domingo, 18 de julho de 2010

Brasil país subdesenvolvido

A foto fala e mostra como são as coisas

Ricardo Líper

Curioso como certos termos deixam de circular por interesses de algumas elites acadêmicas e governamentais. Fica parecendo, a quem olhar superficialmente cidades brasileiras que somos um país, como está vendendo as nossas elites, desenvolvido, com um grande futuro. Engano. Só propaganda enganosa. Costumo chamar países assim de inchados. Capitais estrangeiros e locais investem em tecnologia para obter lucros e daí surge a aparência de desenvolvimento em um "paisote" qualquer. E por que ele não é desenvolvido? Porque desenvolvido é um conceito que envolve uma série de requisitos e não só prédios de janelas de vidros e vias com prédios e shoppings. É preciso ter emprego. Empreeeeeeeeeeeeeeeeeeegooooooooooooooooo para as pessoas. Fácil de conseguir. É preciso muitas empresas pequenas em atividade e empregando gente. É preciso se ter segurança ao sair nas ruas e ter uma pequena casa comercial sem ser assaltado. É preciso ter atendimento médico correto e sensato. É preciso ter escolas que prestem e professores bem remunerados. Agora, sem nada disso é subdesenvolvido mesmo. Inchado. Predinhos e bugigangas tecnológicas nunca foram desenvolvimento. Estatísticas do governo sobre sucessos econômicos muito menos. Saiba distinguir inchaço de saúde.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bruno: apenas mais um idiota brasileiro


Bruno é apenas mais um idiota que acredita que futebol é, como a política, passaporte para a impunidade. Na maioria das vezes, é mesmo.

tony PachecO


Alguns amigos que seguem este blog perguntam porque ainda não nos debruçamos sobre O Caso Bruno (ou O Ocaso de Bruno).

Não sei Alex e Ricardo, mas eu encaro este caso apenas como mais um ESPETÁCULO de nossa sociedade capitalista indigente. E por que indigente? Porque enquanto o capitalismo americano usa Hollywood para entreter as massas e o capitalismo chinês usa suas obras faraônicas para o mesmo intento, o capitalismo brasileiro, pobre, esquálido e sem muita imaginação, usa, num dia, o futebol para unir o populacho em torno de um objetivo patriótico (a Copa esteve aí, ocupando a mente das massas ignorantes durante meses) e no outro dia, usa um jogador do mesmo futebol para recriar o mundo de Mani, com seu Bem e o seu Mal estritamente delimitados.

Quer dizer, é tudo ESPETÁCULO. Futebol serve para patriotadas e serve para educar as massas e distraí-las também com assassinatos, punições, noções rasteiras de Justiça e por aí vai.

Neste sentido, recomendo a quem nos cobra uma opinião, que CONSTRUA A SUA PRÓPRIA, com a leitura do livre de Guy Debord, “A Sociedade do Espetáculo”.

Debord nos mostra que esta alienação brutal de ficar sempre VIVENDO A VIDA DO OUTRO, é o fundamento básico da tirania das classes dominantes sobre nós, o populacho.

A Copa do Mundo e, logo depois, quando ela é perdida pelo Brasil, substituída pelo Caso Bruno, é a conseqüência do modo capitalista de organização social que assume novas formas e conteúdos em seu processo dialético de nos submeter ao comando de nossos políticos e, ao mesmo tempo, nos fazer sentir que somos partes da solução dos problemas.

É a eterna luta de classes de que nos falavam Proudhon, Marx, Bakunin e tantos outros, só que, desta vez, num novo cenário: o palco que é a nossa vida.

Por que falar de Bruno, se crimes muito mais horrendos ocorrem a todo instante neste país de m... Somos um genocídio permanente, onde classes dominantes ineptas para a realização de um mínimo de bem comum, se comprazem em nos instigar para nos reproduzirmos e elas assistirem, dando risada, à nossa auto-imolação nas ruas em assassinatos brutais, consumo desenfreado de drogas legais e ilegais, assaltos e roubos, desemprego epidêmico, saúde fragilizada, educação pífia e a eterna sensação de que não temos perspectiva.

Bruno não é nada. É apenas mais um rapazinho idiotizado por uma sociedade esquizofrênica. Nem traços de psicopatia consigo vislumbrar em suas recentes declarações, tampouco em seu passado colocado para nós pela mídia.

A única coisa que vejo é mais um idiota, dos 192 milhões de idiotas, ACREDITANDO no espetáculo do qual faz parte.

Nem precisam me dizer: estou, MESMO, de saco cheio.

domingo, 11 de julho de 2010

O Irã está evoluindo, senhores!

Alex Ferraz

A Anistia Internacional (AI), sempre chata e radical e que vive procurando arbitrariedades nos governos, imiscuindo-se nos assuntos internos de países, pediu no último dia 9 às autoridades iranianas que não executem "por nenhum método" Sakineh Mohammadi Ashtiani, culpada de adultério. Essa tal de Anistia é mesmo radical: o sensato governo do Irã, parceiro do nosso País (via governo e empresários brasileiros), já havia revogado, ainda que "a princípio", a condenação à morte por apedrejamento da maldita mulher que ousou trair o marido.
Intransigente, a Anistia insistiu e recebeu ponderada resposta da agência oficial Irna, do sábio governo iraniano, dando conta de que a pena de apedrejamento de Ashtiani está sendo revisada pela Justiça. De acordo com Mohammad Javad Larijani, chefe do Escritório de Direitos Humanos (!) do Departamento iraniano,
"ela (a excomungada adúltera, digo eu) foi condenada a setenta chibatadas por um tribunal e apedrejamento por outro, mas o veredicto está sendo revisado". Que alívio! O bondoso senhor dos "direitos humanos" no Irã afirmou ainda que a pena de apedrejamento existe na lei, mas que os juízes a usam apenas "de vez em quando."
Preocupada com a repercussão internacional do caso, graças ao radicalismo dessa tal Anistia Internacional, a embaixada iraniana em Londres anunciou, na última quinta-feira, que Ashtiani, de 43 anos, não ia ser apedrejada, castigo ao qual foi sentenciada por ter tido, supostamente, uma relação extraconjugal.
Por sua vez, a Anistia, em comunicado, afirma que, embora tenha sido retirada sua condenação por apedrejamento, que foi ratificada pela Corte Suprema do Irã em maio de 2007, ainda é possível que a vítima, que se declara inocente, seja enforcada.
Bem, acho que a Anistia é mesmo muito radical. Afinal, o governo do Irã, através da sua Justiça, já mostrou que está evoluindo e é provável, até, que troque o apedrejamento de adúlteras pelo método mais humano de execução que é o enforcamento. Esse pessoal da AI fala demais, vai ver que estão querendo prejudicar a imagem do Irã. Devem estar a serviço de obscuras forças capitalistas, que não querem que um país tão civilizado tenha sua bomba atômica e domine parte do mundo. Pois eu estou tão feliz com a evolução iraniana que penso até em me mudar para lá...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Cartórios torturam a população

Alex Ferraz

Vejo na TV mais uma das inúmeras denúncias sobre a absurda e medieval tortura a que são submetidas as pessoas que precisam de serviços cartoriais em Salvador. Perde-se, literalmente, um dia inteiro para um simples reconhecimento de firma, pois há cartórios que distribuem fichas pela manhã (e o cidadão tem que chegar de madrugada na fila!) para atendimento a partir do meio-dia.
Esta uma situação que dura décadas e já gerou, inclusive, toda uma indústria, por assim dizer, de serviços cartoriais. Por exemplo, há empresas que realizam os serviços de reconhecimento de firma cobrando R$ 15 por cada trabalho, contra os R$ 1,25 cobrados no cartório. Ou seja, multiplicam o custo por MAIS DE DEZ. Aliás, a burocracia existe exatamente para render muito dinheiro aos que sabem os “caminhos” para se livrar dela e talvez por isso seja uma instituição eterna.
O Tribunal de Justiça da Bahia limita-se aos discursos de sempre, dizendo que vai fiscalizar e obrigar (sic) os cartórios a realizarem um atendimento mais civilizado. E afirma que nada pode fazer em relação aos agiotas da burocracia, que cobram os olhos da cara para que as pessoas evitem a tortura.Na Assembleia Legislativa da Bahia, cochila o projeto de privatização dos cartórios, que é visto como uma solução (é ver para crer!) pela maioria. Por trás de tudo isso, um ciclópico jogo de interesses vai conduzindo a situação, enquanto, repito, muitos ganham muitíssimo dinheiro, fácil, às custas do sofrimento de um povo que parece ter nascido para ser sacrificado.
Não há como explicar tanta demora para dar uma solução a este problema senão através dos interesses mesquinhos, muitas vezes escusos, que estão por trás de tanta burocracia. Lamentável é ver, ainda que indiretamente, a própria Justiça enredada numa situação deste calibre, algo que só faz acirrar a imagem nada simpática que a instituição tem neste País.

Aliás, o reconhecimento de firma, por si só, já é uma aberração. O Brasil é um dos pouquíssimos países que adotam este tipo de burocracia. Na maioria das nações civilizadas, a simples assinatura é suficiente.

Mas vou e volto: com a esperteza vulgar que costuma reger as atitudes em nossa sociedade, dos mais pobres aos tubarões, talvez seja mesmo necessário um monte de garantias, além da palavra e da assinatura.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Capitalismo Existe.

Pode não trazer felicidade mas impede muitas infelicidades

Ricardo Líper
Estou convencido que nas sociedades burguesas e capitalistas, sim esses nomes não são ultrapassados não, o que rege tudo é o dinheiro. As nossas sociedades são capitalistas. Em resumo ou você tem dinheiro ou você se fode. Termina debaixo da ponte e será mais massacrado do que qualquer pessoa em um campo de concentração também pelas pessoas como nós, de bem. A única coisa importante na sociedade capitalista é dinheiro. O resto é hipocrisia. Quem não o tem será abandonado e entregue aos lobos nas ruas. O dinheiro é o abre te sésamo. A varinha de condão. A mágica. E todo mundo adora dinheiro. Sim, um verdadeiro socialismo iria dar apoio a todos e minimizar isso. Mas os socialistas não resolveram o problema do poder político dentro do socialismo. Estabeleceram ditaduras ridículas e sanguinárias e perderam o poder. Marx seguiu Hegel, que era idiota, em relação ao que era o poder do Estado, e ferrou teoricarmente o impulso liberdator do socialismo da época. Intelectuais e acadêmicos, a grande maioria malucos e equivocados, sempre em tudo, ficaram com cara de besta e, só muito tardiamente, tiveram raiva do socialismo, uma raiva muito radical de menino que o sorvete caiu no chão antes de lambê-lo. e aí emburradinho e com beicinho não quer mais que o pai compre sorvete para ele. Daí hoje estarem dando ênfase ao estudo de pensamentos estranhos como a fenomenologia e autores antes tidos como idealistas e burgueses o que é verdade. Daí, deixe de hipocrisia ,e corra atrás do dinheiro senão, como diziam as professorinhas, psicologozinhos, orientadoras educacionais, se lembram do S.O.E.? Você será um desajustado. O negócio é dinheiro. Os judeus sabem disso e estão corretíssimos, só nisso, a ideologia judaica é a anti-câmara do fascismo. Digo judeu que segue o judaismo, viu debil mental, aprenda a interpretar o que ler ou ler o significado da frase corretamente e não só o que sua vã cabecinha quer para esculhambar os outros. O ser humano que nasceu em Israel, filho de judeus, que pode se tornar ou não judeu, isto é, seguidor do judaísmo, não é judeu de fato, como você que, por idiotia, segue os preceitos do Torá sem nem saber o que está seguindo. Você aqui nessa merda é judeu e ele não. Pois é meu fiiiiiiiiiiiiiilho, vê se usa sua cabeça além de suporte de chapeu.

domingo, 4 de julho de 2010

Lapsos de memória dos coleguinhas

tony pacheCo

Pego carona no post de Alex Ferraz e lembro algumas coisinhas que os coleguinhas, estrategicamente, "esqueceram":

A primeira e mais terrível baboseira dos coleguinhas jornalistas especializados em futebol (sim, porque não são especialistas em esportes lato sensu, só entendem de futebol, e olhe lá...), é ficar repetindo que a Copa FIFA é "O MAIOR EVENTO ESPORTIVO DO MUNDO".
Não, não é, nem de longe.
Na África do Sul foram 32 seleções e mais ou menos 740 jogadores.
Para se ter uma idéia por baixo, as Olimpíadas de Pequim 2008 tiveram 31 esportes e 302 eventos (165 para homens, 127 para mulheres e 10 mistos) e mais de 10 mil atletas de 204 países.
A quem servem, portanto, os coleguinhas que insistem em passar informações erradas que glorificam um esporte que é tão limitado como o futebol?

Esportes nacionais

O que ninguém diz também é que na África do Sul os esportes populares são o rúgby e o cricket, vindo o futebol em terceiro lugar.
E países que fazem parte desta Copa 2010 nem tem o futebol como esporte nacional, que é o caso da Austrália, Coréia do Sul, Estados Unidos e Japão, por exemplo.
A imprensa amestrada desinforma ao, nem de longe, citar que o futebol é apenas um esporte simplório e, por isso, facilmente massificante e, por isso mesmo, o preferido pelas classes dominantes de vários países para distrair a atenção do populacho dos seus verdadeiros problemas.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Casseta & Planeta, urgentíssimo!

Alex Ferraz

Além de ser um desfile de cachecois e casacos fashion, a transmissão pela TV da Copa do Mundo 2010 tem me impressionado pela repetição de observações absolutamente óbvias e desnecessárias, como as que dizem respeito ao clima, por exemplo. Reparem que praticamente todos os jornalistas que falam de lá fazem questão de assinalar que está fazendo frio, que as temperaturas são baixíssimas (sic) etc. Claro! Estamos em pleno Inverno no Hemisfério Sul (a metade do planeta que fica abaixo da Linha do Equador) e a África do Sul, que, como o nome já diz, fica no extremo Sul da África, quase na mesma latitude do nosso Rio Grande do Sul, tem, então, temperaturas baixas, tão baixas ou às vezes nem tanto quanto as registradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, até mesmo na capital paulista (onde já peguei seis graus!) e, para chegarmos ainda mais próximos, equivalentes às de algumas cidades baianas como Piatã, na Chapada Diamantina, onde a temperatura chega a zero grau facilmente, no auge do Inverno. Então, senhores, espantoso seria registrar 12 graus em Teresina ou no Saara durante o dia (porque deserto, à noite, é frio paca).Outra coisa de tabaréu é ficar chamando a atenção, todo o tempo, para o fato de lá ser noite quando aqui ainda é dia. Ora, ora. Isso acontece desde que o planeta Terra, oriundo da fusão da massa de poeira cósmica que orbitava o Sol há cerca de cinco bilhões de anos, passou a girar sistematicamente em torno do seu próprio eixo. Giramos a 1.600 km/h e a cada momento partes são expostas ao Sol (dia) e outras vão entrando na escuridão (noite), eternamente (queremos crer) no sentido Oeste/Leste. Portanto, não me espanta que aqui seja meio-dia e no Japão seja meia-noite, já entrando no dia seguinte.Olha, gente, acho que nem o saudoso Bussunda, se vivo fosse (como gostam de dizer os jornais), proporcionaria situações tão risíveis como esta cobertura da Copa. Na verdade, o que me parece é que, considerando toda a população brasileira como oligofrênica (ainda que certa parte o seja, de verdade, como de resto acontece em todo o mundo), os coleguinhas que estão na África mostram o clima e o fuso horário para nós como os primeiros portugueses que aqui chegaram faziam com os índios, ao lhes darem espelhos de presente. Ah, galera, ninguém merece!