segunda-feira, 31 de maio de 2010

Madame Beatriz trabalha pro McDonalds?



Madame Beatriz? Quem mora em Salvador sabe quem é: vidente que há alguns anos mandava pregar nos postes da cidade um anúncio tosquíssimo prometendo revelar, a preço módico, "passado, presente e futuro". De tão tosca virou "cult" e devia já ser verbete em enciclopédia baiana ou, pelo menos, no "Dicionário de Baianês" do Lariú.
Por outro lado, embora eu não entenda lhufas de futebol, tenho amigos jogadores profissionais e um deles andando no Dique do Tororó, ontem, encontrou-me em frente ao novo "outdoor" do McDonalds e estavam lá os primeiros sanduíches com "sabores da Copa". Foi bater o olho na peça publicitária e ele exclamou: "Porra, Tony, Madame Beatriz tá trabalhando no McDonalds... A gente que é profissional da área sabe que esta aí é, exatamente, a ordem dos campeões nesta Copa. A Espanha será campeã depois de derrotar a Argentina na final e o Brasil vai disputar com a França o terceiro lugar, mas, como vai perder, ficará em quarto lugar."
E nada mais digo e nem me foi perguntado...

toNy pacHeco

domingo, 30 de maio de 2010

Vou cancelar minha assinatura de VEJA

tony pachecO

Recebo... Ah! Tudo bem, recebo a assinatura semanal de Veja, neste domingo, e vejo uma matéria sobre o delegado Clayton, assassinado covardemente (lealmente, seria em duelo com um destes vendedores de cocaína...) por traficantes e Veja SANCIONANDO a versão oficial de que FOI APENAS UM ASSALTO.
Veja é uma revista capitalista, neoliberal, com capital sulafricano e sabe-se lá mais de onde, da qual sou assinante porque TINHA uma corpo de repórteres guerreiros. Mas, pelo visto, entrou NA ERA DA CONTENÇÃO DE CUSTOS, de REENGENHARIA, e, aí, resolveu publicar o RELEASE DA SECRETARIA DE SEGURANÇA DO ESTADO DA BAHIA.
Eu, que sou assinante HÁ TROCENTOS ANOS, fiquei indignado ao ler que o delegado Clayton foi assassinado por LADRÕES COMUNS.
Isto é, VEJA, economizando o dinheiro fácil de 96 reais pela Webjet (que revistinha pobreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee, esta que eu assino), em vez de mandar um repórter vir a Salvador, verificar o que ocorreu, preferiu nos tratar como SUBMUNDO, e REPRODUZIU o release da SSP (se é que não houve outras coisas...), e colocou a VERSÃO do simples assalto. Versão que a família do HONRADO DELEGADO CLAYTON não aceita. Que o Sindicato dos Policiais Civis NÃO ACEITA. E que nenhum cidadão de bem ds Bahia aceita.
Que coisa feia, "dona Veja"! Uma revista que ganhou CONFIABILIDADE por enfrentar a ditadura militar, para economizar 190 reais, não mandou um repórter à Bahia para ver o que está, REALMENTE ACONTECENDO.
Que coisa feia!
Parem de criticar Lula! PAREM de criticar Dilma! Vocês já não são aquela revista da qual nos orgulhávamos!
Que coisa feia!
É por que a Bahia é um lugar MENOR, no entendimento LIMITADO de vocês?
Mandem um repórter aqui, "dona Veja", e a senhora verá que o buraco é MAIS EMBAIXO.
Quando terminar a minha assinatura atual vou cancelar e vou fazer propaganda contra vocês.
Como jornalista, estou injuriado!

sábado, 29 de maio de 2010

A pesada barra da Barra

Alex Ferraz

Transcrevo a seguir, na íntegra, e-mail de meu assíduo colaborador na coluna Em tempo (Tribuna da Bahia), Reinhard Lackinger,comerciante e morador da Barra há décadas, amante da Salvador que todos nós gostaríamos que ainda existisse:


"Salvador pode muito mais




Trocando em miúdos o que venho dizendo há dúzia e meia de e-mails:

Os nossos governantes entregaram o pedaço mais lindo da face da terra
a uma corja de espertalhões em troca de migalhas!
Entregaram Barra e Ondina para a "muvucocracia" tomar conta!
Foi a "muvucocracia" que transformou a festa leve e frívola do Carnaval
nesse inferno que temos hoje!

Quem ainda não entendeu isso, que abra os olhos durante o São João!
Vão desvirtuar a festa junina da mesma forma como fizeram com o
Carnaval!
Os estrondos já não virão dos fogos de artifício, dos adrianinos e sim
dos trios elétricos, do som armado em imensos palcos e de tudo que é
axé-music!

Entendo que armar um palco no Farol da Barra e no Porto da Barra,
e ainda fazer passar "trocentos" trios elétricos pela nossa linda orla, seja
menos trabalhoso do que cuidar de um turismo sério. De um turismo
de eventos, de um turismo náutico...
Coisas que envolvem uma boa rede de hotéis bons para turista bom
e de bolso cheio.
Para turista de muvuca, qualquer pousadazinha armengada serve.
Para turista sexual, qualquer puteiro serve.

O meu problema é que não consigo aceitar que a Barra nem a Ondina
sirvam apenas para fins tão baratos!
O meu problema é que não consigo conceber Barra e Ondina, os lugares
mais lindos do mundo, como mero cenário para as aventuras sexuais de
turistas podres por dentro e por fora e muvuqueiros!

Muvuca é que nem erva daninha!
Onde há muvuca, há trânsito caótico, som excessivamente amplificado,
lixo acumulado, fedor de urina e todo tipo de desordem.
Coisas que não combinam com um turismo de qualidade!
Coisas que afastam turistas bons de bolso cheio.

Turismo de muvuca não dá divisas, dá dor de cabeça para moradores e
comerciantes de Barra e de Ondina.
Muvuca só dá dinheiro para os trios, os blocos e mais meia dúzia de
espertalhões, além de seus sócios dentro e fora do governo.

Fiquemos de olho no quê os muvucocratas aprontarão durante esse
São João!

E tenho dito

Reinhard Lackinger "

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dois exemplos de jornalismo na veia

TonY PacheCO

Nós, jornalistas, temos um defeito profissional terrível: gostamos mais de bom jornalismo do que de dinheiro. Por isso, poucos de nós consegue ter uma velhice tranquila.
Mas, efetivamente, o bom jornalismo dá um prazer tão grande, tão inebriante, que parece jovem depois de cheirar uma fileira de cocaína: diante do bom jornalismo, o jornalista se sente poderoso, saudavelmente poderoso, sabendo que pode interferir na realidade, ao contrário da coca, onde se sente poderoso, mas depois vem uma ressaca e, muito rapidamente, a morte.
Mas, deixemos de nariz de cera: hoje, sexta-feira, 28 de maio de 2010, a “Tribuna da Bahia” deu um show de jornalismo em toda a midia baiana. Estampou na capa a manchete "E foi só um assalto?”, sobre a investigação-relâmpago sobre o assassinato do delegado Clayton Leão, um policial civil honrado que combatia os traficantes de drogas da área de Camaçari e que foi assassinado friamente e a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia concluiu, para enterrar o morto bem fundo, numa cova de 10 quilômetros de profundidade, que foi “um assalto”. Um simples assalto, onde os vagabundos chegaram ao requinte de queimar o carro que usaram para assaltar. Que assaltantes sofisticados para um simples roubo. Huuuuuuuummmmmmmmmm!!!

A “Tribuna” deu um banho ao indagar o óbvio que TODO MUNDO SE PERGUNTOU: ora, um delegado honesto que investiga e manda prender traficantes ser assaltado por uma quadrilha organizada na deserta Estrada da Cascalheira só para roubar o casal que estava num EcoSport? E a Polícia, em greve, chegar à “solução” do crime em algumas horas, depois que sabemos que 90% dos assaltos, roubos e assassinatos na Bahia não chegam aos criminosos e este, em menos de 24 horas, teve todo mundo preso e já “sabe” os motivos? E melhor, a TV, dirigida à população culta, rica e atenta da Bahia, dando os parabéns pela rapidez da ação...

Que lindo! Depois de CSI Las Vegas, CSI Miami e CSI Nova York, temos o CSI Bahia? Mais veloz que a elucidação de crimes dos investigadores da TV americana?

Parabéns, “Tribuna”, isto é jornalismo. Levantou a lebre.

Agora, a sociedade faça o resto.


E parabéns, “Correio”!

Passou batido pela mídia amestrada, mas a mais jornalística notícia de quinta-feira na imprensa baiana foi a dedicação de duas páginas à Pesquisa Mercer, que levantou as Melhores Cidades do Mundo em Qualidade de Vida.

O Brasil, Um País de Todos, só teve três cidades citadas: Brasília, centésimo quarto lugar (sic). São Paulo, em centésimo decimo sexto lugar (sic) e Rio de Janeiro, em centésimo décimo sétimo lugar (sic). Pior, mesmo, é saber, pelo "Correio", que economias menores do que a nossa tem cidades melhores que as brasileiras, como as canadenses Vancouver, Québec, Montréal. Ou a chilena Santiago.

Quer dizer, o Brasil, depois do governo Fernando Henrique/PSDB e do governo Lula/PT, após 16 anos, pulamos da condição de economia subdesenvolvida para a de oitava maior economia do mundo.

Mas a VIDA DAS PESSOAS, que é o que INTERESSA, piorou. Pois temos as cidades piores do mundo pra se viver.

A riqueza está crescendo. Sim, está. Mas em condomínios fechados para meia-dúzia de pessoas que vivem num Castelo de Versalhes, como Luís XVI e Maria Antonieta. Esquecem que a Queda da Bastilha, sempre demora, mas sempre vem...

Nossas cidades são feias, pobres, favelizadas, sem conforto, sem segurança, sem saneamento básico de qualidade, com vias destruídas, sem lazer de qualidade, enfim, cidades tristes.

Como diria meu amigo Clécio Max: o ser humano tem 200 opções de país para nascer. Nascer justamente no Brasil, é um azar desgraçado.

A matéria do “Correio” é jornalismo na veia, como diria um dos meus mestres, José Curvello.

Dá alegria de ler.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ao arrepio da lei

Alex Ferraz

Primeiro, devo dizer que ouvi a expressão que serve de título, não me lembro onde, e achei incrível!

Lula deu o start e Serra foi atrás. Ao lixo com o Tribunal Superior Eleitoral e suas leis. Depois de ver o presidente da República fazer piadinhas e desdenhar, em público, da legislação eleitoral, burlando-a solenemente em comícios e programas de TV para incutir no povo que Dilma é ele de saias (credo!), a galera de Serra resolveu fazer o mesmo e declarou isso publicamente, hoje, dia 26 de maio de 2010. Por mim, que se lasquem. Mas se formos encarar formalmente, é terrível o desdém que os petistas têm pelas leis do País, como já tinha sido demonstrado em episódios de enfrentamento da legislação ambiental, sob a alegação de que tais leis "impedem o progresso deste país".

Na verdade, do alto de sua popularidade inegável, o presidente Lula resolveu debochar de todas as críticas, de todas as leis, de todos os princípios, porque sabe que o povaréu que o apoia cegamente é do mais autêntico estilo Gerson, ou seja, gosta de levar (ou ver alguém levar) vantagem em tudo. E acaba só vendo...

Lamentável este culto à ignorância e o desafio aos mais comezinhos princípios éticos.

Poderiam os leitores questionar: "Ora, anarquista defendo leis?!" E serão o presidente Lula e o candidato José Serra, agora o mais novo desafiador do, pelo visto, inútil TSE, anarquistas?

Quanto a mim, repito, que se lasquem.

Aliás, desafio a legislação eleitoral desde 1986, a última vez em que votei. Foi quando ajudei a eleger Walidr Pires e deu no que deu. Daí em diante, faço questão de beber algumas cervejinhas bem geladas em dia de eleição, se possível olhando para a fila de pobres coitados crédulos na minha seção eleitoral. Pago multa, como Serra e Lula dizem que farão agora neste horário eleitoral pré-pago, mas fico com minha consciência tranquila.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Assédio Moral Institucional

Ricardo Líper

O que é: quando uma empresa, uma repartição pública, uma instituição qualquer resolve estabelecer regras absurdas, prazos fora de qualquer limite, tratando-nos como cachorros, com arrogância, intolerância e fascismo. Isso é Assédio Moral Institucional. Devia ter lei para punir, prender e multar o funcionário, empresa ou qualquer instituição que assim proceda. Mas não tem. Dois fatos: uma fonte pagadora do Estado da Bahia errou e colocou na malha fina da receita federal algumas pessoas. Só ela tem a senha para resolver e tirar a emissão do CNPJ falso. Demora. Não faz. Só fará quando bem o quiser. Um hospital, dessa cidade sem lei e sem alma, pede 15 dias úteis para poder dar uma atestado de uma pessoa que fez um procedimento cirúrgico e acha natural um prazo desses. Bem, essas e outras são porque acho que vivemos no desgoverno ou um governo maléfico herdeiro de outros que tiveram por aqui. Não tenho a menor esperança de isso vir a mudar em época nenhuma. Esse nosso país não tem jeito.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O nome da desgraça é COELBA - II

tony PACHeco


Na Coelba é assim: HD de computador só serve para fazer churrasqueira.

Quem acompanha o blog viu, há cerca de um ano, eu descrevendo aqui a incrível indiferença da Coelba com seus clientes ao colocar uma tala de madeira velha num poste de ferro podre que se quebrou em dois no Boulevard Suisso.
É uma empresa patética.
Hoje à tarde, eu conversava com Alex Ferraz (ele deve colocar o teor de nossa conversa na excelente coluna dele na "Tribuna", a coluna "Em Tempo") sobre o "non sense" absoluto que é o site da Coelba na rede mundial de computadores.
Você vai e acessa www.coelba.com.br e vai tentando as opções.
Primeiro, fui a SEGUNDA VIA, para saber se tinha alguma conta em aberto, pavor a que todos os brasileiros estão submetidos hoje em dia, pois somos meros pagadores de contas e não mais cidadãos. Mas isso é assunto filosófico para outro momento... A opção segunda via tem só um aviso "INDISPONÍVEL". Isso, há uma semana.
Segundo, fui à opção PAGAMENTO ON LINE, como faço desde quinta passada. Cliquei e veio o aviso: "INDISPONÍVEL".
Terceiro, tentei o FALE CONOSCO, para comunicar à empresa o trambolho inútil em que seu site se tornou. E o link deu, como era previsível, "INDISPONÍVEL" também.
É este o legado do governo neoliberal de Fernando Henrique aos brasileiros. As empresas estatais de energia pelo menos tinham a consideração de falar conosco. Esta mixórdia de sócios que envolve fundo de pensões de estatais e investidores estrangeiros e gente de todo lugar do mundo, dá nisso.

A Coelba está cagando e andando para os baianos e nós não temos opção. É Coelba ou a escuridão. Estamos fudi...