A foto fala e mostra como são as coisasRicardo Líper
Este é um blog que critica impiedosamente a hipocrisia, o autoritarismo e a impostura nos mais variados setores.
A foto fala e mostra como são as coisas
tony PachecO
Alguns amigos que seguem este blog perguntam porque ainda não nos debruçamos sobre O Caso Bruno (ou O Ocaso de Bruno).
Não sei Alex e Ricardo, mas eu encaro este caso apenas como mais um ESPETÁCULO de nossa sociedade capitalista indigente. E por que indigente? Porque enquanto o capitalismo americano usa Hollywood para entreter as massas e o capitalismo chinês usa suas obras faraônicas para o mesmo intento, o capitalismo brasileiro, pobre, esquálido e sem muita imaginação, usa, num dia, o futebol para unir o populacho em torno de um objetivo patriótico (a Copa esteve aí, ocupando a mente das massas ignorantes durante meses) e no outro dia, usa um jogador do mesmo futebol para recriar o mundo de Mani, com seu Bem e o seu Mal estritamente delimitados.
Quer dizer, é tudo ESPETÁCULO. Futebol serve para patriotadas e serve para educar as massas e distraí-las também com assassinatos, punições, noções rasteiras de Justiça e por aí vai.
Neste sentido, recomendo a quem nos cobra uma opinião, que CONSTRUA A SUA PRÓPRIA, com a leitura do livre de Guy Debord, “A Sociedade do Espetáculo”.
Debord nos mostra que esta alienação brutal de ficar sempre VIVENDO A VIDA DO OUTRO, é o fundamento básico da tirania das classes dominantes sobre nós, o populacho.
A Copa do Mundo e, logo depois, quando ela é perdida pelo Brasil, substituída pelo Caso Bruno, é a conseqüência do modo capitalista de organização social que assume novas formas e conteúdos em seu processo dialético de nos submeter ao comando de nossos políticos e, ao mesmo tempo, nos fazer sentir que somos partes da solução dos problemas.
É a eterna luta de classes de que nos falavam Proudhon, Marx, Bakunin e tantos outros, só que, desta vez, num novo cenário: o palco que é a nossa vida.
Por que falar de Bruno, se crimes muito mais horrendos ocorrem a todo instante neste país de m... Somos um genocídio permanente, onde classes dominantes ineptas para a realização de um mínimo de bem comum, se comprazem em nos instigar para nos reproduzirmos e elas assistirem, dando risada, à nossa auto-imolação nas ruas em assassinatos brutais, consumo desenfreado de drogas legais e ilegais, assaltos e roubos, desemprego epidêmico, saúde fragilizada, educação pífia e a eterna sensação de que não temos perspectiva.
Bruno não é nada. É apenas mais um rapazinho idiotizado por uma sociedade esquizofrênica. Nem traços de psicopatia consigo vislumbrar em suas recentes declarações, tampouco em seu passado colocado para nós pela mídia.
A única coisa que vejo é mais um idiota, dos 192 milhões de idiotas, ACREDITANDO no espetáculo do qual faz parte.
Nem precisam me dizer: estou, MESMO, de saco cheio.
Pode não trazer felicidade mas impede muitas infelicidades