quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Maratona no seu cineclube particular


A madre superiora de "A Dúvida"


Ricardo Líper

A cada sábado ou qualquer dia da semana, sozinho ou reunindo amigos interessados em pensar, exiba, na ordem proposta aqui, os três filmes sugeridos. O que os une é um tema filosófico que é a dúvida. Lembram-se de Descartes? Pois é. Só que a dúvida proposta aqui não é a mesma de Descartes, é mais radical e sobre as situações existenciais versus nossa percepção dos fatos.
O primeiro filme, chamado de O Homem Errado, é uma película de Hitchcock pouco vista. Um indivíduo exemplar é acusado de vários assaltos. Todas as vítimas o reconhecem. Todos o acusam.
O segundo filme é 12 homens e uma sentença. Um calor imenso em uma sala na qual os jurados vão ter de decidir a culpa ou não de um réu. Caso fácil. Evidências de culpa. Todos querendo ser rápidos para escapar de um dia chato e quente. Então um chato coloca a dúvida quanto à culpa do reu...
E o terceiro chama-se A Dúvida. O mais recente. Um madre superiora autoritária e maliciosa. Um padre progressista. A amizade do padre com um menino. A dúvida consome a madre e a freira sua ajudante. Teria o padre ido além da amizade com o aluno? O que você vai achar depois do filme?
Gele o vinho, compre a pipoca ou frutas da estação. O cinema, muitas vezes, pensa, e cabe a você aproveitar a oportunidade para pensar com ele...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"A Onda" - Quando o cinema pensa


O autoritarismo sempre leva ao caos

Ricardo Líper

É um filme alemão. Roteiro muito inteligente. Ouvi falar que se baseou em um fato real. Um professor, simpatizante dos anarquistas, não consegue dar aulas sobre anarquismo e é levado a assumir aulas sobre autocracia. E assim faz os alunos compreenderem o que é um grupo autoritário, ditatorial. O que seria uma série de aulas durante uma semana se transforma em um movimento fascista com as consequências de brutalidade que sempre é comum no fascismo. O filme é muito bem realizado. Não chateia. Não é acadêmico. Não visa mudar a linguagem cinematográfica. Entretanto cabe-se perguntar: por que um grupo de alunos se sentiu tão atraído por uma proposta dessa?
Penso que o liberalismo, associado ao individualismo, gera pessoas muito doidas, em todos os sentidos, levando a um vazio depressivo. Surge o individualismo exacerbado, os egos inflados, as ofensas e mesquinharias. O droguismo. Enfim, perde-se o conceito de grupo, disciplina, tudo enfim.
Quando estas pessoas se sentem pertencendo a um grupo, tendo solidariedade e organização defensiva delas próprias, elas se encantam. A porralouquice cansa. O ideal é que existissem anarquistas mais disciplinados, mais solidários, mais... enfim... Tudo cansa muito... A questão é mais complexa. Não é só a polarização fascismo e autoritarismo versus liberalismo e anarquismo.
Não deixem de ver essa rara oportunidade onde o cinema pensa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Wagner ganhou a batalha e perdeu a guerra


Ônibus queimados, módulos da PM dinamitados: estas serão as imagens da campanha eleitoral de 2010

ToNy PaChEcO

"Acho que o governo errou na estratégia de combate à criminalidade. Os policiais tinham de permanecer em seus postos para não revelar fraqueza ou medo, e o governo deveria mandar mais reforço para as bases", afirmou a professora Lídia Almeida, 32, no site da “Folha de S. Paulo/UOL”.

A professora entrevistada pelo maior site do Brasil, o UOL, tem mais capacidade analítica do que toda a imprensa baiana: sites, rádios, TVs e jornais impressos. Não é incrível?
O problema todo foi que o governo Wagner/PT admitiu em entrevista coletiva que “sabia previamente” dos ataques dos marginais aos módulos da PM, viaturas policiais, lojas da Cesta do Povo e ônibus do sistema de transporte coletivo urbano de Salvador (até o momento em que escrevo, sábado, 12/09, 16 ônibus incendiados).
“Sabia” e a única medida que a população viu, na prática, foi a ordem dos comandantes policiais para que os seus comandados saíssem dos módulos para não serem vítimas de ataques.
Isso é demonstração clara e inequívoca de ausência de condições de enfrentar o inimigo. Em linguagem militar isto é recuo, retirada. É só ler Sun Tzu em "A Arte da Guerra".
Tem outro nome? Não creio.

BOMBEIRO NÃO RECUA

E já que estamos em época de lembrar o 11 de setembro de 2001 nas Torres Gêmeas de Nova York, naquela ocasião, dois enormes aviões foram lançados por terroristas muçulmanos contra o World Trade Center.
O New York Fire Department ou Corpo de Bombeiros, sabia que naquela situação, a possibilidade de salvar vidas nos prédios atacados era praticamente nula.
Mas os comandantes do NYFD mandaram seus comandados para a frente de batalha: salvar vidas ou morrer tentando.
Morreram 343 bombeiros na tentativa de salvar vidas no World Trade Center: trezentos e quarenta e três heróis e outros continuam morrendo pelo efeito, oito anos depois, dos gases e poeira tóxica inalados. E o sacana do prefeito de Nova York atual ainda tenta não pagar-lhes o acompanhamento médico, mostrando que os políticos são canalhas em todas as latitudes, de Brasília a Nova York, de Kuala Lumpur ao Cairo.
O que quero dizer com isso é que o comando da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia ao mandar os policiais saírem dos módulos apenas confessou que não pode fazer o seu trabalho: pois se não dá segurança aos seus próprios módulos de trabalho, como dará segurança à população?

MÉDICOS NÃO RECUAM

Já pensou se os médicos, ao se dar conta das bactérias e vírus com as quais entramos serelepes em seus consultórios resolvessem não nos atender temendo contágio?
A Humanidade já tinha sido extinta, não é verdade?

VAGABUNDAGEM À SOLTA

Neste domingo (ao escrever a segunda parte deste post), andei pela orla, e vi que, por exemplo, o módulo da PM no Porto da Barra, estava evacuado: nem um pé de polícia.
Resultado: uma vagabundagem no Porto da Barra como nunca vi em 33 anos de Bahia.

O QUE DEVERIA SER

A real é que o governo do estado deveria dotar os módulos, neste momento de crise, de metralhadoras e quem se aproximasse deveria ser fuzilado sumariamente.
É guerra, não é conversinha não.
O governo do estado não dota a Polícia de armamento superior ao da vagabundagem, não paga salários dignos e NÃO EXTRAI da Polícia a banda podre que tem ligações perigosas com a bandidagem, como o Rio de Janeiro está fazendo, e ainda manda o policial evacuar os módulos. O recado é claro: “Ei, vocês venceram!”

EFEITO ELEITORAL

Que ninguém se engane: este momento de capitulação diante da bandidagem será o principal tema da campanha eleitoral de 2010 e o governador Wagner e o PT nem pensem que o eleitorado vai esquecer, o da capital, pelo terror vivido, e o do interior, pela insegurança vivida com o deslocamento dos policiais para a capital.
As noites e dias de terror vão pesar demais: quem vai querer repetir um governo “capitulante” destes?

sábado, 12 de setembro de 2009

De drogas, política e polícia

Alex Ferraz

Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.

Primeiro, confesso que morri de inveja do meu amigo Tony Pacheco. Ao abrir este blog para postar comentário sobre a questão da legalização das drogas, o que vejo? Um brilhante artigo de Tony, que esgotou o assunto. Assino embaixo.

Acrescento apenas que a tradicional família brasileira (e, de resto em muitas outras partes do mundo) reage trêmula, em pânico, diante da simples expressão "legalização das drogas", mas aceita, calada, conformada, o verdadeiro genocídio que acontece à sua volta por causa do tráfico.

POLITICAGEM EXPLÍCITA

Na Bahia, como, de resto, em todo o País e em todos os tempos (Lula só fez continuar o que os coroneis já faziam), um festival de oferta de cargos no governo do Estado em troca de apoio de siglas, na busca por mais tempo na TV durante a campanha de 2010e de cooptar prefeitos e sobreviventes do Bolsa Família que seguem à risca o que eles ordenam, no interior.

A coisa chegou a tal ponto que ninguém, inclusive na imprensa, apresenta mais currículo de novos secretários. Não se fala em experiência técnica, doutorados, nem mesmo formação básica, em conhecimento, por mais bizarro que seja, do mister da pasta que assumem. Tudo é tratado na base do "Fulano é do partido tal", "Sicrano vai trazer apoio da sigla tal" etc.

Em nível nacional, as alianças esdrúxulas continuam. O PCdoB, no qual militei quando ainda pré-adolescente, em plena ditadura, e pelo qual viajei a Bahia inteira, menor de idade, carregando panfletos e jornais "altamente subversivos", em ônibus comuns e submetendo-me à sanha dos agentes da Polícia Federal, filia agora...Um delegado da Polícia Federal!!!

O PV já está em busca de Fleury Filho, notório direitista radical, ex-governador de São Paulo e filho de um dos mais execráveis torturadores da ditadura, o Fleury pai.

Mas tudo são estratégias, como foi estratégia Lula unir-se a Collor, Renan e Sarney.

E os tolos (para não dizer imbecis) que ainda acreditam em siglas e programas partidários ficam de olhos arregalados. Ou não, pois de tão tolos podem não estar percebendo coisa alguma.

FREUD EXPLICA

Não sou psicanalista, como o é meu amigo Tony Pacheco, e para quem deixo aqui a deixa para, quem sabe, um longo artigo sobre a insistência do secretário de Segurança Pública da Bahia em afirmar que "aqui tem comando" e do governador Wagner em bradar que "não vamos nos acovardar." Nada mais digo, nem me foi perguntado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DROGAS: reprimir ou legalizar?

tonY pachecO

Com a Cidade do Salvador assistindo nas ruas ao tiroteio entre a Polícia e o tráfico de drogas, nossa capital finalmente se insere no debate global: drogas devem ser legalizadas ou reprimidas com violência?
Para começar este debate temos que entender primeiro do que estamos falando.
Em termos comportamentais, drogas sempre existiram, desde os tempos das cavernas e sempre existirão, pois o problema é existencial, como diria Camus: não se pode exigir do ser humano que se mantenha 100% sóbrio, todo o tempo, num planeta no qual ele é jogado sem sua autorização prévia e no qual a natureza se encarrega de fazê-lo sofrer do primeiro sopro de vida até o último.
Podemos distrair o ser humano com religião, com amor, com ideologias, com o consumismo, com causas nobres. Mas sempre haverá um momento no qual ele se dará conta do absurdo da existência: a ausência de sentido em tudo que se faz.
O homem é a consciência do caos que é o mundo.
Daí, muitos e muitos se drogam. Para amortecer a angústia.
Visto isto, vamos ver o que é a droga, atualmente, como economia.

BILHÕES E BILHÕES

Mente quem diz, como a ONU, que sabe o volume de dinheiro que o tráfico de drogas movimenta: como é tudo clandestino, ninguém sabe ao certo. Nem os traficantes.
Segundo estimativas, o movimento seria de mais de 300 bilhões de dólares por ano, isto é, um terço do Produto Interno do Brasil, que é o décimo país mais rico do mundo. E 300 bilhões de dólares é mais do que o PIB somado de quase 100 países.
É muito, muito, muito dinheiro.
E sem imposto nenhum legal. Só a propina que se dá a juízes, policiais e políticos. Na economia global, o tráfico perde para a indústria de computadores (450 bilhões dólares), mas deixa a máfia legal da indústria farmacêutica no chinelo, pois esta só movimenta míseros 206 bilhões de dólares anuais.
E o narcotráfico é um fabuloso empregador (claro que seus empregados morrem cedo, mas isso é por causa da disputa com a polícia do Estado repressor). Só na Bolívia emprega 300.000 agricultores nas plantações de coca.
No Brasil, não se tem estatísticas, mas todo mundo conhece alguém que trafique drogas no seu prédio, na sua escola, no seu local de trabalho. É gente para dar de pau... Talvez empregue mais que o setor bancário e a indústria automobilística.
Os Estados Unidos, maior consumidor de drogas ilícitas do mundo, gastam 30 bilhões de dólares por ano (com este dinheiro eles transformariam todos os bolivianos em cidadãos ricos para sempre) com a repressão ao tráfico e, segundo Gore Vidal, em sua magnífica obra “Kalki”, é o DEA (departamento de controle de drogas), o maior centro de corrupção por traficantes no mundo. Compreensível.

COLAPSO ECONÔMICO

Diante dos números expostos, chegamos a uma conclusão: se numa hipótese remota, num mundo ideal, os órgãos repressores conseguissem acabar com o tráfico de drogas no mundo, através da prisão dos consumidores e dos vendedores (traficantes), o planeta seria colocado numa crise econômica de dimensões inimagináveis.
Não só por causa dos supostos 300 bilhões de dólares (claro que se pode multiplicar isso por várias vezes) que deixariam de girar na economia, mas por causa dos milhões de pessoas que ficariam sem emprego de uma hora para outra e outros milhões que iriam surtar de forma violenta pelo absenteísmo.
É uma coisa para se pensar.

PAÍSES DITATORIAIS

Nos países ditatoriais islâmicos (kkkkkk, isto é uma redundância), traficantes e consumidores podem ser presos para sempre ou mortos, como na Indonésia, Arábia Saudita, entre outros, ou nas ditaduras marxistas remanescentes, como China e Cuba.
Contudo, a fórmula que encontraram para viver assim é eivada de furos como um queijo suíço. Toda a classe dominante destes países usa o narguilé com ópio, toma álcool de meter o pé na jaca e viaja ao exterior a todo momento para amortecer suas angústias...
É só o povão que tem dificuldade de consumir e, aí, surge a corrupção: nestes países o narcotráfico tem que subornar uma quantidade imensa de juízes, políticos e policiais para poder vender sua, digamos assim, mercadoria.

E SE LEGALIZASSE?

Simplesmente se tornaria um mercado igual ao das bebidas alcoólicas ou de produtos farmacêuticos.
A maior parte dos traficantes não escaparia do Fisco, isto é, os produtores e vendedores teriam que pagar impostos e com estes impostos, o Estado poderia fazer as propagandas contrárias ao consumo (como faz todo dia contra o álcool e o cigarro).
Mas, principalmente, o Estado teria dinheiro para pagar os altos custos do tratamento dos viciados.
Do jeito que está é que é impossível. O consumo e o tráfico só fazem aumentar. Não pagam imposto algum e nós, que não fumamos nem cheiramos ainda temos que pagar os custos do tratamento, da repressão e, por tabela, da corrupção, pois não é o filho do vizinho que consome. É o nosso filho também.

QUEM É CONTRA LEGALIZAR?

Quem trabalha, mesmo, firmemente, contra a legalização de todas as drogas são dois grupos de pessoas: os traficantes, claro, pois é mais barato subornar autoridades e manter o tráfico crescendo do que pagar 70 a 80% de impostos, como fazem as indústrias de cigarro e bebidas.
Eu disse 70 a 80%. De cada 10 reais que um litro de vodka custa, 8 reais vão para as mãos do governo.
De cada 5 reais de uma carteira de cigarros, 3 reais e 50 centavos vão para o governo.
É disso que os traficantes querem escapar: impostos. Só isso.
O outro setor social que é radicalmente contra a legalização é aquele formado pela rede de corrupção do Estado: Executivo, Legislativo, Judiciário, Polícia etc. etc. Nos EUA, por exemplo, é tanta gente nas esferas de poder que é condenada por envolvimento com o tráfico de drogas que já não se sabe se o centro dos cartéis é na Colômbia ou nos próprios EUA...
Os prepostos do Estado que vivem de corrupção patrocinada pelos narcotraficantes sabem que se as drogas forem legalizadas, os impostos serão pesados como os do cigarro e do álcool e, aí, o produtor e o vendedor não pagarão mais propina.
Deu para entender?

ESTE É O MUNDO REAL

Espero que alguém me contradiga e diga que não é nada disso.
Mas, para citar palavras de um amigo, “é disso que se trata”.
Se se quer entender o que está acontecendo em Salvador, no Rio, São Paulo ou Nova York, tem que entender que este é o mundo real: ou legaliza ou vai piorar. E muito.
Mas, piorar para nós, a maioria, que nem consumimos cocaína nem recebemos propina de plantadores de maconha.
Com drogas ilegais as cidades tendem a virar um verdadeiro inferno de gangues disputando pontos de venda planeta afora.
Não é só quem viver que verá, pois quem vive já está vendo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A morte de Michael Jackson


O enterro de Michael Jackson

Ricardo Líper

Não gosto de comentar a morte. Acho o fato de o ser humano morrer uma prova que essa vida não tem nenhuma lógica nem sentido e esse mundo pode ter qualquer origem, menos ter sido criado por algum princípio inteligente. Aqui impera o gratuito, o sem sentido, o ilógico. Somos uma consciência do sofrimento que uma natureza insensível, porque sem sentido, provoca em todos aleatoriamente. O resto é ilusão.
Bem. Se uma pessoa mata outra é assassinato. A polícia deve investigar e prender o assassino, porque em sociedades civilizadas não se permite que uns se achem no direito de matar os semelhantes. Parece, por isso, que ninguém pode matar ninguém sem esperar ser preso. Mas nem sempre isso vigora. Tem uma classe de profissionais que fica muito difícil saber se a sua imperícia, a esculhambação do sistema em que eles atuam e inúmeros outros fatores não contribuem para eles matarem e saírem impunes.
São os médicos.
Em países como o nosso, internar uma criança pode ser uma temeridade, porque crianças, segundo os médicos, são "mais frágeis" e nem todo tipo de medicamento pode lhes ser ministrado. Se se tem mais de 60 anos e, principalmente, mais de 80, é quase certo o óbito, porque eles acham que a pessoa "já passou" da idade de morrer. Se for jovem, pode ser "farrista, fumante, talvez use drogas" e, portanto, pode ser passível de óbito.
E ninguém investiga.
Eles estão acima da lei e da investigação policial. Ninguém ousa sequer discordar de suas explicações. Urge que se crie uma comissão que envolva médicos, advogados e policiais para investigar toda morte acontecida em hospitais e onde estejam os profissionais de saúde envolvidos.
Não é possível que continue a existir uma equipe que, supostamente, domine um conhecimento, supostamente científico, mas que, muitas vezes, é discutível. Tudo mesclado com interesses econômicos de empresas capitalistas (medicamentos, instrumentos hospitalares, aparelhos etc.), acima da sociedade, com poder de vida ou de morte sobre o resto da população.
É importante que a lei seja clara. Qualquer morte que envolva terceiros precisa ser investigada a causa exata e se não houve imperícia da equipe ou quem a rodeou ou do sistema de atendimento como um todo.
Falta de vagas em quartos, falta de prontidão para atender altas etc., tudo precisa ser investigado.
Michael Jackson só virou manchete porque era artista e famoso. E o resto, que nem sabemos os nomes? Os que são possivelmente assassinados pela irresponsabiliade de um sistema desorganizado, a imperícia, os modismos de "procedimentos", o mercado de trabalho predador e outra causas?
Cabe dizer: faltam muitos hoje em Nuremberg...

sábado, 5 de setembro de 2009

Um brinde ao Dia Sem Álcool

Tudo bem, já lembrei aqui que sem hipocrisia não há processo civilizatório. Mas estabelecer um Dia Sem Álcool no primeiro dia de um feriadão também já é demais.
Em homenagem ao ato do governador do Dia Sem Álcool na Bahia, hoje, meu amigo Alex e eu tomaremos várias brejas bem geladas a partir das 5 horas.
Tintim!!!

toNy pachEco