quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Auto-ajuda



A personagem Norman Bates, de Hitchcock, saiu das telas para atormentar nossas vidas

Ricardo Líper

Tenho insistido que o número de psicopatas e nazistas ou fascistas que existem em nossa volta é muito grande. Raras são as pessoas que não apresentam esses dois perfis. Os mais exagerados somam os dois. O psicopata é um indivíduo que como não tem piedade do sofrimento alheio tortura o seu semelhante por coisas banais. Essa insensibilidade o faz fazer coisas absurdas e maldades terríveis contra os semelhantes sem nem pensar que está sendo cruel. Soma-se a isso um egoísmo e infantilidade que, se ele tem algum lucro, pouco importa que os outros se chateiem, sofram por causa dele. Confunde-se aí com o sociopata. Sujeitinho que, alienado e infantil pela criação e a socieadade em que vive, pouco se importa em prejudicar os outros. Sobre ele me deterei noutra ocasião.
Já o fascista não é, necessariamente, psicopata, mas o efeito é o mesmo. Ele tortura os outros, achando que não o está fazendo, porque acredita que assim está sendo correto, salvando a humanidade, promovendo o desenvolvimento do país, talvez até salvando a Civilização Ocidental. Professores intransigentes, pais autoritários, síndicos de prédios (insuportáveis), vizinhos temerosos, fanáticos religiosos.
O método é simples para lidar com estes tipinhos: primeiro, fazer um diagnóstico preciso, depois, evitá-los firmemente. Caso não seja possível enfrentá-los ameaçando-os, porque são covardes. Se você tiver poder, eles cedem.
Fica a lição dada. Voltarei ao assunto em breve.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Escândalo na saúde pública!

Alex Ferraz

Na Rua Padre Feijó, em Salvador, aquela que "desce" da Reitoria da UFBA (bairro do Canela) até a Federação, em todos os dias ditos úteis, por volta da meia-noite, ou antes, já existem dezenas, centenas de pessoas em filas humilhantes tentando conseguir fichas para serem atendidas pelo sistema público de saúde. Uma minoria consegue o atendimento. A maioria, silenciosa, calada, censurada pela grande mídia, volta para casa "conformada" e pensando em chegar ainda mais cedo na noite seguinte para ver se "dá sorte."

Em boa parte dos hospitais públicos de Salvador, notadamente no matadouro conhecido com Menandro de Farias, os doentes são tratados como bichos, por funcionários que, por sua vez, também são tratados como animais pelo governo que os emprega. São funcionários que não têm o menor escrúpulo em transferir para pessoas feridas, doentes, fragilizadas ao extremo, enfim, seus recalques.

É este o quadro da saúde pública na Bahia, que eu poderia completar com o depoimento, em rádios da cidade, ouvido hoje (dia 2 de setembro de 2009) de um cidadão que, com crise de pressão alta, chegou ao 5° Centro de Saúde, na Avenida Vasco da Gama, ali bem em frente ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (que coincidência oportuna!), e ficou esperando das 11h30 às 18 horas por um atendimento!

Ora, qualquer leigo sabe que uma crise de pressão alta é algo para ser tratado IMEDIATAMENTE, pois pode matar a pessoa em dois tempos.

Mas é este, senhores, o sistema de saúde pública que o presidente Lula disse estar se aproximando do Primeiro Mundo.

Claro que ele, Lula, não é o único culpado por este deboche animalesco, medieval, para com os cidadãos que sustentam a roubalheira dos que metem a mão nos cofres públicos.

Mas é tão responsável por esse massacre como seus antecessores e, pior, decepciona mais porque prometeu mudar tudo e até agora só mudou mesmo a sua vida, a da sua família e de seus comparsas, para muito, muito melhor.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Deixem a professorinha "se enfiar"

Freud entendia que sem hipocrisia o processo civilizatório jamais se daria. E está certo. Evidentemente, se você disser a todo mundo o que pensa, vai morrer de tiro em pouco tempo.
Então, ficamos combinados que hipocrisia é condição sine qua non para vivermos em sociedade.
Contudo, isso que está acontecendo na Bahia com a professorinha que dançou no palco da casa de shows Malagueta o sucesso pagodeiro "Todo Enfiado" é a hipocrisia na sua pior forma, aquela que não tem função social alguma, a não ser a de mostrar que tem muita gente preconceituosa que adora se meter na vida alheia. Sem nenhum direito de fazer isso.
Conversando com amigos jornalistas, no último sábado, em casa de Sônia Araújo (lá estavam Roberto Pires, Angela Guimarães, Ana Maria Vieira), todos foram unânimes em dizer o óbvio: o comportamento da professora só seria condenável se ela dançasse "toda enfiada" na sala de aula, um espaço no qual ela tem o compromisso social de ensinar e não de dançar, seja que música for.
Mas, numa casa de shows, no seu momento de folga, nem os pais dos alunos nem absolutamente ninguém neste planeta pode se meter na vida particular da professora.
E como resumiu nossa Soninha, no que todos concordaram: se há alguém nesta história que merece ser investigado e punido foi o(a) infeliz traiçoeiro(a) que faltando aos deveres que a amizade impõe, aproveitou a proximidade que tem com a professorinha, a filmou e depois lançou o vídeo no Youtube.
Este é o elemento doentio nesta história.
Deixem a professorinha em paz!

TOny pachECo

PARA VISUALIZAR A PROFESSORINHA NO YOUTUBE,CLIQUE NO LINK http://www.youtube.com/watch?v=-Rw7E6ILC3M

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Convocar Obama? Essa galera é doente...


Rafael Correa (do poderosíssimo Equador), com Barack Obama, dos ...udidos EUA.


Os presidentes eternos do Equador e da Venezuela querem convocar Barack Obama para explicar a base militar na Colômbia.
Como sou jovem, quero ver esta galera num mundo dominado pela China, para eles verem o que é ser dominado de verdade.
Se mijar fora do "pinico" no futuro chinês, é bala no coco, otários!
Quer dizer, as superpotências Equador e Venezuela convocando o presidente Obama, de Timor Leste, pra dar explicações. Dãã~~AÃÃ...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


tONy pachecO

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Toque de Recolher para Adolescentes? APROVADO!

Minha contribuição para melhorar a repressão aos pestinhas


Pronto. Os pestinhas estão na Bolha de Proteção.



toNy PAchecO

Diante da decisão do ministro Ives Gandra, do Conselho Nacional de Justiça, de não conceder liminares contra o Toque de Recolher que impede que adolescentes saiam às ruas em várias cidades brasileiras, “para preservar os pimpolhos-da-mamãe”, resolvi dar minha colaboração para melhorar a repressão.

PRIMEIRO – Além de impedir meninas e meninos menores de 18 anos de ficar nas ruas depois de 22 horas, temos que afastá-los, também, das ESCOLAS. Sim. Porque não há lugar onde há mais tráfico de drogas hoje, no Brasil, nos EUA ou na França, do que nas escolas.
E os traficantes, para espanto dos juízes e dos papais, são os próprios filhinhos-da-mamãe, que descobriram como descolar mil, dois mil reais no mole vendendo maconha, ecstasy, ácido, cocaína, crack e “pitílio” para os colegas.
Sendo assim, daremos educação domiciliar aos adolescentes. Nada de escolas. Públicas ou privadas.

SEGUNDO – Em termos de violação da santa ingenuidade sexual dos pimpolhos (que NÃO recebem uma batelada de informações e apelos sexuais pela TV e Internet desde 1 ano de idade), eliminaremos, também, as FAMÍLIAS. Sim. A crônica policial não nos deixa mentir: a maioria esmagadora dos assédios sexuais aos jovens é feita pelos próprios pais, padrastos, mães (Bertolucci, Bertolucci, onde estás que não respondes!), madrastas, tios e tias, e, primos e primas, e até irmãos e irmãs. Só que 90% dos casos não chegam à mídia pois as famílias são muito FAMILIARES e não querem escândalo.

TERCEIRO – Proibiremos, também, os CINEMAS, a TELEVISÃO e este lugar geométrico das obras demoníacas, o COMPUTADOR (isso mesmo, é com puta dor que os pais permitem o acesso a essa caixinha de Pandora).
Destes três instrumentos do Demônio só saem sexo, drogas, maus-costumes, desobediência aos pais e às leis.
Chega desta podridão eletrônica!

QUARTO – Criaremos uma linda bolha (cientista para isso nunca irá faltar...), onde trancaremos nossos filhos para eles nunca entrarem em contato com a realidade torpe e tosca deste mundo cruel.
E, claro, teremos tempo de folga para CURTIR A VIDA adoidado sem estes infernos atormentando nossas cabeças, que ninguém é de ferro... Afinal, o tempo que a gente gastaria educando os pimpolhos podemos gastar com nossas amantes, indo ao estádio de futebol, tomando aquela manguaça etc. etc. etc.

QUINTO – Mandaremos PRENDER o juiz Gerivaldo Neiva, de Conceição do Coité, que defende o fim do Toque de Recolher dizendo que “Esses pais podem até dormir em paz, mas para o sono eterno de tantos quantos deram a vida pela liberdade e pela democracia, ferir a Constituição e as conquistas históricas da humanidade para esconder as mazelas de uma sociedade baseada no consumo e na exploração é um verdadeiro pesadelo”.
Entrego este juiz ao “papanazi” Bento XVI, ao bispo Edir Macedo e ao presidente Ahmadinejad do Irã.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eles ouvem Roberto Carlos escondido

Anônimo Ferraz

Primeiro, gostaria de explicar a alguns anônimos o que foi a ABCA. Nos anos 1970, criamos, antes de "O Fantasma da Liberdade" e do jornal "O Inimigo do Rei" (que era ferozmente combatido por direitistas e marxistas), a Associação Baiana de Ciência e Arte, ABCA. O nome explica a finalidade da organização. Reuníamos na Carlos Gomes. Pessoas com pensamento libertário, que, embora ainda vivessem sob intensa ditadura, jamais usaram o anonimato (direito inalienável, reconheço, do cidadão) para vituperar contra os generais de plantão. Criticávamos o autoritarismo sem pena e assinávamos embaixo (quem quiser, procure os arquivos d'O Inimigo do Rei com o Dartagnan Baqueiro).

Quanto aos anônimos que nos chamam de escudeiros da rainha (engraçadíssimos, podem crer!), jamais estariam postando opiniões tão radicais contra o blog se realmente (êpa!) fôssemos defensores do rei ou da rainha.

Para os que acham isto aqui "uma zona", desacostumados que são com a pluralidade de opiniões e treinados para seguir cabrestos, aconselho que sigam a teoria do deputado federal Emiliano José (PT), jornalista (aliás, a esta altura, eu, que o conheço bem e ao seu stalinismo, já o chamaria de ex-jornalista), que trai seu passado digno de luta árdua contra ditadura (tendo,inclusive, sido barbaramente torturado pela famigerada ditadura militar) e agora corre Brasil afora apregoando o "jornalismo com responsabilidade." Para esses petistas, esses Sarneys, esses Renans e Zés Dirceus, todos fantasticamente num mesmo balaio lulista, "jornalismo com responsabilidade" significa não publicar a roubalheira e os desmandos deles; significa ter que pedir licença a um coronel como Sarney para dizer que ele está sendo corrupto; significa "entender" (sic, triplo!) as estratégias esdrúxulas de Lula, cujo único fito (eu não me deixo enganar!)é manter-se no poder, custe o que custar, como assim agia ACM, como assim agem Sarney e tantos outros.

Bem, esses anônimos (e repito: embora usando de direito inalienável, constitucional) devem ser aqueles tipos que ouvem Roberto Carlos escondido enquanto só fazem parte da sua lista de compositores e cantores preferidos Chico Buarque e Gonzaguinha.
Eu, Anônimo Ferraz, não tenho medo de dizer que ouvi muito Roberto Carlos na minha infância, e ainda ouço o que ele fez de bom, pois agora, sim, só faz merda; também curti Alegria, Alegria, de Caetano, enquanto meia-dúzia de marxistas, sem entender nada, o vaiavam; também ouvi e ouço Gonzagão e Gonzaguinha(adoro ambos, aliás!); também ouço Beethoven, Liszt, Bach, Verdi e Dvorak, para citar alguns; também ouço o Terra Samba, nos seus bons tempos (comprei recentemente o CD "Os 20 Grandes Sucessos do Terra Samba", que recomendo ao anônimos. E não precisa dizer que compraram! Hehehe);também escuto Led Zeppelin, Rolling Stones, Linkin Park, Zélia Duncan, MV BIll e até mesmo aquela música de Leandro e Leonardo que diz "em vez de você ficar pensando nele, pensa em mim...". Não tenho medo de ser feliz, nem na arte, nem ao expressar minhas opiniões, nem na cama. E, portanto, não preciso me esconder para agir ao meu bel-prazer.

Não preciso do anonimato para dizer o que penso.

Mas, repito, trata-se de um direito inalienável do cidadão. E, seja na ditadura militar brasileira, na ditadura soviética, na ditadura chinesa, na ditadura cubana ou...Ufa! Bem, em que ditadura fosse ou seja, o anonimato foi e é arma fundamental para que se veiculem ideias de oposição aos tiranos. Na democracia, a meu ver, é apenas um estratagema de covardes, que se divertem "instigando" os "mosqueteiros da rainha", ficando atrás da cortina, com medo de mostrar a cara. Mas usem e abusem, porque este não é o blog do Emiliano nem de outros defensores do "jornalismo responsável."
Kkkkkkkkkkk!

domingo, 23 de agosto de 2009

Filme de terror


Velhinha desamparada implora a funcionária para não executar hipoteca

Ricardo Líper

O filme Arraste-me para o Inferno é, de fato, um terror. Como filme e não como tema. Entretanto, me permitiu - e eu fui assistir por isso - fazer um comentário importante. Eu vi o trailer. No trailer, uma ambiciosa mocinha trabalha em uma instituição de empréstimos. E ela nega-se a negociar a dívida de uma velhinha desamparada, como pareceu a ela. Uma velhinha repulsiva e indefesa, portanto, capaz de ser pisada como um papel amassado qualquer. Só que a inocente velhinha era uma bruxa e a amaldiçoa. A entrega aos cuidados de um demônio. Isso me cativou. O filme perde o fio da meada, exagera e cai numa sucessão de sustos e escatologia. Chega a parecer quase comédia, devido ao exagero. Mas o tema é importante.
O trailer é melhor do que o filme. Existem funcionários em qualquer lugar que são sádicos, inseguros e torturadores. Só são contidos por ameaças ou quando percebem que a pessoa que está diante deles tem poder ou está disposta a lhes subornar. Aí, abrem um imenso sorriso e passam da opressão fascista ao puxassaquismo. Eu divido as pessoas politicamente. As democráticas (que são tolerantes) e as fascistas. As primeiras procuram ser humanas e razoáveis. As segundas, não. São intolerantes, corruptas e sádicas. Capazes de cometer torturas impensáveis contra seus semelhantes. Saber distingui-las é a base das relações humanas. E dar-lhes os tratamentos merecidos é muito importante. Hitler morreu, mas seus filhotes ficaram vivos. É uma sabedoria saber identificá-los, neutralizá-los ou os enfrentar. Pena que não tenho habilidades para ciências ocultas para os amaldiçoar. Depois desse comentário e sabendo os defeitos do filme, querendo, insista.