Zelaya (de chapéu de vaqueiro, embora o negócio dele seja madeira) com Chávez e Raul, irmão de Fidel Castro: nós sabemos o que esta galera pretende...Os três blogueiros d’Os Inimigos do Rei reuniram-se e depois de uma conversa, Alex Ferraz antecipou-se (em sua coluna “Em Tempo”, na “Tribuna da Bahia”) ao que só agora começa a ser dito por todos os comentaristas de política internacional, entre eles, Caio Blinder (do “Manhattan Connection”) e Marcelo Cordeiro (da Metrópole FM): quem tentou um golpe de Estado em Honduras foi o ex-presidente José Manuel Zelaya Rosales, um riquíssimo devastador de florestas (sim, ele vende madeira, ele é um machado ambulante igual àqueles petistas que vendiam licenças no Pará para os madeireiros que apoiassem os candidatos do PT). O Exército de Honduras apenas cumpriu determinação do Parlamento de Honduras e da Suprema Corte de Honduras, que apenas obedeceram ao que diz a Constituição do país.
A Constituição de Honduras é claríssima: os cargos executivos no país, inclusive o de presidente da república, são de mandatos de quatro anos, sem direito a reeleição. E os hondurenhos, cansados de quase 200 anos de ditaduras, ainda colocaram na Constituição que quem defender reeleição perde o cargo em que está e o cidadão que defender a quebra do preceito constitucional, pode ser preso.
Quer dizer, o plebiscito que Zelaya convocou é um golpe de Estado contra a Constituição de Honduras que ele jurou respeitar no dia em que tomou posse.
Golpista, neste caso, é o milionário madeireiro Zelaya. E é altamente suspeito que quem o esteja defendendo seja justamente Fidel Castro (um ditador que manda em Cuba desde 1959) e Hugo Chávez (que vai se perpetuar no poder na Venezuela ao perseguir adversários e fechar jornais e canais de televisão).
Reproduzimos a coluna de Alex que tratou do assunto na “Tribuna” no último dia 30, terça-feira.EM TEMPOAlex Ferrazfrase:
"O excesso de vontade de servir à Nação geralmente esconde a vontade de servir-se da Nação.”(John Locke, ideólogo da democracia moderna)
Honduras é o Brasil amanhã
Honduras é uma nação pouco maior que Pernambuco e tem a metade da população da Bahia. Cerca de 70% de sua infra-estrutura foi destruída, em 1998, pelo furacão Mitch, que matou 6 mil hondurenhos. De lá pra cá, Honduras luta contra a miséria que assola o país.
A história da república centro-americana é cheia de golpes de Estado desde sua independência, em 1838. Durante mais de um século foi uma “república bananeira”, mero entreposto dos interesses de empresas norte-americanas, chegando os EUA a invadir o país, em 1912, para garantir os investimentos de suas empresas bananeiras. Em resumo, uma tragédia em forma de país, com uma renda per capita de apenas mil dólares (R$2 mil).
E por ser assim, tão pobre e tão sujeita a golpismos, internos e externos, Honduras voltou à democracia nos anos 1980 com uma decisão: quem se eleger no país para a Presidência não terá direito à reeleição imediata. O que queriam com isso os legisladores: evitar que o país caísse, novamente, nas mãos de caudilhos, civis ou militares.
E é justamente isso que o presidente Manuel Zelaya quer: rasgar a Constituição que não prevê reeleições. Ele consultou a Suprema Corte e o Parlamento Hondurenho e ambos disseram claramente que é inconstitucional a reeleição para qualquer cargo executivo. Desesperado porque seu mandato encerra em janeiro próximo e insuflado por golpistas como Chávez, da Venezuela, que através de plebiscito se tornou presidente eterno, Zelaya convocou um plebiscito.
Reação de Lula
O presidente Lula, cujas tropas de choque estão encasteladas no poder desde 2003 e aumentando mais com a criação diária de cargos para abrigar seus acólitos, foi peremptório ao dizer, na segunda-feira, que não aceita outro presidente em Honduras que não Zelaya, pois, ele mesmo, Lula, está sendo alvo de um movimento no Congresso Brasileiro para permitir sua reeleição indefinida, como aconteceu com Chávez. Tudo isso com o entendimento claro do Supremo Tribunal Federal de que não pode haver mais que uma reeleição no Brasil.
Reação de Chávez
O presidente eterno da Venezuela, Hugo Chávez, chegou a ameaçar Honduras com uma invasão militar (imagine o que vai na cabeça de um maluco desses), caso o que ele chama de “ordem democrática” não seja restaurada em Tegucigalpa.
Só que o que ele chama de “ordem” é um ato inconstitucional, qual seja, a tentativa ilegal de Zelaya de se perpetuar no poder, que teve a reação das Forças Armadas hondurenhas que não querem que Zelaya ou qualquer outro rasgue a Constituição.
Até a Igreja
Mesmo os prelados progressistas da Igreja Católica, simpáticos a mudanças num país assolado pela miséria, advertiram o presidente Zelaya que ele não podia dar um “golpe branco” nas instituições usando o recurso do plebiscito. Até porque, Zelaya foi eleito com apenas 51% dos votos em novembro de 2005. Ele, praticamente, dividiu o país na ocasião, pois não obteve uma maioria esmagadora.
Como sua reeleição não é prevista em lei, deveria se retirar do poder e só voltar a concorrer em novembro de 2013.
Entreguem às moscas
Sinceramente, eu sou a favor de deixar estes países da América Latina às moscas. Os EUA deviam se abster de qualquer posição sobre o que acontece em Honduras. São países irrelevantes, com povos à beira da miséria absoluta, e que insistem em afundar mais, porque acham que o miserê atual ainda é pouco.
O próximo lance deverá ser a restauração de Zelaya e seu “golpe branco” de reeleição. Se for, ótimo, entrará na quadrilha formada por Equador, Venezuela, Cuba e outras irrelevâncias.