terça-feira, 30 de março de 2010

O Novo Código Da Vinci


Freud com os netos 1932. Podem estar vivos.

Ricardo Líper

O livro O Código Da Vinci ficou famoso, entre outras coisas, pelo fato de sugerir que pode existir descendentes de Cristo. Portanto, um vizinho, um colega de trabalho pode ser o descendente de Jesus. Mas, o fenômeno do caçador de celebridades é real. E ele pratica o que chamo de o novo Código Da Vinci. Não precisa ser Cristo. Pode ser qualquer celebridade. Os filhos, os netos, os sobrinhos, os amantes, a roupa, o pinico etc. Terão o mesmo efeito. Recentemente, em S. Lázaro, capital da fé acadêmica, caçadores de celebridades se amontoaram para ver a filha de Che. O que mais gosto de ver não é a celebridade em si, raras são as celebridades que me interessam ver pessoalmente, mas o folklore dos caçadores de celebridades. Em geral vou antes do show para vê-los se amontoarem, entrarem no espaço ritual com ares de inteligentes e/ou com ares de eu também estou aqui. Depois que eles já se acomodaram, em pé ou de cócoras, quando a celebridade chega eu vou embora porque já sei o que vai fazer ou dizer e, muitas vezes, acho tolice. Mas agora quero descobrir descendentes vivos dessas celebridades, por exemplo um tataraneto de Marx ou Rousseau, Freud pode ser um neto. Sei que eles, por exemplo, levarão ao desespero os caçadores de celebridades. Alguns, tenho certeza, quando os virem, se urinarão todos com absoluta incontinência urinária levada pela emoção...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Três presentes para Salvador

Esta será a magnífica vista se for construído o mirante na Rua Plínio de Lima.


tony pachecO

Hoje é o aniversário de 461 anos da capital baiana. Não nasci em Salvador. Meu amor pela Bahia nasceu na infância, vendo na TV e em revistas as imagens belíssimas daquela Salvador dos anos 1960 e 1970, e, também, claro, por idolatrar, na época, Gal, Bethânia, Gil e Caetano e desejar conhecer de onde vinham aquelas criaturas encantadas e encantadoras (depois fui ver que não eram, assim, uma Brastemp...).
Se fosse um empresário riquíssimo como esses que se vê na lista da "Forbes", eu faria os três presentes e entregaria a Salvador, como não sou (ainda, kkkkkkkkkk), dou o projeto ao governador Jaques Wagner e ao prefeito João Henrique para ver se eles providenciam:

1. Mirante da Rua Plínio de Lima - é a rua que liga o Bonfim ao alto da Pedra Furada. Neste sentido que estou falando, do lado esquerdo, há um vão enorme, que oferece uma das mais lindas vistas de Salvador. Levei ali minha mãe quando ela veio a primeira vez na Bahia. Era noite e ela ficou encantada. É o que os americanos chamam "skyline". Você vê Salvador, principalmente à noite, sob um ângulo inusitado. Mas tem que parar o carro na pista, o que é perigoso. O que seria a obra: apenas um mirantezinho que permitisse às pessoas, em segurança, observar e se deliciar com um visual que não é dos cartões postais aos quais estamos acostumados, mas é deslumbrante. Deslumbrante, mesmo!

2. Mirante da Rua São Francisco - é a rua que liga a Ponta do Humaitá ao alto da Pedra Furada, perto do local anterior. Há um pontilhão no meio do percurso que dá para a Baía de Todos os Santos, com vista para as ilhas de Itaparica, Frades e Maré. É esfusiante a visão.

3. Mirante do Largo de Santo Antônio Além do Carmo - logo após o Forte da Capoeira há um grande terreno baldio, cheio de mato, que seria a cereja-do-bolo dos meus presentes para Salvador. Seria um mirante absolutamente magnífico, com vista para o Porto de Salvador, Cidade Baixa e as ilhas ao fundo, algo de deixar o Mirante da Praça Municipal no chinelo. Este presente viraria ponto obrigatório de ônibus de turismo.

Seriam obras bobinhas, apenas concreto e alguma obra-de-arte no estilo balaustrada para enfeitar. Mas nada que a Conder (estado) ou Desal (prefeitura) não pudesse fazer em poucos dias. Não seriam destas obras que se dizem "l bilhão do ministério tal e qual". Seriam três obras baratas que falariam muito do amor a Salvador por parte de quem as fizesse.
Quem se habilita?

domingo, 28 de março de 2010

Só os idiotas pensam que governarão para sempre




TonY pAcheCo


A oligofrenia é uma doença da qual quem é acometido não pode se livrar, pois consiste, justamente, na incapacidade de aprender com a experiência.
Faço esta observação inicial ao começar a ler alguns pontos do Programa Nacional de Direitos Humanos que o governo do PT propõe (com alguns excelentes pontos, que analisarei pormenorizadamente depois) para controlar a imprensa, tema dos piores pesadelos de meu amigo Alex Ferraz.
Neste domingo, às 11h33min da manhã, acabo de ver o filme "A Vida dos Outros", produção européia que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Conta a história de uma atriz e de seu companheiro escritor teatral (dramaturgo) durante os últimos anos da ditadura stalinista na hoje extinta Alemanha Oriental, país então dominado por um aparato de serviço secreto composto de mais de 200 mil espiões que vigiavam a vida dos alemães da RDA.
Pouco tempo depois dos fatos narrados no filme, o Muro de Berlim cai e tudo vem à tona, com o novo governo democrático abrindo todos (absolutamente todos) os arquivos confidenciais, segredos de Estado, contando os absurdos, hora a hora, a que eram submetidos os cidadãos pelo governo marxista-leninista que tinha a Stasi (polícia secreta) como instrumento maior de dominação.
Neste momento em que, no Brasil, na Venezuela, no Equador e na Bolívia (em Cuba, mais do que em qualquer lugar, este inferno existe desde 1959) se tenta estabelecer um Estado totalitário, que "administra" nossas vidas, decidindo o que devemos ver, o que devemos ler, o que devemos sentir e o que devemos ser, é bom que o máximo de pessoas possível tenha conhecimento deste filme: "A Vida dos Outros".
Mas, a lição maior que ficará ao final (o fim do filme é belíssimo, não conto os detalhes, mas a demonstração de como podemos reagir, sob qualquer ditadura, por mais feroz que seja, é absolutamente lindo) é que todo ditador é PATÉTICO.
Os ditadores e aprendizes de ditadores são oligofrênicos, pois são incapazes de apronfundarem seus estudos da História e verem que nunca em tempo algum os que mantiveram ditaduras conseguiram calar todas as pessoas. Todas as tiranias caem, mais dia menos dia. A de Castro, em Cuba, cairá antes de ele morrer. Depois que vi as mães dos prisioneiros políticos enfrentando os acólitos dos irmãos Castro nas ruas de Havana há poucos dias, vi em minha frente las Madres de la Plaza de Mayo, que enfrentaram os generais neonazistas da Argentina e finalmente conseguiram colocar alguns deles na cadeia e desmoralizar a ditadura fascista que tentou matar a alma argentina.
Os patéticos idiotas não entendem que mesmo que consigam estabelecer uma tirania, ela durará pouco, como durou pouco a dos generais daqui. Aliás, vendo este filme eu me pergunto: por que até hoje, depois de sete anos no poder, o PT não deu ao público o direito de ter acesso aos documentos da repressão da nossa ditadura militar? Será por que pretendem utilizar, no futuro, os mesmos métodos do regime do Primeiro de Abril de 1964?

Não deixem de ver este filme: "A Vida dos Outros". Está em todas as locadoras. Só os pirateiros não têm, pois não é um filme tipo Hollywood. Mas é belíssimo. Um libelo em prol da liberdade.

sexta-feira, 26 de março de 2010

E o chapão?

Alex Ferraz

A claque petista vaiou estrepitosamente Geddel em solenidade com Lula e Wagner, hoje (26/3), no Sul da Bahia. Compreensível, claro.

Agora, quero ver é quando subirem Otto Alencar e César Borges no palanque do PT. Vão vaiar?
Kkkkkkkkkk

quarta-feira, 24 de março de 2010

Somos um povo idiota?

Alex Ferraz

Urros nos estádios torcendo para um time; quebra-quebra geral quando o juiz rouba na partida; delírios orgásmicos com notícias de que vamos sediar Copa e Olimpíadas (a cujos estádios jamais terá acesso); gargalhadas quando programas de TV lincham moralmente ladrõezinhos miseráveis, enquanto a mídia em geral baba o ovo dos bandidos de colarinho branco. Mas silêncio e resignação absolutos na fila para se recadastrar no Bolsa Família, fila esta que dobra esquinas e vara madrugadas, sob chuva, e amanhece sob sol escaldante (ou mais chuva). Silêncio e resignação assustadores, humilhantes, diante de uma fila enorme para providenciar o seguro desemprego, que pode levar MESES até ser liberado, como vem ocorrendo em Salvador, ali na Rua Carlos Gomes, onde os desempregados, não bastassem terem trabalhado arduamente para receber merrecas de 380 reais (depois de descontos no mínimo), são torturados pelo Ministério do Trabalho.
É assim o povo brasileiro, vítima da absurda alienação que lhe impuseram. E quando um ou outro, espertalhão, consegue ascender ao poder, vira a cara para o resto e tome-lhe esmolas, sob tortura, para depois se credenciar com seu voto.
Olha, só mais 500 anos. E olhe lá!

E por que não a Família Bin Laden no Brasil?

tOny pAcheco

Marco Aurélio Garcia, autor, segundo as más línguas, das "melhores idéias" de Lula a respeito de política externa, junto com Amorim, o chanceler, não pode perder esta oportunidade de colocar o Brasil na mídia internacional permanentemente: trazer a Família Bin Laden para morar conosco.
Será maravilhoso! Depois de nos tornarmos o único país do mundo a apoiar a tirania homicida dos Irmãos Castro e, ao mesmo tempo, o governo mezzo tirano mezzo circense do coronel Chávez, e, simultaneamente, a ditadura misógina, homofóbica e genocida do neonazista Maomé Ahmadinejad, a cereja do bolo seria ter em território brasileiro toda a família Bin Laden, com exceção do próprio Osama, que continua por aí lançando bombas.
Agora, uma exigência do povo brasileiro é que os 23 familiares sejam colocados em mansões do Lago Paranoá, em Brasília, junto dos nossos políticos mais notórios de todos os partidos. Assim, quando as bombas explodirem levarão pelos ares toda a nossa classe política.

Veja essa que recebi pelo g-mail: "Um dos filhos de Osama bin Laden, Omar, lançou um apelo nesta terça-feira para que países como o Qatar e os Emirados Árabes Unidos recebam em seu território 23 membros de sua família que estão em prisão domiciliar no Irã desde 2001.
Teerã libertou nos últimos meses uma de suas irmãs e um irmão, que partiram para a Síria, "O governo iraniano não sabe para onde mandar os outros irmãos e irmãs", informaram Omar e sua esposa britânica, Zaina, em um comunicado, no qual os qualificaram de "vítimas inocentes". "Pedimos a qualquer país que nos ajude, seja no Oriente ou no Ocidente (...). Pedimos em particular aos Emirados (Árabes) e ao Qatar que nos ajudem", reforçou o casal Bin Laden. O documento enumera os nomes das 23 pessoas residentes em um complexo de Teerã, onde a família está retida desde que fugiu do Afeganistão após os atentados de 11 de setembro de 2001, reivindicados pela Al Qaeda teoricamente chefiada por Bin Laden.

O grupo compreende os filhos de Osama bin Laden, suas esposas e os filhos destes, alguns deles nascidos no Afeganistão ou, mais tarde, em Teerã."

sexta-feira, 19 de março de 2010

Um silêncio comprometedor

Alex Ferraz

Lendo, por acaso, o editorial da revista Propaganda, editada em São Paulo, dei de cara com um veemente editorial contra a nova ameaça de censura à imprensa contida no decreto sobre os direitos humanos (sic) que o presidente Lula assinou recentemente.
O que é, no mínimo, curioso, é o fato de, ao enumerar as entidades ligadas à mídia que se levantaram de pronto contra a ameaça de restrições à liberdade de expressão, o texto da revista cita apenas entidades ligadas aos donos da midia, como Associação Nacional de Jornais (ANJ), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert). Ou seja, não existe uma única entidade ligada aos jornalistas que tenha proferido uma só palavra contra a ameaça de censura ao trabalho desses profissionais!
Como também não ouvi ainda uma única palavra de entidades de jornalistas a respeito da morte lenta do colega cubano Fariñas, em greve de fome, pois, embora não esteja preso, é dissidente e apoia aqueles que querem ter o direito de pensar diferente da ditadura de Fidel e permanecerem livres, como (ainda) ocorre no Brasil, por exemplo.

Como jornalista, sinto-me sinceramente envergonhado, diria até enojado, com a pobreza de espírito dos colegas que se calam diante de atrocidades, diante de ameaça à liberdade de imprensa, por estarem engajados (sic) com o PT e seu governo que tenta ressuscitar Stálin.
O silêncio, caros colegas, pressupõe que vocês concordam que pessoas devam apodrecer na cadeia pelo simples fato de discordarem de um governo. O que me leva a crer que os jornalistas de hoje, e até aqueles que foram torturados pelos regime militar, deveriam ser coerentes e apoiar também a tortura e morte prepretadas pelos miliares na sua sanha de calar...Aqueles que discordavam do poder vigente. Nada mais a dizer.