
A personagem Norman Bates, de Hitchcock, saiu das telas para atormentar nossas vidas
Ricardo Líper
Tenho insistido que o número de psicopatas e nazistas ou fascistas que existem em nossa volta é muito grande. Raras são as pessoas que não apresentam esses dois perfis. Os mais exagerados somam os dois. O psicopata é um indivíduo que como não tem piedade do sofrimento alheio tortura o seu semelhante por coisas banais. Essa insensibilidade o faz fazer coisas absurdas e maldades terríveis contra os semelhantes sem nem pensar que está sendo cruel. Soma-se a isso um egoísmo e infantilidade que, se ele tem algum lucro, pouco importa que os outros se chateiem, sofram por causa dele. Confunde-se aí com o sociopata. Sujeitinho que, alienado e infantil pela criação e a socieadade em que vive, pouco se importa em prejudicar os outros. Sobre ele me deterei noutra ocasião.
Já o fascista não é, necessariamente, psicopata, mas o efeito é o mesmo. Ele tortura os outros, achando que não o está fazendo, porque acredita que assim está sendo correto, salvando a humanidade, promovendo o desenvolvimento do país, talvez até salvando a Civilização Ocidental. Professores intransigentes, pais autoritários, síndicos de prédios (insuportáveis), vizinhos temerosos, fanáticos religiosos.
O método é simples para lidar com estes tipinhos: primeiro, fazer um diagnóstico preciso, depois, evitá-los firmemente. Caso não seja possível enfrentá-los ameaçando-os, porque são covardes. Se você tiver poder, eles cedem.
Fica a lição dada. Voltarei ao assunto em breve.


