
A posição que os postes da Coelba mais gostam de ficar: em cima de carros ou pessoas. Também, poste de ferro velho em cidade marítima é oligofrenia pura.
tonY Pacheco
Participei deste pequeno inferno sofrido por Líper e descrito abaixo. Perdi o estoque de alimentos que estava na geladeira e fui um dos idiotas que ligou para a espanholíssima Coelba.
Ao ligar para a Coelba, às 13:30, para comunicar que dois postes estavam podres (um partiu ao meio e o outro ainda vai partir, com certeza) em nossa rua, uma atendente de call center, sem nenhum comprometimento com os interesses dos palhaços que pagam contas astronômicas de luz, exigiu uma série de informações, como se eu tivesse querendo algum favor e não estivesse denunciando que um poste da Coelba podia matar uma criança ou um idoso ao desabar.
É patético, é ridículo ter uma multinacional com sede em Madrid cuidando dos postes de nossas ruas aqui no Fim do Mundo.
Na maioria dos estados dos EUA fornecimento de energia, água e infraestrutura em geral são campos vedados a empresas estrangeiras. E isso na sede do capitalismo mundial. Aqui, no Fim do Mundo, Fernando Henrique entregou toda a infraestrutura a estrangeiros sem nenhum compromisso com os brasileiros e Lula manteve a bandalheira do mesmo jeito.
Mas voltemos. A Coelba apareceu através de uma terceirizada, o que é proibido por lei, pois se a ATIVIDADE FIM da Coelba é distribuir energia, ela não podia entregar, de acordo com as leis do Brasil, a manutenção de seus postes e fiação a terceirizados. Mas aqui é o faroeste do Fim do Mundo. Tudo pode.
E a terceirizada não substituiu o poste de ferro todo enferrujado e partido ao meio e nem tampouco o outro poste prestes a cair. Colocou um talude no poste, como se fosse uma perna quebrada tratada na ortopedia e deixou lá, até a próxima chuva.
Se fosse na Espanha e uma empresa brasileira fizesse isso, os espanhóis, que são homens de verdade, botavam a sede de nossa empresa para explodir nos ares, pois eles explodem a si mesmos por minuto, quanto mais a estrangeiros que os sacaneiam...
Mas, como somos um bando de putas (eu, inclusive), vou aguardar até o poste cair em cima da minha cabeça ou de algum vizinho.