quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A desgraça dos orelhões no Brasil

TONY pacheco


Vi a coluna que Alex Ferraz publicou na "Tribuna" sobre o abandono PROPOSITAL dos orelhões da Oi/Telemar em Salvador e, confesso, não acreditei muito. Agora, passei pela mesma situação e faço minha homenagem a Alex republicando aqui no blog as denúncias que ele fez na coluna "Em Tempo": a telefonia fixa virou uma desgraça no Brasil com os governos FHC/PSDB e Lula/PT e, por isso, precisamos varrer estes dois partidos do poder em outubro, antes que transformem a vida do brasileiro num inferno sem qualidade de vida alguma.
Vejam o que Alex escreveu...



Exigimos os orelhões de volta

(AlexFerraz, coluna EmTempo)

A real é que uma ligação de telefone fixo tipo orelhão para outro fixo é 29 vezes mais barata que uma ligação de celular para um número fixo. Então, ligar de orelhão ou telefone fixo é, em termos de grana, o melhor investimento que uma pessoa pode fazer na área de comunicação. Melhor do que ser sócio da Oi, como o filho de certo presidente de um país muito, muito longe daqui.
Uma ligação de celular para fixo, em média, custa R$1,75 por minuto, enquanto que de um orelhão para fixo, custa apenas e tão somente seis centavos (R$0,06) por minuto.
Só que, neste feriadão, eu constatei uma coisa que já suspeitava: a Oi não está fazendo a manutenção dos orelhões em Salvador e, depois, pesquisando também no resto da Bahia, a situação é a mesma. Na cidade de Entre Rios, por exemplo, de cada dez orelhões, apenas um funciona. Em Salvador, e nas cinco maiores capitais brasileiras, metade dos telefones públicos não funciona mais, segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).
Como as duas maiores operadoras de telefonia fixa (Oi Brasil Telecom e Telefonica) são também proprietárias de operadoras de telefone celular, ambas estão deixando os orelhões ao deus-dará, afim de que a base de assinantes da telefonia celular aumente mais ainda.
Só que, em se tratando do povo brasileiro, que recebe um dos piores salários-mínimos do planeta, isso é uma crueldade, pois 90% dos proprietários de celular não têm dinheiro para ligar do seu aparelho: é tudo pré-pago.

Ligação a cobrar
Os jovens, que são a maioria dos proprietários de linhas celulares, já inventaram até letras para a musiquinha de ligação a cobrar, quando seus amigos ligam para eles: “Tem um pobre ligando pra mim”, “Tem um pobre aqui me ligando” e daí por diante...
Então, o feliz proprietário de celular liga mesmo é do orelhão. Só que o orelhão não funciona. No último feriadão, tentei ligar em 20 orelhões entre a Barra e o Centro, e só consegui linha em três.

Anatel, a surda.
E nem adianta falar com a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel, pois eles culpam o “vandalismo” pelo fato de os orelhões estarem quebrados.
Eu só tenho uma coisa a dizer à Anatel: é mentira!
Os telefones estão lá, bonitinhos, limpinhos, pintadinhos, só que não falam. Simplesmente não falam.

Oito por 10
O Brasil tem, neste momento, 165 milhões de celulares, dando uma média de oito celulares para cada grupo de 10 habitantes. E os brasileiros gastaram, em 2008, cerca de R$1,8 bilhão em ligações de seus celulares. A maioria esmagadora usando os pré-pagos, mostrando que somos um país de gente pobre, muito pobre mesmo.
No mínimo, deveriam respeitar nossa pobreza e manter os orelhões funcionando. A gente tiraria onda dizendo que tem celular e correria para o orelhão na hora de ligar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Joãzinho Trinta está certíssimo

Alex Ferraz

O ex-ministro da Casa Civil de Lula, José Dirceu, que saiu em meio às tenebrosas denúncias do mensalão, está na Bahia, em férias, hospedado pelo secretário estadual da Indústria e Comércio, James Correa, em apartamento deste, de altíssimo luxo, no Litoral Norte. Dirceu tem à sua disposição, entre outras mordomias, potente e luxuoso automóvel para deslocamentos entre bizarros trechos, uma vez que se encontra em condomínio fechado.

As férias de Zé Dirceu têm sido nababescas. Recompensa muito justa pelos anos a fio em que o então militante contra a ditadura militar foi perseguido, tendo que sair do País e até mesmo fazer uma plástica para poder voltar.

Coincidentemente, o seu amigo do peito, presidente Lula, também esteve na Bahia, em merecido descanso, na praia de Inema. Viajou para São Paulo levando uma caixa de acarajés presenteada pelo governador Jaqeus Wagner, enquanto em Brasília anunciava-se que o presidente desistira da viagem a Guaribas, no Piauí, marco do natimorto projeto Fome Zero. O staff presidencial alegou dificuldade de acesso à região.

Estaria tudo muuito certo se eu, insistindo no meu raciocínio superficial, linear e com resquícios dos tempos de militante adolescente do PCdoB (aqueles arroubos aos quais certa vez se refeiru o presidente Lula, quando disse que "esse negócio" de esquerda e direita é coisa da juventude), não teimasse em ficar chocado com as contradições abissais deste país: de um lado, pessoas que se ufanam de terem vindo da miséria (caso de Lula) e de terem um passado de combate aos privilégios (Zé Dirceu), vivendo nababescamente, e, de outro, um povo que teima em ser absolutamente miserável, catar comida nas latas de lixo (quem duvidar, desligue o computador agora e vá às ruas de Salvador, ali pela Piedade, Campo da Pólvora, Largo Dois de Julho, Campo Grande etc.) e que, no caso do Piauí, está de tal forma isolado que nem o presidente da República, com todos os meios de transporte disponíveis, consegue chegar. E vejam, repito, que a cidade é o marco inicial do Programa Fome Zero!

Joãzinho Trinta tinha razão: quem gosta de miséria é intelectual. E súditos do Bolsa Família, completaria eu...

Qualidade de Vida

Nosso mundo real no dia-a-dia

Ricardo Líper

O que se precisa saber é que existe um conceito que chamado qualidade de vida. Ela é composta de duas coisas no nosso mundinho. Saúde, como o povo repete sempre e tem razão, e dinheiro. Sim, vamos deixar de hipocrisia. Em um país capitalista o dinheiro é tudo e ponto final. O resto é poesia e especulação sobre se o dinheiro traz ou não felicidade. Ele sozinho não nos faz feliz por si só, mas que ajuda muito, ajuda. Sem dinheiro nada ocorre porque ele é a varinha de condão principal do sistema. O abre-te sésamo. Mas aqui, que o capitalismo é mais do que selvagem, essas duas coisas não bastam. Existem mais dois princípios complementares. Você conseguir viver sem ser ameaçado. Não viver em pânico, por exemplo, de ser assaltado. Morros desabarem em sua cabeça, ser assassinado nas UTIs dos hospitais, essas coisas cotidianas nossas. E conseguir cumprir seus compromissos sem precisar se estressar, irritar, ser humilhado e tratado como se fosse um habitante de um campo de concentração.
E a qualidade de vida é, no meu entender, o único critério real que temos para avaliar onde vivemos. Aqui, as ruas são ameaçadoras sob todos os pontos de vista. E para se conseguir efetuar coisas simples, como, por exemplo, pagar a conta de luz. Vira um drama. Uma odisseia. A companhia de luz só permite se pagar a conta em alguns lugares, o que exclui as loterias, que são as mais práticas. Ir a um banco significa, muitas vezes, perder uma manhã inteira em pé, irritado, com pessoas desesperadas em volta. Não sei por que os bancos fazem o que querem no País que se vende como popular, até para os mais ingênuos, como tendo socialistas no poder?
A nossa qualidade de vida é uma das piores do mundo. Enxergar não é ter dois olhos ou um par de olhos com óculos e binóculos. Enxergar de fato é raciocinar diante do que se vê. Interpretar o que vê. Aliás, meu caro Watson, homenagem que faço ao novo filme sobre Sherlock, foi assim que saímos da cavernas. Ah! Esqueci... ir a uma repartição pública. Um cartório... Dizem as mais línguas que uma das coisas que contribuiu para a queda da URSS foram as filas.
Viu, Lulá? Vacile!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Acorda, Tunin, a Bahia já foi!"

TOny PAcheco

Quando cheguei a Salvador, em 1976, vivi numa cidade que era, assim, melhor que a propaganda do governo Wagner na TV.
Senti-me vivendo no ambiente místico das músicas de Dorival Caymmi, de iôiô e de iáiá. Não é brincadeira não! Realmente, a sensação ao andar pelas ruas daquela Salvador, de apenas 1 milhão de habitantes, era de que todo mundo era amigo. Tudo que eu perguntava (e eu perguntava muito, pois não havia Google na época e eu cheguei aqui sem saber a diferença entre acarajé e siriguela) me era respondido com educação, atenção, interesse legítimo. O baiano olhava no olho. No Banco Real, na Rua dos Ourives (nome lindo!) onde fui trabalhar como escriturário, logo na primeira semana fui convidado para feijoadas, babas (na minha terra chama-se pelada), passeios pela Baía de Todos os Santos. Lembro-me da gentileza ímpar do interiorano Josemar tentando me enturmar com o povo daqui, ele mesmo, vindo de fora de Salvador, mas totalmente integrado àquela altura, porque o soteropolitano era Caymmi todo.
Lembro-me do gerente, um carioca, que logo me avisou: "Aqui não permito doença na segunda e na sexta. Nem com atestado, pois sei que foi farra sem controle ou fim de semana prolongado..." A seriedade dele destoava da alegria dos funcionários, todos baianos. Menos eu e ele. Eu, feliz com a baianidade nagô. Ele, revoltado...
Pano rápido.
Salvador, segundo dia de 2010, 22 horas, no Rio Vermelho, eu e dois amigos músicos indo para o show do blueseiro Alvaro Assmar no Bar do Farol. Como fomos de táxi, por causa do trambolho autoritário inventado pelas seguradoras de automóveis, estávamos no passeio e lá ao longe vinha um destes microônibus (duas das maiores desgraças da Salvador de hoje: microônibus e mototáxi). Uma chuva incômoda começou a cair e quando íamos atravessar para entrar no bar, o motorista desgraçado acelerou o microônibus para nos impedir...
Tomamos um banho de água suja e fétida, bem em frente à casa de minha falecida Vovó Zeneide, na Rua Fonte do Boi (outro nome que acho bucólico e não tem mais nada a ver com esta selva em que vivemos).
Voltamos, cada um para sua casa, e adeus maior bluesman do Brasil...
Resumo da ópera: eu e a maioria daqueles que conheceram Salvador dos anos 1970 para trás, precisamos tomar um chá-de-realidade e entendermos que aquela Salvador não existe mais e jamais voltará a existir.
A tendência é a miséria absoluta, a insegurança, a selvageria, a falta de solidariedade, a falta de educação social (aquela que se aprende com os pais - pais, coisa que hoje não existe mais também, pois me sinto um dinossauro por ter sido criado por meu pai e minha mãe, hoje o padrão é pela mãe, pela avó, pela tia ou pelo traficante do bairro...).
O motorista do microônibus é apenas um em três milhões de jihadistas botocudos.
E, aí, um gaiato perguntaria: "Então, por que você não se pica?"
Já estou pronto pra me picar desde 2001. Só não vou porque sei que sentirei saudades terríveis de poucos, mas excelentes, amigos, que fiz aqui nos últimos 34 anos. E amigos, para mim, são as únicas razões suficientes para se viver em qualquer lugar, pois o bom amigo é aquele irmão perfeito, o irmão que você elegeu. E ele não deve ser abandonado nunca.
Mas, por mim, já tinha me picado há uma década, por que não sou Dorothy e sei que o Kansas... o Kansas? O Kansas sumiu.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Esclarecendo


A queda da União Soviética


Ricardo Líper

O ideólogo tem a função de criar argumentos para justificar o injustificável e se manter no poder. Portanto, adianto alguns esclarecimentos a respeito do estado de calamidade no qual vive o Brasil. Estado esse que quem tem apenas o par de olhos percebe. Claro, se não estiver mamando. Então, vamos lá.

1 - Não culpo o atual governo somente. Culpo todos os governos que o povo, coitado, elegeu, até agora, por falta de opção. Sim, os governos são culpados porque iludem, corrompem, mentem, enrolam e deixam o povo na miséria. Não é o povo que nasceu com genes de ser indolente, miserável e não gosta de lutar pelos seus direitos. Ele é amordaçado por ideologias, por falta de ensino digno, por falta de tudo. Até, meu caro Watson, acontecer o que aconteceu na URSS. A história não é mãe, é juiza.

2 - A atual elite substituiu a outra e tem as mesmas práticas. Com pequenas e não importantes modificações, sob o ponto de vista de acabar as misérias (alimentar, educacional, urbana, locais para morar, acesso ao mínimo de dignidade).

3 - Não torço para que esse governo se dê mal. Talvez vote até em Dilmá, porque sei que a trupe de Fernandinho é muito pior. A história da velhinha que aplaudia o ditador, lembram-se? Conto outro dia. Ah, que beleza se fossem socialistas ou a facção socialista de fato, que com democracia, transformasse essa pocilga na qual vivemos, em uma grande nação.

4 - Aí os ideólogos a serviço da elite dominante vem me dizer com cinismo: por que você não vem participar dessa construção do verdadeiro socialismo? Porque eles sabem que é impossível com uma elite que não quer isso de fato devido ao imenso frentão político que é. Mas sempre estou aberto ao diálogo. Critico porque é minha função. Aliás, espero que estudem a fundo as causas da queda dos países socialistas antes de termos aqui a queda, não da Bastilha nem do Muro de Berlim, mas, de Brasília. Eu acho que agora estou chegado a fazer profecias. Estou à beira de botar uma longa barba, uma peruca branca com longos cabelos e ir para frente da faculdade com um cajado e com os olhos vidrados fazer profecias. Mas, meu caro Watson, novamente, não precisa ser um grande profeta para entender que um povo, por mais ignorante que seja, não suporta o nível de miséria, desorganização, injustiça a que está submetido. Que se a filhinha sair de casa, um sacizeiro a ataca para tomar um celular que o pai ainda está pagando em 10 vezes, comprado em um supermercado. Tenham cuidado. Demagogia não resolve sempre. Os inimigos do atual governo não somos nós, os inimigos dos rei, cuidado com a miopia. O jogo, a sorte, o imponderável de um povo na miséria total, quer isso dizer, miséria moral, educacional, cultural e alimentar, é que leva um governo a ficar à mercê do acaso. Qualquer um, mesmo um sujeito com uma toalha amarrada na cabeça, levaria o nosso povo a se posicionar contra Brasília, mesmo com Bolsa Família e o escambau. Nossa sorte é que o islamismo ainda não chegou até aqui e a vocacão do protestantismo nosso, de baixo nível, é se preocupar apenas com os fundos das mocinhas e dos rapazes. Se surgir um alucinado carismático a miséria o levará ao poder. Aliás, tem sido assim sempre: lembram do Xá da Pérsia versus o Aitolá. Pois é.

sábado, 2 de janeiro de 2010

São Tomé

O que fizeram de nosso povo

Ricardo Líper

Eu tenho por princípio só acreditar no que vejo. Acho que a observação é a mãe da ciência. Observar é olhar inteligentemente. O resto é ideologia: espertalhões criando um conjunto articulado de idéias para defender seus interesses iludindo os outros. O olhar inteligente é exatamente não cair no lerolero deles. Não adianta dizerem que esse país é uma futura potência, que está estável ou crescendo. Nunca vão me convencer. O que vejo, quando saio de casa, são pessoas famintas atacando a todos para sobreviver. O que vejo são professorinhas do segundo grau e mesmo as universitárias em trapos indo dar aulas. Pastinha de plástico comprada em camelô, Dilmá!
Uma garota vinha tomando um suco e passou pela porta de um Igreja nessa cidade que se diz uma grande cidade de um grande país. Várias crianças se aproximaram dela e ela teve de dar o refresco. Não se pode comer nada nas ruas dessa Salvador, terra de muita dor. O povo faminto pede, pede, roga e, se puder, toma. Fome, apenas isso, nada mais do que isso. Fome resultado da troca de elites, elites predatórias, ao longo dos anos no poder e que pouco estão se importanto com o país, com os outros, só com demagogia e se armar. Isto é, aumentar suas contas bancárias. Isso, apenas isso, nada mais do que isso. O resto é ideologia e ideologia e marketting só me servem para dar risada desses safados.
Vá para Europa ou outra região mais equilibrada e volte. Veja o nosso pobre povo desesperado em trapos. É a primeira impressão de horror e retrato fiel de nossa terra. Basta isso. Nada mais do que isso. Agora acredite no que dizem se quiser. Ser otário e alienado é uma condição acredito até, talvez, genética. Só acredite e/ou diga que acredita se lhe derem dinheiro, cargos, bons empregos. A regra é essa para eles e só se acredita nisso. Fora isso, a verdade é a melhor conselheira. E a verdade é a miséria.
Saia em domingos e feriados pelo centro da cidade. Saia... De carro, com as janelas fechadas e travadas, claro. Você já viu aqueles filmes de zumbis. Pois é. Isso é o que vejo e só acredito no que vejo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A mídia desatenta: A DÉCADA CONTINUA...





tony PACheco


Pegar a revista "Veja" e ler que eles fizeram uma retrospectiva DA DÉCADA, ninguém merece.
E, o pior, a grande imprensa toda foi atrás, inclusive, Globo, Record etc. e tal.
Parece que os coleguinhas se esqueceram que no Calendário Gregoriano, que vigora no Brasil e nos países ocidentais em geral, NÃO EXISTE ANO ZERO. Os anos são contados a partir de 1 a.C., para aqueles fatos que aconteceram antes do advento cristão, e 1 d.C., para os fatos ocorridos a partir do suposto nascimento de Cristo.
Quer dizer, década no Calendário Gregoriano começa em 1 e termina em 10. Esta primeira década do terceiro milênio começou em 2001 e só termina em 31 de dezembro de 2010.
Lembro-me que fiz uma matéria sobre isto para o caderno que editava no jornal "A Tarde" (caderno dominical "Lazer&Informação") e depois dei até uma palestra sobre o assunto numa faculdade em Lauro de Freitas. Isto foi na época da "Virada do Milênio", pois Globo, "Veja" e outros órgãos da mídia, na época, diziam que o ano 2000 seria "o novo milênio", quando, na verdade, foi o ano 2001 que deu início ao terceiro milênio da Era Cristã.