terça-feira, 30 de junho de 2009

MENTIRA, MENTIRA, MENTIRA!

A FARSA DA REDUÇÃO DO IPI


Este carrinho é vendido aos mexicanos por R$33 mil. Como Lula renuncia ao imposto de importação, mesmo com os outros impostos, deveria chegar para nós brasileiros por R$42 mil, mas é vendido pela Volks a R$63 mil. Pode senhores deputados? Pode senhores senadores? Renúncia fiscal no Brasil é para enriquecer montadora estrangeira e prejudicar as camadas populares e a classe média.

toNy paCHecO

O brasileiro paga os preços mais altos por automóveis em todo o mundo. O México, por exemplo, vende o carro Ford Fusion aos seus cidadãos por R$38.631. Você não está “viajando” não internauta. O Fusion é vendido no México a R$38.631. Desde 2006, ele é importado pelo Brasil, mas o governo Lula/PT fez um acordo com os mexicanos e não cobra os 35% de Imposto de Importação. Com a logística de transporte, o marketing, ICMS, IPI, PIS, Pasep, Cofins e a “adaptação” à nossa gasolina batizada de álcool pela Petrobras, além do lucro da montadora, o Fusion deveria custar para o brasileiro R$48.651. Mas chega por aqui a R$84.000.
O governo brasileiro criou o paraíso de otários para as montadoras mexicanas, pois deixa de recolher 35% de imposto, mas as montadoras não repassam isso para os consumidores brasileiros. A Volks vende o New Beetle por R$33.620 aos mexicanos e, aí, manda ele para o Brasil, sem impostos, e com seu lucro e as despesas daqui, teria que vendê-lo a R$42.318 para nós. Mas vende por R$63.140. E a Honda vende o CRV aos mexicanos por R$41.072 e aos brasileiros por R$94.500, quando deveria chegar aqui por R$51.698.
O mesmo acontece com a gasolina, da qual somos autossuficientes, mas que a Petrobras, para pagar mais de R$70 mil por mês a D. Dilma e outros “conselheiros”, tem que nos atochar na bomba.
Mas o mais cruel está acontecendo com a tal queda do IPI para veículos de 1.000 cilindradas (os famosos Um ponto Zero), que foi de 7% para 0%. Para os modelos médios, o imposto caiu de 13% para 6,5% para motor a gasolina e de 11% para 5,5% no caso dos modelos a álcool ou bicombustíveis. Para os veículos off road, o IPI caiu de 15% para 7,5%.

O desafio d’Os Inimigos

O desafio do blog é, encontre em Salvador um Fiat Mille 3 portas 1.0 Flex com o desconto de 7% do IPI: o carro, a preço de tabela, quando o governo resolveu reduzir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) era de R$21.754, menos os 7% do IPI aos quais o governo federal renunciou, isto é, menos R$1.522, o carro teria que ser encontrado nas concessionárias a R$20.232.
Tente encontrar na Bahia o Mille 3 portas a este preço é o nosso desafio.
O Volkswagen Gol 1.0 Flex 3 portas era, na tabela (com o IPI de 7%), R$25.300. Com a redução de R$1.771, o Gol deveria estar sendo encontrado na Bahia a R$23.529.
Tente encontrar na Bahia o Gol 3 portas a este preço.
O Chevrolet Celta1.0 Flex Life 3 portas tinha o preço de tabela de R$24.963. Menos o IPI (R$1.743), deveria ficar em R$23.220.
Tente encontrar na Bahia o Celta a este preço.
O Ford Fiesta 1.0 Flex 4 portas era R$29.750 na tabela. Sem o IPI (R$2.079), deveria custar R$27.671.
Tente encontrar o Ford Fiesta a este preço.

Os carros de classe média

Quando o governo resolveu reduzir o IPI dos carros da classe média em 50%, a alíquota passou de 13% (para os movidos a gasolina) para 6,5%.
Assim, o Novo Ford Focus GLX automático sedan 2.0, que tinha o preço de tabela de R$60.685, teria que ser vendido a R$56.741, graças à redução do IPI de 6,5% (R$3.944). Mas, sabe por quanto você encontra este Focus “com IPI reduzido”? Rará! Por R$62 mil. É incrível! A Ford aumentou o carro em vez de diminuir.
E o Honda Civic? Na tabela, estava a R$64.365. Com a “redução” de 6,5% do IPI (R$4.183), deveria ir para R$60.182. Agora, tente comprar um Civic LXS Flex por este preço...
Já o Fiat Linea 1.9 LX Dualogic Flex tinha preço de tabela de R$56.800. Com o IPI “menor”, o desconto seria de R$3.692, reduzindo o preço ao consumidor para R$53.108. Se você achar este Linea por este preço (que é o que o governo Lula pensava que ia ser, com a renúncia fiscal de 6,5% dos 13% do IPI), você ganha uma viagem à Disneylândia...
Aliás, a Fiat é que está abusando mais da redução do IPI. O modelo Stilo Dualogic, que vai sair de linha já já, chegou a ser vendido em dezembro passado por R$52.500. Aí, o governo renunciou a 6,5% do IPI e pensou-se que o carro iria para R$49.088. Mas, em vez disso, a Fiat pintou de preto o seu carro de design antigo, colocou umas perfumarias e está vendendo o mesmo com o nome de Blackmotion por nada mais nada menos que R$65.900.
Só sendo muito doido para comprar um carro que está saindo de linha por R$13 mil a mais, sem desconto nenhum do IPI.

Resumo da ópera

As montadoras brasileiras parece que se juntaram às suas concessionárias para lesar o consumidor brasileiro: simplesmente não repassaram o desconto do IPI que o governo Lula providenciou para aquecer o mercado e evitar demissões.
Esta renúncia, que já chega os R$2 bilhões, na verdade, está prejudicando o governo, lesando os interesses das classes populares (pois diminui as verbas para Saúde, Educação, Segurança etc.) e transformando em palhaços os cidadãos de classe média, que estão pagando mais caro por carros que deveriam estar, em média, 6% mais baratos do que em dezembro do ano passado.
Está na hora de o governo acabar com esta farra e revogar, imediatamente, esta redução de IPI.
E nem vou falar aqui do preço das geladeiras, que deveriam estar 10% mais baratas e estão mais caras, em alguns casos, até R$200 mais caras.
Como diz o filósofo Clécio Max, “você só nasce uma vez e nesta única vez nascer no Brasil é azar demais”.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Anônimos também podem comentar

Agora, conseguimos! Hehehehhehehehe. Qualquer um pode comentar em nosso blog. Se identificando ou não. Estávamos procurando isso, porque tem gente que tem muito o que falar, mas não tem coragem. E TEM DIREITO de não se comprometer.
Pronto, agora entra TODO MUNDO. Tenha ou não conta Google.
Conseguimos! Pode nos chamar de gênios e de idiotas. Aqui não tem moderador. Viva a liberdade total, absoluta, sem limites.

A alucinada maneira de ser da humanidade

Presos filipinos dançam em homenagem ao cantor morto

Ricardo Líper

O ser humano já perdeu a capacidade de me surpreender há muito tempo. Sei como é e o que esperar dele. As circunstâncias que Michael Jackson morreu foram dramáticas. Qualquer pessoa que morre à beira de retomar a carreira e de ganhar muito dinheiro com shows com ingressos esgotados nos faz ter muita pena. Além disso, os artistas quando morrem eu lamento muito e já tive oportunidade de dizer isso noutra ocasião. Eles só nos fizeram felizes, ao contrário de muita gente que só nos fez e faz infelizes.
Bem, mas sou radicalmente contra a morte, inclusive a pena de morte. Acho esse um dos absurdos da nossa existência. Mas, o surpreendente foi a repercusão da morte de Michael Jackson. Ele estava esquecido, era malhado por todos que o criticavam por sua aparência, androginia, supostos ataques sexuais a menores. Enfim, o achavam excêntrico demais. Não era de se esperar tamanha euforia no mundo todo diante de sua morte. De repente, discos dele esgotam, prisioneiros reunidos, que possivelmente antes o chamavam de veado, fazem coreografia com suas músicas. Enfim, todos choram, dançam, fazem presepadas. Acho bom, até porque, ele merecia. Mas, nessa festa toda vejo a falta de caráter de todos. Tem gente que gosta de celebridades sejam quem forem. Que fica histérica só de ver todos reverenciarem alguém. Repare: são quase as mesmas pessoas que vão ver o Papa, o presidente do Irã, um cientista famoso qualquer, um escritor, um artista de cinema. É capaz de chegar à histeria em qualquer um desses momentos. Estou convencido que se Deus existe, quando projetou o ser humano estava cochilando ou tinha bebido.

domingo, 28 de junho de 2009

“Viado bom é viado morto?”


Elizabeth Taylor fazia questão de aparecer ao lado de Michael enquanto ele foi caluniado

Liza Minelli e Michael Jackson falavam-se toda semana

TONy pachecO

Bem, pelo que estamos vendo da reação do mundo à morte de Michael Jackson, o homofóbico grito de guerra de José Augusto Berbert no jornal “A Tarde” durante décadas continua válido, pois nunca se viu tanto elogio a um morto que, há pouco, era caluniado.
Sei que este blog é para lutar contra a hipocrisia no mundo, por isso estou levantando este assunto. Mas, sei também, que Freud provou, por a mais b que não existe processo civilizatório sem hipocrisia.
Imagine só uma situação: você dizer ao seu chefe, amanhã, ao chegar ao trabalho, tudo que você pensa sobre ele. Tudo, mesmo. Sem nenhum receio.
E imagine ele dizendo depois tudo que pensa sobre você...
Não existiria convivência humana se não houvesse hipocrisia. Ela só não pode ser é oportunista e sem caráter como esta que estamos assistindo na Internet, na TV, nas rádios e na mídia impressa a respeito do Rei do Pop.
E por que eu digo isso?
Michael Jackson foi vítima de pais de adolescentes picaretas que tentaram vender seus filhos ao ídolo pop. Como ele era um ser angustiado com sua própria personalidade, sua natureza, enfim, foi uma vítima fácil para adolescentes doentes e papais e mamães vendilhões da sexualidade dos filhos.
No momento em que a Justiça americana pegou no pé de Michael Jackson, somente duas pessoas no showbusiness resolveram dizer em alto e bom som que não acreditavam nos papais e mamães picaretas e, sim, acreditavam no homem Michael Jackson, uma pessoa generosa e tímida, talvez o artista mais generoso com as causas dos desafortunados em toda a história do showbusiness.
Elizabeth Taylor, atriz e “monstro sagrado” de Hollywood, e Liza Minelli, atriz e cantora. Só estas duas mulheres de primeiríssima grandeza artística e moral se levantaram, imediatamente, em defesa de Michael Jackson, sem pensar um segundo, sem pensar em conveniências.
Noventa por cento do showbusiness americano voltou-lhe as costas na hora da acusação ridícula que lhe fizeram os papais e mamães comerciantes de adolescentes. Tanto era ridícula que ele venceu todos os processos e foi inocentado. Mas, isso, depois de perder milhões e milhões de dólares com advogados, pois como diz o rapaz da TV, “o sistema é bruto”, mas o sistema judiciário americano é muito mais bruto do que pensa nossa filosofia aqui do Fim do Mundo.
Liz Taylor e Liza Minelli fizeram questão de aparecer em público, a todo momento que Michael permitia, ao lado dele. Em todas as entrevistas em que falavam dele, elas deixavam claro sua admiração pelo artista e pelo homem generoso que ele era.
E o resto? Os rappers americanos, com o idiota racista chamado Eminem à frente, ridicularizaram Michael Jackson, embora todo o hip hop tenha nascido da coragem pioneira de Jackson, o primeiro verdadeiro ídolo pop negro da história do showbusiness, pois venceu a barreira da raça ridicularizando em suas músicas e em seus performáticos clipes, o racismo em todas as latitudes.
Fica, portanto, o meu protesto contra estes idiotas preconceituosos que, enquanto Michael Jackson era vivo, tratavam-no como um “viado maluco” e, agora, que ele está morto, resolveram ver a genialidade deste que foi e será durante muito tempo o rei do pop.
Sem Michael Jackson, 90% do pop mundial talvez hoje continuasse a ser comportadinho, chatinho e sem nenhum brilho. Esta é a real e estes picaretas que agora rendem homenagem a ele, deveriam ter vergonha na cara, pois quando ele mais precisou, não obteve uma palavra sequer de solidariedade.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

IRANIANO ANALISA A REVOLTA NO IRÃ





Um olhar anarquista sobre os protestos no Irã

A entrevista a seguir, realizada pelo portal anarquista espanhol de notícias A Las Barricadas, com apoio de José Antonio Gutiérrez (colaborador de anarkismo.net), foi realizada com Payman Piedar, militante anarquista e exilado iraniano, que participou de numerosas iniciativas libertárias tanto nos Estados Unidos como no Peru. Além disso, foi o editor da revista anarquista Nakhdar, editada em inglês e em farsi (pode se consultar mais sobre sua trajetória política e sua análise geral sobre a situação iraniana na seguinte entrevista realizada pelos companheiros do NEFAC¹). Na entrevista que se segue, tentamos elucidar, em meio às distorções da mídia ocidental e da censura dos meios de comunicação iranianos, as chaves para compreender o que realmente está se passando nestes dias no Irã. Ainda que não estejamos ante uma sublevação de caráter revolucionário, no calor da agitação social sempre crescem as probabilidades de subversão popular.

A LAS BARRICADAS - Se diz que estas são as manifestações mais importantes desde a Revolução de 1979... Você vê alguma continuidade entre estes protestos e aquelas?
Payman Piedar < Sim, é verdade que estas mobilizações ou manifestações são as maiores e mais importantes desde a revolução de 1979. Na realidade, desta forma começou a revolução de 1979.

O Shah, ditador e marionete do imperialismo yankee, cometeu o erro de não aceitar nenhuma crítica a seu poder máximo e o povo, que já estava farto de seu reinado de tantos anos de repressão, por fim se levantou, e lhe mandou ao lixo da história.

E claro que há uma continuidade na revolução, ou melhor, na insurreição de 1979, porque na realidade não houve revolução social, mas uma revolução política, uma mudança do controle político de um regime monárquico a um religioso-teocrático, foi seqüestrada pelos mulahs (sacerdotes), com o Aiatolá Ali Khamenei como chefe máximo, e na realidade iniciou outra era de sistema ditatorial.

Então, o povo anseia e se mata pela liberdade como pelo pão e a água. Especialmente os jovens, já que 65% da sociedade iraniana têm menos de 30 anos e já estão fartos de ser humilhados e reprimidos. Mais ainda, este movimento que já aparece como outra revolução a qual espero que continue nestes momentos, e a continuação da revolução constitucional de 1905 que não chegou a seu fim. A liberdade, ainda assim sendo de tipo burguês e limitada, é algo que a sociedade iraniana não teve até hoje. Olha só, o governo democrático da burguesia nacional do Dr Mosadegh não durou mais de 2 anos, de 1951 a agosto de 1953, porque os yankees e a CIA fizeram seu primeiro experimento com a derrota de seu governo, ainda antes de derrotar a Arbenz na Guatemala, em 1954.

ALB > - De que forma acreditas que as atuais mobilizações possam fazer erodir o regime teocrático?

Payman - A resposta a esta pergunta não é fácil. Tudo depende de até que ponto continuem estas mobilizações. Felizmente a aura, a "dignidade", dos Mulahs, especialmente a de Khamenei, que é o chefe religioso máximo, a continuação de Khamenei, foi fraturada. Já temos escutado o slogan "morte a Khamenei" e ontem queimaram sua imagem nas ruas Zanjan em Teerã. Este sinal é muito importante. Já não existe medo de nada.

Já é quase o momento revolucionário em que "os de baixo já não suportam mais", como dizia Lênin, mas falta um pouco para que "os de cima já não possam governar". Hoje escutei que começou a ruptura entre os altos dirigentes Mulahs em Qom, algo assim como o Vaticano dos xiítas. Uma facção deu a ordem de prisão a filha maior do Aiatolá Rafsanjani, um dos Aiatolás mais poderosos, ricos e corruptos; foi presidente durante 8 anos entre 1989-1997, e no dia seguinte, ou seja hoje, o deixaram livre. Bom, Rafsanjani têm duas posições importantes na hierarquia do poder, uma delas é a de chefe máximo da "Assembléia dos Expertos", que são uns 80, onde têm o poder de eleger ou destituir ao chefe máximo religioso, neste caso Khamenei.

Assim, se os acontecimentos e mobilizações continuarem por uns dias ou semanas mais, é possível que esta assembléia vote a destituição de Khamenei. Quem ficará em seu lugar? Pode ser que ponham um grupo de 8 (já há um rumor sobre esta possibilidade) em lugar de um ditador máximo. Ou, na melhor das hipóteses, pode ser que o movimento não pare até a derrota total do regime teocrático.

Não esqueçam que estamos nesta tessitura porque Khamenei cometeu o erro fatal de aprovar a eleição fraudulenta em seu sermão religioso de sexta-feira passada. Por isso é muito difícil que retroceda ou que o povo aceite sua desculpa. Mas a última palavra ainda não está dita. A burguesia e os chefes religiosos podem chegar a um acordo de costas ao povo e tratar de acalmar a situação. Mas vejo isso difícil.

ALB - Que papel tem jogado os trabalhadores até o momento nestas mobilizações? Há alguma possibilidade de que o protesto se alastre segundo os interesses das classes populares?
Payman - Sem dúvida que dentro destas mobilizações há trabalhadores de diferentes setores: Comércio, Serviços, Autônomo, Informal, Subemprego, marginal e os desempregados. Temos que recordar que existe 25-35% da população que está sem emprego. O setor ausente, por hora, é o setor mais importante, que são o petroleiro e o petroquímico, majoritariamente localizado no sul do país, próximo da zona do Golfo Pérsico. No dia em que eles parem e votem uma greve geral será o momento do êxito da revolução ou, melhor dito, a derrota completa do regime teocrático. Para capitalizar este movimento a favor dos interesses das classes populares, tudo depende de que este setor tão importante entre e tome a iniciativa nesta mobilização.

ALB - Se insiste constantemente na mobilização da oposição, mas certamente os partidários de Ahmadinejad têm se mobilizado em importante número, quem sabe em números maiores que a mesma oposição (o que é por razões óbvias ignorado pela imprensa ocidental), qual é o fator que mobiliza aos partidários do regime do Irã?
Payman - Em primeiro lugar, os partidários do regime de Ahmadinejad não são mais que os da oposição. Na realidade o resultado verdadeiro da votação presidencial foi o seguinte: Mousavi 19 milhões e pouco; Karrobi, outro "reformista" 13 milhões e pouco; Rezaie, do mesmo lado de Ahmadinejad, um pouco "moderado", com 3 milhões e pouco e Ahmadinejad com 5 milhões e pouco dos votos, e os votos anulados foram 1 milhão e meio.

Os partidários de Ahmadinejad majoritariamente vêm dos setores populares, que receberam um abono extra de $50 e sacos de batatas. Também um setor de aposentados que justo uns dias antes da votação receberam um alto reajuste de suas pensões: antes recebiam $200 e agora recebem $600. Não nos esqueçamos que este regime tem uns 3-5 milhões de Jovens Basij, uma milícia paramilitar, como as falanges de Franco na Espanha, que são de setores populares. Assim que suas famílias são basicamente pró-regime porque recebem salários. Mas há também um setor minoritário de estudantes de institutos e universitários que também receberam este abono de $50 durante a campanha eleitoral.

Suponho que há um setor de classe média baixa feliz porque Ahmadinejad, durante sua campanha, expôs o que todo mundo já sabia, alguns nomes dos corruptos que têm suas próprias máfias econômico-políticas, como o mesmo Rafsanjani. Por isto que este setor também o apoiou.

ALB - Há alguma diferença de classes entre um e o outro lado? Fazemos esta pergunta já que na ausência de uma alternativa revolucionária consolidada e clara, a classe trabalhadora e os pobres em geral freqüentemente mobilizam-se por causas conservadoras...
Payman - Não há muita diferença entre os grupos de poder. Todos são parte do poder burguês em geral. Nenhum "representa" a classe média em geral, ou ao seu setor sob o das classes populares. Todos estão economicamente a favor das políticas neoliberais, privatizações, a favor da OMC (Organização Mundial do Comércio), com diferenças mínimas sobre subsídios. Uns querem dar um pouco mais de dinheiro aos pobres, mensalmente, e outros querem dar esses subsídios via os preços do pão, do transporte público e dos seguros.

Politicamente, sem dúvida, a oposição quer dar uma imagem democrática: tolerar a liberdade de expressão e não censurar ou fechar os jornais da oposição; não aplicar a pena de morte para os menores; dar mais oportunidades as mulheres no setor público; não aplicar penas de prisão para os estudantes universitários radicais; dar "mais" poder as mulheres em assuntos de divórcio etc.

ALB - Chama a atenção a moderação das palavras de Obama ante as mobilizações, moderação que contrasta com os urras e vivas lançados por Bush e cia. quando das manifestações de Beirute e de Kiev já faz um par de anos... A que se deve esta atitude de cautela?
Payman - A posição de Obama é muito diplomática. O imperialismo yankee sabe muito bem que o Irã não é o Iraque, Afeganistão ou Paquistão; nem é Beirute nem Kiev. Não há nenhuma possibilidade de que possam invadir o Irã, nem sequer durante o governo Bush não houve planos de atuar tal como no Iraque, menos ainda agora que as coisas andam fervendo. Não podem correr riscos com a situação interna do Irã.

Não querem que as coisas piorem porque no fim das contas é melhor ter alguém que não interrompa a saída de petróleo da região... Ele sabe que os Mulahs já estão falando de que "Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha estão intervindo no Irã..." para distrair não somente a opinião pública iraniana, mas a do mundo inteiro, por isso Obama disse que não quer que se interprete que os Estados Unidos estejam se metendo nos assuntos internos do Irã. Mas já ontem, para satisfazer aos conservadores, adiantou a seguinte nota: "que o governo iraniano não reprima aos opositores, que não seja tão violento..."

Além do mais os Mulahs têm ajudado um montão aos yankees na tarefa de "estabilizar" a situação no Iraque e Afeganistão. Em outras palavras, eles, os Mulahs, sutilmente, têm estado em sintonia com os interesses geopolíticos dos yankees. Melhor não botar em risco esta situação muito delicada. A estas alturas, para o interesse hegemônico do imperialismo yankee, Obama é a melhor carta que possuem. Bush e sua política já são história, é passado.

Em sua última viajem ao Oriente Médio, Obama deu uma palestra na Universidade do Cairo, capital do Egito, tratando de dar uma imagem pró islâmica, não tão inimiga do mundo árabe; também visitou ao rei da Arábia Saudita e seu aliado eterno, os sionistas/fascistas israelenses. Tudo indica que está tratando de passar uma imagem de consenso e não tão confrontacional. Ainda que esta política, em geral, é uma tática inteligente por sua parte, estrategicamente não vai funcionar na região em função do conflito israelense-palestino, pois, como sempre, não se oferece nada tangível aos palestinos.

ALB - Qual será o provável desenlace desta conjuntura? Podem os setores progressistas fazer alguma ilusão com a oposição ou é necessário forjar uma alternativa própria?
Payman - Os setores progressistas não podem nem devem se iludir com a oposição existente. Em primeiro lugar, a oposição não é laica; é islâmica e pró-constituição islâmica. Não estão contra a figura de "Velayate Faghie", ou seja, do ditador máximo religioso. Só querem ter a possibilidade de manobrar politicamente dentro do marco da constituição da República Islâmica, nada mais. E como o movimento dos trabalhadores não é forte para nada, pois não temos sindicatos livres, todos são controlados pelo Estado, são amarelos, os progressistas só podem usar esta oportunidade para criar um ambiente menos repressivo, um pouco mais livre para respirar, organizar e desenvolver suas metas anticapitalistas e planos de luta a longo prazo.

Os trabalhadores, os jovens, as mulheres, os marginais, os desempregados têm que forjar sua aliança pouco a pouco; criar suas afinidades, organizações, assembléias, conselhos, e logo trabalhar seus planos para sua libertação final: destruindo o Estado, erradicando o capital e limpando sua mente de todas as religiões e superstições. Esse será o dia para celebrar.

[1] http://ainfos.ca/05/oct/ainfos00384.html

Entrevista realizada em 21 de junho de 2009

Tradução > Juvei

(reprodução de e-mail do amigo CARLOS BAQUEIRO)

O Hitler do Irã


O islamita atômico explodindo a liberdade no mundo


O que o mundo deseja a Ahmadinejad: vá pro meio dos Infernos!


Ahmadinejad, o aprendiz de Adolf Hitler, o novo xá tirânico do Irã

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ainda o diploma de Jornalismo e outros diplomas


Santos por fora, fascistas por dentro

Ricardo Líper

Soube, por Tony Pacheco, que na Inglaterra o advogado não precisa fazer o curso de Direito para se tornar advogado. Ele estuda por ele e presta um exame na Ordem dos Advogados local. Passando, fica apto a exercer a profissão. Na minha opinião esse é o modelo ideal e deveria ser implantado para todos os cursos.
Os cursos universitários com seus mestrados e doutorados são indústrias. Os professores universitários, com raríssimas exceções, quando não são doentes mentais, formam grupinhos, acumulam poder, fazem tráfico de influência, manipulam concursos, o diabo. Hitler e Stalin perdem para eles. Sob a capa de estarem, segundo eles, fazendo ciência, debatendo cultura, na realidade estão cultivando o puxassaquismo, a arrogância, a autoritarismo desenfreado. Ninguém fala nada ou porque não sabe ou porque pretende fazer uma carreira universitária, calando porque senão jamais entrarão em uma universidade para dar aulas.
Não existe crítica às universidades. Repararam? Como Jesus, elas são incriticáveis. Estou sendo pioneiro. E, tem mais, acho que tem que ter uma CPI para apurar isso tudo. Se tem para político tem que ter para as outras camadas da sociedade. E já. Além disso, é preciso que as autoridades brasileiras, que algumas vezes me surpreendem (justo eu, que não tenho nenhuma esperança em relação a elas nem no destino desse infeliz País), façam com os outros cursos o que fizeram com o Jornalismo. Nada se ensina nada a não ser modismos e tolices feitas por alucinados. É preciso se fazer como a Inglaterra fez e para todos os cursos. Acabar com essa oligarguia fascista de professores universitários. Tem que se dar uma opção a esse povo miserável acostumado a sofrer nas mãos de todos, desde médicos, professores, funcionários de empresas e públicos e até segurança de shoppings.
Os cursos continuariam mas desmoralizados como o são de fato. Para dar emprego aos professores universitários e para aqueles que se submeterão aos seus rituais porque não querem fazer um exame de notório saber. Isso para consolar os que já têm diploma que não é mais necessário. É um diploma universitário. Serve para alguns empregos para além do Jornalismo em si. Serve para fazer um mestrado ou doutorado, não em Jornalismo, que ninguém é louco, mas noutro programa se a pessoa for bom em puxar o saco e ter paciência para seguir o ritual desses débeis mentais até a defesa da tese.
Quem já tem seu diploma, não chore, faça do limão uma limonada.