Shows sem direção até o momento em que entrou a árabe-hispânica e salvou a Copa da África
tonY pachecO
Eu vi o show de abertura da Copa da África do Sul, hoje, quinta-feira, 10/06/2010, do início até o fim, não por causa do futebol, mas porque gosto de música e estou com um livro no prelo (momento merchandising - perdoem-me Alex e Ricardo -): "Psicanálise da Mente Artística".
Se Shakira, uma artista com ascendência árabe-hispânica, não tivesse sido escalada para o final do show de abertura da Copa 2010, realmente, teríamos assistido, ao vivo e em cores, ao maior fracasso do showbusiness mundial.
E é aí que nós dizemos: COMO FAZ FALTA UM FERNANDO GUERREIRO.
Guerreiro é um diretor teatral fabuloso. Baiano, mas altamente cartesiano (de Descartes, da lógica cartesiana), que nos ensinou, a todos nós, do Ocidente, a colocar lógica em todos os atos de nossas vidas. E por que necessitamos de um diretor teatral pra um show de abertura da Copa onde só há músicos?
Vamos à parte didática do blog, no ritmo da Copa da África: 1GOAL, educação para todos.
O artista sofre de um transtorno de personalidade que o faz acreditar que ele é SUPERIOR A TODOS OS OUTROS SERES HUMANOS.
Às vezes, é... Mas, outras vezes, não...
Para que o artista seja uma CELEBRIDADE, é necessário que o seu EGOCENTRISMO encontre-se de maneira virtuosa e coincidente com o RECONHECIMENTO DO PÚBLICO. Não há artista sem que o Ego dele se encontre com o reconhecimento de alguém (não vale a mãe, o pai e os parentes próximos kkkkkk).
Para se dar este encontro entre Ego do artista e Reconhecimento do público, faz-se necessário um INTERMEDIÁRIO.
Nunca existiu artista CÉLEBRE sem produtor, empresário ou, nos tempos antigos, o MECENAS.
O artista precisa de alguém que DIRIJA seu ego para o SUCESSO.
E, aí, voltamos ao palco da celebração da Copa 2010.
Black Eyed Peas, uma banda que tenho veneração, sem um diretor, fez um show MORNO, que quase me fez dormir depois de duas latinhas de cerveja...
Depois, Angelique Kidjo, que eu conheci através de DANIELA MERCURY, que a convidou para gravar uma música espetacular que Alex Ferraz, Clécio Max e eu tocávamos na Itaparica FM em nosso programa "Muvuca Baiana", todos os dias; também, sem direção, Angelique cantou músicas horrorosas que só agradam a ela mesma.
DEIXE UM ARTISTA À VONTADE E ELE NÃO FARÁ SUCESSO, POIS NÃO SERÁ RECONHECIDO PELO PÚBLICO...
Aí, vieram, dupla de malineses chatíssimos. Grupo de bérberes da Argélia misóginos (inimigos de mulheres). Sulafricanos chatíssimos, pretos e brancos. Sim, brancos chatos, como os Parlotones, sulafricanos brancos que fazem sucesso na Alemanha (só podia ser na Alemanha...).
Aí, surgiu, SHAKIRA. Colombiana. Hispano-árabe. Com a bunda abundante. Com a voz quente, mesmo com o palco a 9 graus Celsius (mais frio que na geladeira aqui de casa, que funciona aos 10 graus Celsius).
Shakira é sensualidade. É musicalidade. É latinidade. Se não fosse Shakira, o show de abertura da Copa da África teria sido o MAIOR MICO DA HISTÓRIA.
A falta de direção artística (no sentido que Fernando Guerreiro dá a um show ou a uma peça teatral) na abertura da Copa, tornou a abertura uma coisa chata, sem nexo, monótona, desencontrada, transformando Alicia Keys, que é um monstro artístico de tão maravilhosa; transformando o Black Eyed Peas numa coisa monótona, eles, que são outros monstros das boates de todo o planeta.
Pois é, sem direção, o músico, que tem o Ego maior que o mundo, só faz bobagem.
FALTOU DIREÇÃO.
FALTOU BRASIL
Agora, o mais lamentável, MESMO, foi a ausência do Brasil no palco de abertura artística da Copa 2010 na África do Sul.
Quer dizer, o nosso Grande Líder, que é tão amigo de ditadores como Fidel Castro e Mahmoud Ahimadinejad, que matam seus povos em fuzilamentos sumários, não tem qualquer aproximação com o presidente Jacob Zuma, da África do Sul. Deve ser, arrisco o palpite, porque pernambucano não gosta de preto. Êta povinho racista! É real! Pernambucano odeia baiano, porque tem preto demais na Bahia... Investiguem, não acreditem em mim...
E aí, deu no que deu. Nós, que temos Ivete Sangalo, Daniela Mercury (que é parceira de Angelique Kidjo, que se apresentou na abertura da Copa) e outros "monstros" do showbusiness, NÃO APARECEMOS NA ABERTURA DA COPA DA ÁFRICA.
Nós, que temos 40% da população com um pé na África (inclusive, dois dos autores deste blog - eu, com meu avÔ e minha bisavó - e Alex, também na mesma linha e com mais afroascendência...), FOMOS OS GRANDES AUSENTES NA ABERTURA DA COPA DA ÁFRICA.
Lamentável! Nosso presidente futebolístico não tem nenhuma influência na FIFA nem na África do Sul. Nem nossos produtores musicais têm qualquer influência no showbusiness internacional.
Somos, em todos os sentidos, AMADORES.
Só temos a lamentar!
pOST scriptum: will.i.am, líder do Black Eyed Peas, recebeu, DO NADA, de alguém no público, uma bandeirinha do Brasil e, por simpatia inexplicável, ficou segurando nossa bandeirinha até o final da abertura musical.
Sugiro a todos os prefeitos do Brasil que batizem uma rua de suas cidades com o nome do will.i.am, o maravilhoso (não porque segurou nossa bandeirinha, é porque ele é músico de se fu...er), pois ele salvou a nossa INSIGNIFICÂNCIA.


