horário. A Av. Joana Angélica, no centro da cidade, é intransitável depois da 23 horas. Se, de carro, vá com velocidade. Precisamos de uma campanha para permitir o uso indiscriminado de armas pelo cidadão comum. Faça essa campanha. Não acredite em ninguém. Toda cara de anjo pode esconder seu carrasco. Se gosta de sexo anônimo, contrate um segurança pessoal e deixe na porta do quarto, atento. Se não pode gastar, leve o estranho, que é sempre em potencial seu carrasco, para as saunas.
Quem mora no inferno só sobreviverá se for mais diabólico e feroz do que o diabo. Reveja o filme Turistas, para mim um cult...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A favor da legalidade

Alex Ferraz

Quando eu era adolescente e militante do PCdoB, nossa luta era, lembro-me muito bem, pela legalidade. Os ditadores militares de plantão eram contraventores de toda a lei consticucional, editando atos após atos para adpatar a lei a si próprios.

Quando me tornei adulto, lembro-me, iniciante que era no jornalismo, da luta dos ditos de esquerda, entre eles o líder maior, Lula, o Metalúrgico, a favor da legalidade. Brilhante. Lula ascendeu ao parlamento e, lá, brigou perla Constituição de 1988. Bilhantíssimo!

Hoje, ele mudou. Mas eu, não. Sou a favor da legalidade. Sou a favor da Constituição, que TEM QUE SER RESPEITADA, que determina o máximo de uma reeleição consecutiva para o presidente da República.

Mais do que isso: estou do lado do Tribunal de Contas da União (TCU), na sua investigação das verbas públicas aplicadas em obras do PAC. Estou totalmente do lado do Ibama, festejado pela dita esquerda que hoje está no poder quaNDO CRIADO, E QUE FISCALIZA O MEIO AMBIENTE NO PAÍS. ENFIM, ESTOU DO LADO DA LEGALIDADE. LEGALIDADE ESTA QUE O SR. lULA, JOGANDO SEU GLORIOSO PASSADO NO LIXO E VISANDO ÚNICA E EXCLUYSIVAMENTE TER O PODER ETERNO, refuta.

O presidente, que lá fora discursa a favor da ecologia e do combate ao efeito estufa, aqui dentro reclama da fiscalização sobre os atos que contribuem para a devastação do meio ambiente, alegando que é "excesso de fiscalização." Na verdade, Lula quer mesmo é desmoralizar, perante o seu erudito público do Bolsa Família, todas as instituições que poderiam travar seu caminho fanático pelo poder eterno, transigindo a lei.

Não existe excesso de fiscalização, não existe existe excesso de liberdade, senhor Lula!

Só se for para o senhor e sua trupe de ditadores disfarçados, como Hugo Chávez, por exemplo.

E mais nada tenho a dizer.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nordeste? Nunca mais! 2, A Missão

tony pachecO

Uma semana depois de postar aqui conclamando ao boicote do Nordeste como destino turístico pelos gays, lésbicas e simpatizantes do Sul e Sudeste do Brasil, por conta do "homocausto" nordestino, eis que o apresentador Jorge Pedra é morto a facadas no Hotel Democrata, no Largo 2 de Julho, local já frequentado por 10 entre 10 homens que amam homens na Bahia.
O tragicômico em toda esta situação em que nos deixam o Governo do Estado da Bahia e sua Secretaria de Segurança Pública é que o próprio Grupo Gay da Bahia recomenda numa cartilha que se use os hoteis para encontros, pois sendo espaços públicos, a homofobia homicida não se manifestaria por causa da possibilidade imediata de prisão.
Que nada, acabamos de ver que o maior e mais movimentado de todos os hoteis para este tipo de encontro, e, também, para encontros de homens com mulheres e outras variações, também não é um lugar seguro.
Na verdade, enquanto o Governo do Estado e sua SSP não implementarem na Bahia o programa lançado pelo PRESIDENTE LULA chamado "Brasil Sem Homofobia", ficaremos nesta selva de homicidas homofóbicos. Grifo o nome de Lula para que o governador saiba que quem lançou o programa é o Presidente da República, que é do PT, mesmo partido do nosso governante local.
Cadê o assassino de professor Lamarck, da UFBA, por exemplo?
Não se prendem os assassinos homofóbicos. E, quando prendem, não são julgados. E quando são julgados, as penas são pífias.
Volto a dizer: quem mora de Salvador até São Luís e puder se mudar para o Sul, que mude já.
E gays, lésbicas e simpatizantes que morarem no Sul, não visitem os estados da Bahia até o Maranhão. É suicídio!

O Caim de Saramago


Saramago é uma das consciências do século

Ricardo Líper

Saramago é um sal amargo para a mitologia católica. Depois de ter mostrado as contradições dos evangelhos em "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", volta agora com "Caim". A questão é simples. Ele percebe os absurdos das crenças religiosas e denuncia. Isso cria imensas polêmicas, principalmente no país beato em que ele vive. Passando o verão em Lanzarote, afastado de pessoas e lugares infectos, mas perfumados, ele reabilita, nesse romance, Caim.
Caim é aquela figura terrível da mitologia judaica e depois cristã. Saramago declarou, em entrevista na sede da sua editora, sobre o livro "Caim": “O Deus da Bíblia não é de fiar. O trabalho do intelectual, do escritor, se quisermos, é olhar o que há por trás ou debaixo do edifício que se apresenta como perfeito."
“Deus é uma invenção do homem: primeiro inventa-o e logo é escravizado por ele: isto é realmente digno de reflexão."
“As religiões são e têm sido fontes de conflitos: aos confrontos clássicos, por fronteiras, culturas, políticas diversas, há que acrescentar o fator religião. Hoje mesmo a religião está presente em alguns dos grandes conflitos que a humanidade vive. O fundamentalismo religioso existe e não se pode ignorar alegando que na sua origem existem motivos econômicos. A religião é a origem de alguns dos focos de tensão mais graves do momento”.
Sem comentários.

domingo, 1 de novembro de 2009

E.C. Bahia - Decadência de um campeão - I


Paulo Maracajá Pereira: nos seus 22 anos, o Bahia foi campeão 17 vezes e trouxe o título nacional de 1988. Já tem muita gente com saudade!

Marinaldo Mira

O tema nas rodas esportivas é a decadência do Esporte Clube Bahia, o “Bahêa”, como gritam os torcedores. A situação é crítica, preocupante mesmo. Quando conheci a estrutura do Bahia, foi no início dos anos 90, escalado pelo saudoso Genésio Ramos, então editor de Esportes de A Tarde, para fazer a cobertura do clube. O Bahia era um clube vencedor. Quem o enfrentava na Fonte Nova, vinha pensando em pelo menos levar o empate, e, era um bom negócio! Hoje é diferente. O mundo mudou, e no futebol as mudanças são rápidas também. Não adianta ser campeão e não ter competência para jogar contra “pequenos” ou médios, e vencer.
Primeiro clube brasileiro a ganhar um torneio nacional, a Taça Brasil em 1959, ano em que venceu, na final, o Santos de Pelé, o Bahia é o primeiro clube brasileiro a disputar a Taça Libertadores da América , em 1960. É o primeiro clube nordestino a possuir maior média de público no Campeonato Brasileiro, aliás, foram três vezes: 1985, 1986, e em 1988, quando foi campeão nacional. O Bahia é o primeiro clube nordestino a estabelecer recorde de público em todas as divisões do Brasileiro: em 2007, o clube estava na Série C, quando colocou em média 40.700 torcedores na antiga Fonte Nova, ano do desabamento de parte da arquibancada.

Porém, nada disso adianta agora, pois pela segunda vez em sua história, o clube mais tradicional do Nordeste encontra-se à beira da Série C, a famigerada Terceirona, ou o “fundo do poço” do futebol brasileiro. As redes de TV ignoram a Série C. As partidas simplesmente não são transmitidas. Os gols nem passam nos programas de esportes nacionais, aparecem apenas os resultados, no rodapé da telinha. É dureza mesmo!!! Pagamento de cotas de TV, nem pensar. Se rolar pagamento, são somente migalhas.

Como explicar essa situação do clube mais querido dos baianos? A rigor, a decadência do Bahia completa 12 anos em 2009. Em 1997, o Tricolor “caiu” para a Segunda Divisão, mas por meio de uma “virada de mesa”, em 2000, dirigentes rasgaram o regulamento e recolocaram o Bahia e o Fluminense, também rebaixado, de volta à “elite” (Primeira Divisão ou Série A) para disputar o Brasileiro, a chamada Copa Havelange, na época. Em 2001, o time chegou a se classificar para as finais do Brasileiro. No ano seguinte, nova queda de produtividade e, em 2003, acabou rebaixado, novamente. Um golpe duro para a fiel e apaixonada torcida.

Em 2005, o Bahia e o rival Vitória foram mais para baixo ainda, rebaixados para a Terceira Divisão. Em 2006, sem sucesso, permanece na Terceirona. Em 2007, o Bahia foi vice da Terceirona, após boa campanha, perdendo o título na última rodada, já classificado, e retornou à divisão intermediária (Série B). Os torcedores sofreram literalmente outro duro golpe, em 2007. Infelizmente, o clube perde a Fonte Nova com o desabamento de parte do anel superior que resultou na morte de sete pessoas. Em 2008, permanece em 10º lugar na Série B. Sem a Fonte Nova, teve que jogar em Feira de Santana, sem apoio da torcida.

A decadência de um campeão – II (ou De volta para o futuro no Fazendão)

Para a torcida tricolor, a responsabilidade pela situação do Bahia seria a incompetência administrativa dos dirigentes. Alguns atribuem a situação ao ex-presidente Paulo Maracajá, que – segundo argumentam - depois de ele ter deixado o clube, continuou “mandando” nos sete presidentes que foram eleitos na sucessão. Ora, ora, teria Maracajá tanta influência e poder para mandar na cabeça de sete presidentes, indicar contratações de jogadores, treinadores e nos destinos do clube? Para o torcedor sensato isso é discutível, muito discutível.

Amado por muitos e odiado por tantos outros, o ex-presidente Paulo Virgílio Maracajá Pereira, ou simplesmente Maracajá, volta a ser lembrado pela torcida, que atualmente sofre, com novo risco de ver o clube rebaixado para a Terceira Divisão. Acostumada a conquistas, a apaixonada torcida não aceita a situação atual do clube, que há mais de seis anos não ganha títulos, e ainda ‘passeia’ pela parte de baixo das tabelas de classificação das competições. “O Bahia era feliz com Maracajá e não sabia”, cita um torcedor.

Qual a razão da lembrança de Maracajá? Simples, mesmo com seu modelo de gestão, apontado por opositores como superado, e desgastado com o passar dos anos, o ex-dirigente, no período que presidiu o clube, não permitiu queda do time para divisões abaixo da chamada “elite”. Na era de Maracajá na presidência, o Bahia não amargou rebaixamento, embora chegasse até a ser ameaçado, mas reagiu e escapou. O dirigente da época romântica dos chamados ‘cartolas’ teve uma trajetória de conquistas, enfrentou crises administrativas, contudo em sua gestão de 1973 a 1994, ganhou o Brasileiro de 1988. Nos 22 anos, o Bahia foi campeão baiano 17 vezes, na categoria profissional, 17 vezes campeão no Junior. E, a marca do “cartola”, conseguiu, com “jogo de cintura” que o Tricolor entrasse no chamado “Clube dos 13”, entidade criada pelos ‘grandes’ clubes, e que não queriam admitir equipes consideradas de porte médio. Eram 12 clubes, do Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul, que venderam a alma para as redes de televisão, que agora mandam e desmandam, até nos horários dos jogos.

Defensores de Maracajá recordam que ele, com um golpe de mestre, encaixou o Bahia, como o 13º clube. Para os opositores, o dirigente fez sucessores ao deixar a presidência “teoricamente” e continuou mandando. Outros, no entanto, acreditam que Maracajá de fato ajudava com sua experiência, mas, a rigor, quando era ele o presidente, os resultados eram outros.

O clube revelava jogadores, como a equipe de 1988, que tinha 90% do grupo formado no Fazendão. Como consequência, pela primeira vez, o tricolor teve três jogadores convocados de vez para a Seleção Brasileira, Charles, Bobô e Zé Carlos. Na era Maracajá, o Bahia revelou ainda Luiz Henrique, que surgiu na Catuense, e chegou à Seleção Brasileira. Nos últimos dez anos, o clube revela pouquíssimos jogadores, sendo Daniel Alves (atualmente no Barcelona), uma das exceções.

Mas existe uma “luz no fim do túnel” (que jargão!!!) para o Bahia de hoje? Existe sim, aplicar a velha fórmula de Maracajá, em 1988: recorrer à divisão de base, fazer investimentos na garotada, e buscar no Fazendão os seus craques e formar equipes fortes. “Vâmo salvar o Bahêea”.

P.S.: Marinaldo escreveu este artigo a convite de Tony Pacheco.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O nome da desgraça é COELBA


A posição que os postes da Coelba mais gostam de ficar: em cima de carros ou pessoas. Também, poste de ferro velho em cidade marítima é oligofrenia pura.

tonY Pacheco

Participei deste pequeno inferno sofrido por Líper e descrito abaixo. Perdi o estoque de alimentos que estava na geladeira e fui um dos idiotas que ligou para a espanholíssima Coelba.
Ao ligar para a Coelba, às 13:30, para comunicar que dois postes estavam podres (um partiu ao meio e o outro ainda vai partir, com certeza) em nossa rua, uma atendente de call center, sem nenhum comprometimento com os interesses dos palhaços que pagam contas astronômicas de luz, exigiu uma série de informações, como se eu tivesse querendo algum favor e não estivesse denunciando que um poste da Coelba podia matar uma criança ou um idoso ao desabar.
É patético, é ridículo ter uma multinacional com sede em Madrid cuidando dos postes de nossas ruas aqui no Fim do Mundo.
Na maioria dos estados dos EUA fornecimento de energia, água e infraestrutura em geral são campos vedados a empresas estrangeiras. E isso na sede do capitalismo mundial. Aqui, no Fim do Mundo, Fernando Henrique entregou toda a infraestrutura a estrangeiros sem nenhum compromisso com os brasileiros e Lula manteve a bandalheira do mesmo jeito.
Mas voltemos. A Coelba apareceu através de uma terceirizada, o que é proibido por lei, pois se a ATIVIDADE FIM da Coelba é distribuir energia, ela não podia entregar, de acordo com as leis do Brasil, a manutenção de seus postes e fiação a terceirizados. Mas aqui é o faroeste do Fim do Mundo. Tudo pode.
E a terceirizada não substituiu o poste de ferro todo enferrujado e partido ao meio e nem tampouco o outro poste prestes a cair. Colocou um talude no poste, como se fosse uma perna quebrada tratada na ortopedia e deixou lá, até a próxima chuva.
Se fosse na Espanha e uma empresa brasileira fizesse isso, os espanhóis, que são homens de verdade, botavam a sede de nossa empresa para explodir nos ares, pois eles explodem a si mesmos por minuto, quanto mais a estrangeiros que os sacaneiam...
Mas, como somos um bando de putas (eu, inclusive), vou aguardar até o poste cair em cima da minha cabeça ou de algum vizinho.

Aconteceu comigo



O comum na vida diária do habitante de Salvador


Ricardo Líper

A natureza é aleatória o que, para os seres humanos, a torna irresponsável, porque temos consciência dela. No último dia 27 de outubro de 2009, terça-feira, o dia estava nublado, mas sem chuvas. De repente, por volta das 12 horas e poucos minutos, caiu uma chuva forte que durou quase duas horas. Bem na rua onde moro, no Centro de Salvador, um poste de ferro todo enferrujado inclinou-se rachando ao meio. Daí, até à noite, foi um martírio para os moradores que terminaram iniciando a noite sem luz e correram sérios perigos. A companhia que fornece luz para Salvador, foi comunicada do acontecimento às 13 e 30, mas levou horas e horas para chegar. Resultado: noite sem luz e prejuízos e mais prejuízos com alimentos perdidos em geladeiras sem eletricidade.
Será que em Madri seria assim? Essa companhia é espanhola. A culpa não é dela. É de nosso País e seus governantes que não administram o que deveria se administrado. Não parecem que ouviram falar de uma coisa chamada multa. O resultado é que a qualidade de vida nossa de cada dia é zero. Vivemos em um terror constante e qualquer chuva de merda leva ao desespero a população. Essa companhia de fornecimento de energia administrada por irresponsáveis não costuma dar manutenção ao sistema de fornecimento de energia da cidade. Acidentes como esse só não são de maior gravidade porque o acaso assim não quer. Vivemos à mercê da sorte. Somos, ao morarmos em Salvador, como folhas secas levadas pelo vento sem nenhum controle do que pode acontecer conosco ao sair de casa. Podemos ser mortos por sacizeiros, pela polícia perseguindo bandidos, cairmos nos buracos nas ruas, contrairmos dengue hemorrágica, meningite e outras doenças fatais e se precisarmos de hospitais, contrairmos pneumonia, pois nossos médicos e suas UTIs (campos de concentração) não sabem tratar.
Mas só enxerga jardim na selva quem mama nela ou sofre de idiotia.