sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cuidado, Fantasmão, tem ghostbuster na área!

Tony Pacheco

Como todos sabem (ou quase todos) já fui produtor de banda de pagode e assessor de imprensa da maioria das estrelas da axé music. E, também, como todo mundo sabe, um produtor paga uma nota preta pra colocar seu artista num programa de TV ou na programação diária das rádios.
Isso já não é mais novidade.
Agora, estava na Feijoada Alô Imprensa (da Fiat e Bridgestone, pilotada pelo meu querido amigo Paulo Brandão, que se supera a cada ano) e tomei conhecimento de um tipo de jabá do qual eu jamais tinha ouvido falar: o pagamento para esculhambar o concorrente.
Pelo que ouvi na Feijoada que aconteceu no Forte de São Diogo na quinta de Carnaval, certo artista de certa banda estaria bancando uma campanha negativa contra a banda Fantasmão. E a principal peça de acusação contra os meninos do Fantasmão é que "todo show deles tem briga", é uma "banda que incita a violência" e por aí vai. E, aí, eu me toquei: realmente, nunca ouvi tanta gente na TV e no rádio esculhambando tanto uma banda como estão fazendo com o Fantasmão. Quer dizer, a acreditar no buxixo que rolou na Feijoada de Paulinho Brandão, a campanha contra é orquestrada e muito bem paga.
Mas eu me recuso a acreditar que tenha gente que perca tempo e dinheiro com isso. Porque, na verdade, como jornalista que fui especializado em música durante 20 anos, eu digo uma coisa aos leitores deste blog: NÃO VAI ADIANTAR NADA. Quanto mais se bate num artista, mais ele cresce. Eu lembro que quando Rosenil, Adriano, Max e eu produzíamos Xandi do Harmonia do Samba, criticavam muito o fato de ele rebolar no palco. O nosso entendimento é que nunca deveríamos responder a estas críticas, porque foi justamente o rebolado que levou o artista a ser reconhecido nacionalmente. Quando Elvis Presley rebolou feito doido nos EUA, também foi um marco em sua época. E hoje é lembrado como um deus da música americana.
Em resumo: quanto mais gastarem dinheiro pra esculhambar o Fantasmão, mais o Fantasmão vai crescer.

RAZÕES DO SUCESSO

Em tempo, não sou advogado do Fantasmão. Tenho simpatia por que alguns músicos da banda tocaram também em bandas produzidas por Clécio Max e por mim. E porque a música é excelente. Pelo menos, por enquanto.
De mais a mais, o Fantasmão é original, não faz parte deste monte de bandas que se imitam mutuamente. As letras, curtas e grossas, falam dos problemas sociais dos jovens, negros e brancos, dos bairros periféricos. Do preconceito, da perseguição policial etc. e tal. Não é aquele amontoado de letras de xanas ralando no asfalto que a gente vê por aí.
E em termos musicais, a mistura de poesia rápida (o rap), toques de hip hop, guitarra pesada de hard rock e suingue do pagode, fizeram da sonoridade do Fantasmão uma coisa ímpar no mercado. É por isso que ninguém quer que a banda suba.
Já vi este filme com o Harmonia do Samba... Era conspiração pura.
Por fim, vamos deixar de bobagem minha gente: mais violência do que o Chiclete com Banana atrai com o seu arrastão, IMPOSSÍVEL!!!
Quem, como eu, já fiquei no trio do Chiclete, no alto, junto com Bell, acompanhando a banda como assessor e, ao mesmo tempo, quem, como eu, seguiu o Chiclete no chão, na Rua Carlos Gomes, junto com meus colegas da academia de capoeira Navio Negreiro e da academia de karatê de Mestre Ivo Rangel, sabe que é pau puro e Bell Marques NÃO TEM NADA COM ISSO. Ele faz música. Se a música dele atrai gente porradeira, problema dos porradeiros.
O mesmo vale para o Fantasmão. O cantor Edi (não sei como ele escreve o próprio nome atualmente kkkkkkkkkkkkkkk) atrai gato e cachorro (eu estou entre os cachorros). E daí? Atrai porque a música é puro agito, como o Chiclete.
E vâmo que vâmo!

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